Cachoeirão dos Rodrigues ameaçado por represa !
PAC tem projeto que afronta a natureza em São José dos Ausentes ! Veja o post ! Se informe !

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Voltando a Esquina - Os preparativos...

Tinha pouco menos de 48 horas para arrumar as coisas para a pescaria.  E tinha que conferir a minha tralha, que pela primeira vez em anos estava  quase toda em casa.
Aqui cabe um explicação. A turma que vai para Esquina sempre foi crescendo conforme a gente ia convidando o pessoal para ir.
Neste momento o pescador de primeira viagem enfrenta um dilema. O problema do material. Vara, carretilha, molinete, os bens de consumo duráveis. Os anzóis e chumbadas,  estas coisas se consomem em tranqueiras, linhas arrebentadas (peixe muito grande, pessoal).
O que acontece é o seguinte, todo mundo que ir pescar mas ninguém quer comprar um caniço bom e uma carretilha descente."-Afinal só vou pescar uma vez ou se for mesmo para dedicar, no máximo duas vezes por ano.  Nas pousadas tem material para alugar mas mais barato ainda  é pegar emprestado !


Neste tempo em que tenho pescado conheci quatro tipos de pescador em relação a tralha. Este pessoal que vai a Esquina com material emprestado, que poderiámos chamar de pessoas com medo de compromisso.
Os colecionadores, que compram toneladas de material e nunca usam.
Os mulita, que pescam dois anos com a mesma linha e carrega só com meio carretel de linha nova pra economizar e só pesca robalos com as mirrolure que comprou na época do FHC que estão todas remendadas e repintadas. Tipo do cara que "empresta"  o seu molinete Paoli  pro filho pescar. Vou levar livre o molinete Abu do Pastel porque é um clássico. Pescava  "flukes" e striped bass  na Chesapeake Bay em 1971 e ainda roda macio.
Os fanáticos, que compram muito material e pescam muito. Mas no fim de dez anos, possuem algumas  dezenas de caniços e carretilhas. Acabam lhe faltando dias no ano para usar tudo o que possuem . O inventário do Paulinho Guedes é legendário.
Dizem que existe ainda um quinto tipo de pescador, aquele que tem o seu  própio material no tamanho e na quantidade certa de suas necessidades, no entanto o número deles é  estatisticamente insgnificante e eles podem ser ignorados.


 Eu sempre que não vou, empresto meu material. Um um negócio arriscado porque caniços quebram ! Mas até hoje estamos todos bem. Só que as vezes tem que fazer pericia forense prara descobrir aonde é  que estão as coisas.  Este ano achei um caniço de fibra Grilon, que comprei para a minha primeria pescaria em  Esquina  que estava sumido a uns cinco anos. É pesado e lento mas é guerreiro, levantei pintado cuiudo com ele naquela pescaria. Além do mais é uma arma em potencial. O Bruce Lee dizimaria um exército com uma vara de fibra de vidro de 50 libras. De ultima hora não achavacom o meu caniço St.Croix, um pitching stick seis pés e meio, 25 libras , canicinho  meio  frágil pros Paranazão ou por bichos muito grandes. Mas é uma vara de grafite II bem levinha e rápida. Perfeita pros dorados chicos e ainda lida bem com "señuelos" , as artificiais. No fim das contas faz a pescaria ficar mais emocionante e técnica  Na hora de empacotar as coisas, o caniço não tava no tubo. Putsgrila tava na casa do Mano (aquele da quadrifeta),  porque  foi da casa de um pro outro e eu tinha que ir pro Botequim trabalhar de noite e tinha compromissos de tarde. Entrei de tubo na mão no consultório da Dr. Sandra Stechmann e deixei parado na sala de espera. E iria atrás depois do St. Croix..
De estimação, não poderia ir sem ele. Comprei de barbada na Rossi quando pouco antes de sua derrocada eles resolveram importar material de pesca e acabaram liquidando o inventário quando fecharam. Foi uma liquidação legendária. Muitos caniços  daquela leva circulam por Porto Alegre e todos os pescadores tem aquele sorriso "Comprei de barbada!"


Trabalhando de noite, a manhã definitivamente não é a a parte mais útil do dia, então foram dois dias bem corridos para botar tudo pronto. Como iámos de carro, resolvi ser minimalista na bagagem, o acarretou em um calça a menos que o necessário. Mas  estava indo pescar não a um desfile de moda.


 A turma da pesca seria ótima,colegas de trabalhos de muitos anos  do Luiz,. Comecei a frequentar a turma por causa da pescaria e das jantas na sinuca. Além do Tarci  e  Pintado ( João Finanor) que formam a histórica equipe do 'papamovel', outra história a ser contada. Iriam também o Bins e o Araujo. Dois sujeitos muito legais mas de temperamento, ahn,  curioso.  A coesão e o grupo menor seriam garantia de alguma harmonia no grupo. o nível de loucura é bem alto, mas em harmonia. Como se fosse tui chou (tai chi chuan de duas pessoas)  de palavrões.


Combinei com Luiz sair do consultório  ir no Mano pegar o caniço e irmos pro Tarci pra carregar a camionete do Pintado. Se voce não leu sugiro que leia o post sobre o John Gierach. Ajuda a  entender o universo dos pescadores e das pescarias. O Tarci  é do tipo superpreocupado. Chegamos na casa dele e ja saiu na rua de cabeça baixa, balançando a cabeça negativamente.


"-Eu sabia que não ia dar certo... Tem sapo enterrado nessa pescaria."
Achei que alguem tinha morrido. Mas pensando bem é engraçado pacas.
"O Pintado, acho que ele não vai mais. Tá uma fera !"
"Mas cadêlhe ele ? Aonde tá camionete ?"
"Ele deixou para lavar e abastecer no posto e botaram gasolina em invés de diesel. Acho que não vai dar."


Perto do Tarci o Hardy Har Har é um otimista.


Houve algum stress para resolver a situação. Tinhamos que descarregar as coisas que iriam na camionete e ja eram quase oito horas eu tinha que ir pro bar que tinha reserva grande de aniversário. E a saída no outro dia estava marcada para seis da manhã.


Liga pro Pintado
. "- Liga tu. " diz o Tarci, "Porque eu sei quando o Pintado esta ficando brabo comigo e ele disse que só quer carregar o carro na hora de sair."  Era ruim porque atrasaria  a saida. 
A solução teve que ser negociada pelo Luiz, carregariam o carro na noite mas sairiamos uma hora mais cedo.


"Quem saí as seis, sai as cinco! " Disse o Pintado,  fácil para ele dizer já que é  insone enquanto eu certamente não iria dormir antes das três da manhã. Só torcia que todos dormissem bem e estiveseem descansados para pegar a estrada, porque eu estaria na capa da gaita.


 Eu estava ansioso, fazia muito tempo que não ia pescar e eu queria que tudo fosse certo, material, viagem. Por outro lado, estava bem satisfeito em ir então o horário não era problema. A estrada  me preocupava, então comprei uns energéticos para aguentar o tranco. Não sou do tipo parceiro canalha de viagem que se vira e dorme enquanto o outro dirige. Só pode dormir quem vai depois pegar a direção.
Também  me incomodava o fato que eu não iria pessoalmente colocar as minhas tralhas dentro do carro. Me causava aquela sensação de desconforto que a gente tem quando sai de casa e não sabe se desligou o fogão. Ou se trancou direito as portas.


Mas pensando agora, o material estava sob custódia do Tarci.
Um sujeito bem mais neurótico do que eu.
Estavam em boas mãos.


<continua> 


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domingo, 11 de novembro de 2007

Da série...Passam-se os anos e eu sigo uma besta...

Aberturas de séries antigas no YouTube. O verdadeiro valor da internet.








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sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Pouca ação no fim de semana...

...pelo menos, se levarmos  em considerção as minhas fontes de retrospectos grátis. O melhor programa americano vais ser corrido em Calder, na Flórida.Com provas de destaque em todas as divisões. Mas como o Florida Millions é só para  animais criados na Florida, ficou mais restrita a busca de p;p's grátis.
Eu certamente não compraria o DRF para Calder. Que costuma ter preços menos interressantes na pedra. Existem muitos campos pequenos com um animal muito favorito. O que é um fenomeno normal já que tem menos cavalo. E  a minha "teoria" é  uma vez que tem muitos aposentados na Florida que gostam de apostas mais seguras e jogam mais em favoritos. Mas é teoria de bar.
Este fenomeno até é bom pro apostador pois cria overlays nos animais de segunda e terceira forças e excelentes pagamentos nas "exotics" sem o favorito. Por outro lado, constuma dar umas bombas em Calder daquelas que tu fica olhando e perguntando se não tem mutreta.
Outro fenomeno é que em Calder parece que mais bixos de propiedade de seus treinadores dão tacada do que em qualquer outro lugar. Não é um levantamento estátistico sério só uma observação, em especial em páreos de claiming sem ser no  fim de semana.


A única p.p. que eu consegui foi do quinto páreo . O Jack Price Juvenile Stakes.
Páreo de dois anos é o pavor, são muitos imprevísiveis. Pedigree, experiencia na distância (muitos potros não se acertam em duas curvas) e as corridas anteriroes contam. Mas daqui vem um foguete sabe se lá de onde e faz o crime. Por retropspecto Wise Answer deveria ser barbada. Mas tem que se ver a profundidade do talento de  Smoke'n'Coal do Darley,invicto em duas. Campo pequeno, talvez se estes se envolverem em trem de carreira muito forte possa sobrar para Macho Grande.


A Bit of  Whimsy vem de vítória em prova de  Grupo I e agora enfrenta turma mais camarada. Corre o nono páreo de Churchill, o  Mrs.Revere Stakes. Daquele páreo correm também Costume, ingelesa que  estreiou nos EUA naquela ocasião. Correu um quarto bem corrido, mas acredito em grande evolução, infelizmente não a previsão de chuva para afrouchar a grama mais ao gosto de Costume.  Gotta Have Her e  Cat Charmer vem evoluindo e tem chance.


O melhor páreo de Aqueduct é o oitavo. O Red Smith Handicap, GII. 2200m grama. Três curvas apertadas. Campo cheio, vinte inscirtos, correm no maximo doze. Pode dar bomba. A tendencia apesar da distância é favorecer o front runners, pela difculdade de gerenciar o trafego que terão os atropeladores.  Vai haver um trem de carreira no mínimo honesto, então atropeladores tem chance. Muitos invasores europeus. Tem chovido em Noviorque, então boas chances de grama pesada. Correndo de frente me agrada Golden Strategy larga em boa raia, se conseguir evitar se queimar junto a Tricky Causeway.
Dos estrangeiros possivelmente leva vantagem por estar mais aclimatada True Cause. Depois correndo sua segunda nos EUA, e com a combinação Kieram MacLaughlin-Alan Garcia, Encinas  corre na raia um, então não vai ter o problema de fazeras curvas for fora que atrapalhou na última e vem mais  encarreirada.
E estreiando e certamente se beneficiando da raia pesada :   Sunshine Kid que corria em turma forte na europa mas pegou raia ruim, e Muketier que habitava turmas mais modestas porém sai em boa raia. Eu iria de Encinas, no entanto.


Mas amanhã, por motivos de ressada, é provavel que eu fique acompanhando de casa no ticker da Equibase.


A seguir os links para o retrospectos de alguumas carreiras nos estados unidos, pra galera se divertir.


Sábado.
Aqueduct
  páreos : 7, 8 , 9,
Churchill Downs
  páreos: 5 ,7,8, 9 ,10
Hollywood Park
  páreos: 3, 6 , 8


Mais links procure aqui.


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quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Preciso da emoção....

Passo por tempos difíceis. Preciso chorar para espantar a tristeza ou ainda "drink malted milk to drive my blues away.." Nenhuma canção é mais emocionante que Danny Boy, uma balada classíca na Irlanda. Triste e emocionante. A origem é de tal modo discuitda que até livro foi feito sobre a história da canção. Que pasmem, não seria irlandesa. Mas  é na Irlanda que é quase um hino nacional. O lamento que entoa a ida do tal Danny Boy, talvez pra guerra, talvez fujido por ter feito algo errado. E então quando passado tempo ele voltaria e encontraria só um tumulo. Aonde poderia rezar, dizer que amou esta pessoa que reforça em seu canto, que estará descansando em paz até a sua volta. Tristíssimo. De um emoção imensurável.


Em dia de São Patrício, a drunken song perfeita.


Nenhuma interpretação é melhor que esta pelos melhores interprétes do Muppet Show. O Chef Sueco, Beaker e Animal. Os Leprechaun Brothers.


È de chorar... de rir.





Beaker tem uma interpretação linda, mas incompreendida de Feelings.


Imperdível.


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Pescaria em Esquina. De volta ao ínicio....


Esquina, sul da província de Corrientes  na Argentina. É um lugar privilegiado. A confluência do Rio Corrientes com o Rio Paraná.A esquina dos rios. Além disso, um labirinto de água. Com rios e arroios cortando a mata. Lagunas. E muito peixe. Dourados e grandes surubis, como nas histórias de nossos avós. Quando fomos convidados para ir pela primeira vez, pela turma do Tergolina , foi descrito como o Shangri-Lá dos dourados. Seria  a primeira pescaria "paga" que ia fazer. E na época o Real era forte e o Peso era forte. Então parecia caro, pelo valor em dólares. Os serviços eram inflacionados na Argentina na época,  o contrário do momento atual.


Na é epoca o "pitch" era que se podia trazer em peixe o valor da pescaria. Então sairia de graça.  A dez anos  este pensamento vil que era considerado aceitável por uma maioria, mas vendo a pesca deteriorar através dos anos, a compreensão da necessidade da pesca e devolução, das regras de tamanho minimo, cotas e defeso são felizmente cada mais entendidas pelo pescadores. Infelizmente ainda se vê alguns pescadores com o pensamento tacanho de ir matar o máximo possível e ás vezes tentar burlar as regras.
Peixe pode ser adquirido em uma peixaria e pescar seja de graça em açude ou pagando por um serviço de guias no lugar mais remoto do mundo, envolve o risco de não se pegar peixes, pegar chuva, mosquitos etc...
Mas um mal dia de pesca é melhor que um bom dia de trabalho
Toda aquela coisa zen de que a jornada  em si é o ganho e não o ponto de chegada, È verdade.


A primeira pescaria foi excelente, o lugar é maravilhoso e a razão porque sempre se volta lá, e a razão porque a turma cresceu (bom, o casino ajudou).


As vezes o rio fica meio baixo  por causa  das chuvas e as barragens então tem o tal aquecimento global e a crise energética Argentina para se levar em consideração.


Então se liga para se saber como está o "pique" e a resposta é que está "bueno" "mucho pique de dora'o, pero chico y un o otro cachorro", significando "tá ruim, cheio de palometa mas o house edge da mesa de black jack é 0.14% agora que da para fazer double com quaisquer duas cartas." E vamos  de qualquer modo.


O tio Luiz, vulgo Sapo, que foi um dos companheiros de primeira pescaria, junto com o Algir, tenta desde daquela primeira 'ida' organizar duas saídas por ano pra lá. E outubro passado seria a segunda deste ano. Organizar a turma para estas pescarias é uma dor nos ovos. Ligar, pegar confirmações, dados, alugar o ônibus. No inicio todo mundo é parceiro. Na última semana começa todo mundo a saltar fora. As vezes é o problema na hora de "poner", outras vezes é problema de confirmar com vários semanas de antecendência, certas pessoas não conseguem desvencilhar de seus compromissos e simplemesmente não tem um padrão adequado de prioridades e noção que é realmente certo na vida.Esses são aqueles que acabam indo pra trazer peixe e não para pescar.


Por razões financeiras, faziam alguns anos que eu não ia pescar em Esquina. Mas a pescaria desta vez estava mais complicada do que nunca, em termos de turma. Eu tava meio de  sobreaviso, tinha aquele problema de "poner" então não tava muito preocupado e fui meio pego de surpresa quando numa terça de manhã me ligou o Sapo.


"-Como estão os teu preparativos para a pescaria !"
"-Não estão. Tem aquele problema."
"-Esquece o problema, precisamos de mais um. Estamos indo de carro na quinta de madrugada, tu vai junto!"


(CONTINUA)


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terça-feira, 6 de novembro de 2007

Stevie Wonder na Vila Sésamo

To fuçando no YouTube e dou de cara com esta. Postei urgente
Stevie Wonder tocando Superstition ao vivo, super banda. Mega Vibe.
Anos 70. Vila Sésamo americana.
Uau. Carregue e de replay .De arrepiar





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Tema do Ultra Seven-versão sinfônica.

Emocionante !
Do Youtube. E de quebra uma bela montagem por alchemiste1968.





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Passam-se os anos e eu sigo a mesma besta. Nostalgia Televisiva. Ultra Seven !

Ultra Seven. O melhor de todos.  Série que é o Hamlet do gênero tokusatsu.  Tinha um clima de paranóia de guerra fria. Um pouco de psicodelia nos efeitos. Uma musa,Anne. Tinha "monstros' do bem , das Capsulas-Monstro, personagens ambíguos. E era um personagem que era diferente, mais falível. Me marcou muito o episódio em e que ele derrotado era aprisionado em uma cruz de cristal. Crucificado. O simbolismo ! Trinta anos e a imagem ficou na minha memória. O Omelete tem um artigo excelente.


Uma pena que os DVDs remasterizados não receberam versão brasileiras. Dando uma pesquisada se encontra vídeos sensacionais no Youtube. A abertura era brasileira tem uma locução espetacular.
"Construído em um imenso túnel couraçado..."
"...com armas, instrumentos e aparelhos perfeitos..."


Esperava sempre pelos foguetes interplanetários  " ...Beta, com seus raios mortais..."


Pensando bem "...'detetar' os inimigos invísiveis e rebater as ameaças do espaço." Em anos de ditadura era a frase mais significativa, bastava  escolher quem tu queria que fossem os monstros.


Alguém de bom coração botou a abertura no Youtube.  Gracias,  "betotaisen"..





Sebun, Sebun,Sebun.!


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Brasserade Royale - uma aventura de L.P.

Louis Phillipe, ocupadíssimo, foi passar o feriadão na Normandia.
Mandou notícias. Estava enfasteado pois já não aguentava mais comer todo aqueles frutos do mar e todas aquelas maravilhosas ostras. Como todo bom gaúcho queria carne. Um churrrasquinho se possivel, para afastar a anorexia.



Achou a brasserade royale. Segundo ele,  carne de gado, porco e pato,levados cru àmesa, em tiras fínissimas. A assados na  hora, pelo própio cliente, em um rechaud à carvão. Uma churrasqueirinha de aço fundido. Um Hibachi. Um Gengis Khan.
Acompanha batatas cozidas e/ou fritas.
"-Um clássico !". Exclamou L.P.
"- Comes com molhos de mostarda, maionese, molho americano e uma salada verde e pão."
"- As lascas de pato estavam espetaculares."
: Aonde o gourmand acidental achou tal acepipe :
     Le Cox Grill Cafe
       tel 23 39 09 55 0
    : 23 Rue Couraye
     Granville

"Em plena Normandia, terra de frutos do mar e ostras encontramos esta jóia,
um restaurante especializado em comidas de Savoie:  raclettes, tartiflettes e fondues.
De quebra tem os grelhados. È um bar termático. O dono é um aficcionado por  fuscas (coccinelle em francês.- Cox é  redução de coccinelle).


Voilá!


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Melbourne Cup - Espetacular em todos os aspectos.






As cem mil pessoas (102.401, todos ingressos comprados com antecêdência) abarrotadas em Flemington. Os chapéus. Gente chegando de limousine e até de barco.No jornal de Melbourne tem uma foto espetacular das pessoas engaladas no metrô. É muito mais que uma corrida. É um acontecimento social, político e um show para t.v. Isto tudo resulta em  uma espera enorme entre as corridas.
Mas  é uma festa, e uma festa...  É uma festa.
Mas segundo as notícias do Herald Sun, foi tranquilo. Somente sete hospitalizações por intoxicação alcoólica, mais ou menos 60 pesoas foram tratadas por dor de cabeça e vômitos. Desde que se limitou o número de pessoas diminuiu também o número presos, somente quatro, por pertubação da ordem. O pior problema foi ficar todo aquele tempo de pé no calor e as mulheres de salto alto. 350 pessoas procuraram atentimento  para curar bolhas e afins.


A transmissão é fabulosa.  Porém  existe um custo de se ter uma corrida de cavalos com produção de transmissão de formula 1. Cameras no chão, tomadas aéreas, dentro  dos partidores  e até uma camera que foi retirada na marra pela comissão de corridas,uma câmera móvel que estava assustando os cavalos.
Tem que se   aguentar o resto da programação.Entrevistas, desfiles de moda. Robbie McEwan, o "rato" ( e vendo em close no plasma se ve porque o apelido), fabuloso sprinter australiano que corre na volta da França traz a taça, que é decepcionantemente pequena e a desfila em frente aos pavilhôses e a dispôe em seu pedestal para ser adorada como  um ícone religioso.
Show com Cristopher Cross, lembra  o cara que cantava a música do Arthur, o Milionário Sedutor- tá que é um guri.  Vem uma mulher espetacular cantar o hino, Delta Goodrem, nunca ouvi falar e não a ouvi cantar. Mas era perfeita daquele jeito. Sem som.


Apresentam os jóqueis um por um. Fazem o cânter. Uma hora de enxeção de linguiça precedeu a grande corrida. Dá tempo pra ir ao banheiro, fazer aposta e comprar outro drinque. Eu aqui em Porto Alegre, fumei um charuto inteiro entre o sexto e sétimo páreo. E eram quase duas da manhã.


Mas valeu a espera. O sol chegou e a raia melhorou para macia, lenta ou Dead, com preferem os australianos. Os forfaits do dia reduziram o número de corredores para meros 21.
Mahler, muito leve, com a posição perfeita. Fez grande corrida de frente . A distância era demais para o potro. Mas a terceira posição mostra o acerto de Aidan O'brien em levar-lo para a Oceânia.
Purple Moon estava tinindo no canter, orelhas empinadas, com a pelagem reluzente. Era segunada força e tinha além de boas credênciais trazidas da Europa,uma boa corrida na Caufield Cup. Estava  aclimatado a Australia, essencial. Ali estava a barbada da carreira mais dificil de resolver do mundo Vinha fazendo a carreira perfeita na marca dos trezentos passou Mahler. Quando se mexeu parecia  que havia encaminhado os papeis. Mas cansou, e e mesmo cansado poderia ter ganho, pois estavam todos na capa da gaita.
Menos um,  um certo Efficient, que juntos a todos os trocadilhos infames que podem ser feitos com seu nome, resolveu atropelar e saiu de 15o. nos trezentos para arrebatar a maior vitória de sua carreira.


Ano passado eu tinha Pop Rock que não pode matar Delta Blues. Este ano eu tinha Purple Moon que não conseguiu segurar Efficient. Tenho que começa a jogar no placê.


Para encerrar os usuais...
Sensacional...
Loucura, loucura.




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domingo, 4 de novembro de 2007

O dia em que Australia para...(atualizado)

A primeira terça-feira de Novembro. Um país inteiro para. O congresso para e seus deputados tem que parar  de comer meleca.
Todo mundo vai para frente da t.v. para assistr uma corrida de cavalos.
O hipódromo de Flemington é tomado por mais de cem mil pessoas que se congregam em uma evento que  completa  146 anos. É feriado na área metropolitana de Melbourne, porque ninguem trabalhava mesmo nesse dia . Quase oitenta porcento de população adulta australiana aposta no páreo.
Nenhuma corrida de cavalo no mundo é tão significativa para um povo, nem o Palio de Siena. Além de ser uma das corridas mais importantes do mundo em prêmio e por significado no mercado turfísitico.


A Melbourne Cup será corrida esta semana.


Um evento fabuloso em vários aspectos. O povo  australiano formado por desterrados do Reino Unido deve ter trazido entre seus formadores alguns jogadores degenerados. Os australianos adoram um a aposta, e como na Inglaterra a jogatina esta  infiltrada na cultura sem preconceitos. Mas muito alám do jogo, existem os cavalos.
As corridas são adoradas na Australia. Existem lá um sem fim de hipódormos de todos os tamanhos em cidades pequenas, grandes ou médias.
A criação de cavalos na Australia é especialmente significativa, com operações internacionais como Coolmore Stables criando lá.
O melhor cavalo australiano  de todos os tempos, Phar Lap, está empalhado em exposição permanente no Victoria  Museum. Éé considerado um tesouro nacional.


A Melbourne Cup é o ato culminate do Festival de Corridas de Primavera. Aonde desfilam o melhor da corrida da Oceania, Asia e as vezes da Europa e Estados Unidos. Os Clássicos como a Cox Plate, Caufield Cup e o Victoria Derby estampam novos heróis e criam o climax para o grande dia.


Patrocinado pela Emirates Airlines, só a bolsa de  quase quatro milhôes e seiscentos dólares (AUS$5M) já seriam bastante impressionantes mas a atenção que a corrida  atrái vai mais além. Um dos inumeros incritos tem uma chance de se tornar um lenda.


Este ano, a indústria australiana sofreu um grande baque com o surto de gripe equina que se espalhou em vários pontos do país. Atrapalhando não só corridas.  como também  a temporada de coberturas. Mesmo assim Tungsten Strike, Mahler, e Purple Moon vieramda europa. Scorpion, espada de Coolmore sentiu lesão enquandt treinava na Australia e  teve que fazer forfait.


Os Neozelandeses obviamenmte foram. Mas a invasão japonesa não se repetiu. Nenhum japonês este ano depois da dobradinha de Delta Blues e Pop Rock no ano passado.


Um aparte...
Handicapping de corridas australianas são totalmente diferentes de qualquer coisa que nós, do lado de cá de Greenwich, estamos acostumados.
Todas as corridas são corridas na grama, por isso é preciso observar o retrospecto para o going. Além do que o clima australiano é mais instável que o europeu. De yielding para firm de uma corrida para outra. Quase todas as corridas são handicap, com penaltis (pesos) consignados em função da classe e atuações anteriores do cavalo. Os números das mantas sempre vem ordem descrescente de peso e as "barriers" post ,raias  ou post positions  são sorteadas.
Assim, será sempre o número um o  top weight mas ele pode largar em qualquer post. O cavalo de melhores credenciais e supostamente melhores condições que cede vantagem aos adversários.
Os inúmeros hipodromos australianos são classificando por ordem crescente de grandeza de country (c), provincial(p) e mtetropololitan(m).Os sistema de classes e turmas e tão complexo que eu nem tento me envolver. Provas de grupo seguem o padrão I,II,III, mas as turmas eu me guio pelos prêmios. Quanto maior o prêmio e o hipodromo mais forte a turma, em geral.
As corridas na Australia são diferentes de tudo que estamos acostumados no "ocidente".  Aparetemente, lá os cavalos não treinam . Na Austrália, os cavalos correm. Os preparativos são feitos correndo. E correm quase toda semana.O tal excesso de imbreeding que levou a fragilização do cavalo americano não ocorreu lá. Pois nos metodos de treianamentos australianos os cavalos correm muitas vezes durante muitos anos e vão saudáveis até a aposentadoria.
O "angle" para se decobrir uma 'best bet" é achar o cavalo está evoluindo e que parece estar no ponto. Este bixos vem subindo de peso. Por outro lado fuja de favoritos que vem mantendo ou diminuindo de handicap, pois estes estão em decadência.
Os retrospectos enganam. Uma vitória ou até mesmo um segundo lugar pode significar só que o cavalo atingiu o pico na última e agora reinicia a preparação.
Os bixos correm quase todas as semanas  e o 'bounce' é normal. Mas tem que ficar de olho na data da última apresentação. O cavalo que vindo de bagajo, mete duas pedras seguidas, mantém o peso e corre na mesma turma, ou baixa de turma , tem mais chances de ganhar.


E a dica mais quente pro pessoal que costuma jogar no 'tote' internacional é esperar aparecer apregoação da pedra local no vídeo para saber como está o jogo local da aonde pode se concluir que é que leva fé das pessoas que estão realmente a par do assunto. Pois o resto do mundo livre não tem menor idéia de como se avalia um carreira na Australia.


Dito isto, voltamos a Melbourne Cup, que é um handicap e corrida em 3200 metros. O que torna a corrida mais sui generis do mundo. Não sendo peso por idade correrão por exemplo Tawqeet (Godolphin) carregando 57 kg,  Zipping, uma das forças locais carregará 54kg  e o potro Mahler 50.5 kg.


Mahler teve o seu preço altamente valorizado nos "buque" porque sorteou a raia perfeita, a de numero 6 Mas a chuva de sabado amaciou bastante a raia o que deve ir contra os europeus que em geral prefeream raia macia a raia dura mas parecem que este grupo é exceção. Entretatnto já ouvi este papo furado antes.


Estamina, resistência para aguentar a grande distãncia a prova se desenvolvem com a idade e a Mebourne Cup também é dos clássicos  que mais chances as femêas.Apesar de massivo numerohistórico  de vitóriaas de machos nos últimos anos aumentou o número de vitórias por femeas impulsionadas pela trícampeonato Makybe Diva.


Além  disso o número exorbitante de corredores torna muito complexa a estratégia de corrida, podendo um cavalo com totais chances nunca encontrar o caminho para chegar em primeiro. Correr de frente parece suícidio, tendo que enfrentar 3200m e sendo a reta de Flemington tão longa e propícias para atropeladas. Mas, ano passado, Delta Blues levou correndo de frente. O sorteio sa raia é importante para o resultado.


É:  um  festa fabulosa e uma corrida imperdível. Só dispenso a demora entra carreiras com  a lenga lenga que teve ano passado apresenatdo joquei por joquei, imagina só 24 inscritos.


Não vou nem dar palpite, só vou dar as linhas de hoje  dos oddschecker.


Master O'Reilly, vencedor da Caufield Cup tenta o raro double e ve seu preço despencado e é o favorito. Vem de duas grande vitórias. Mas o double é muito complicado. Ocorreu onze vezes, a ultima vez em 2001 com o craque australaino Ethereal. Pegou raia 17 e porou o preço, mas segue favorito.


Purple Moon que treina muito bem vem de má atuação na Caufield Cup tem seu preço valorizado por sua condição de melhor stayer europeu inscrito na prova. É dito que o animal que mais sofrerá com a raia macia e seu preço deve estar condicionado ao jogo na Inglaterra, um underlay por certo. Fenomeno que ocorreu ano passado com  com Yeats. Sus raia é 15 é ruim.
A terceria força é Zipping, o nomes local  mais reconhecido. O seu preço está subindo... Mas gosta da raia lenta e sua forma vem melhorando. Tem um oitavo na Cox Plate  aonde não conseguiu passagem para atropelar e um terceiro no Mackinnon Stakes aonde atropelou forte para chegar em terceiro para Sirmione e Princess Coup, que também correm. O grande problema é a inexperiência na distância e o sorteio da raia , larga na 22. Depois na lista vem Mahler.


No preço atual ,16:1, me agrada demais a carreira do veterano Gallicc, um neozelandes filho do top sire Zabeel, apesar dos muitos oito anos de idade. Vem de boa vítóra na distância e gosta do piso macio. Carrega a manta quatro e seus 55.5 kg.  Mas tera que administrar a pessima raia 24 . Well, não deixa de ser um palpite!


Só para lembrar.... Loucura, loucura...


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Deputado australiano come cera do ouvido....




A melhor da semana... Baita porcalhão
Nos meus Shared Items tem a noticia que saiu no Terra.


O deputado Kevin Rudd, que dificilmente vai chegar a primeiro ministro disse que gostaria de ser "mais normal".  As imagens dispesam maiores comentários.


Famoso, ele ficou!.


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Bem-Vindo Dr. Mauro..

Outro que chega tarde a blogosfera, mas valeu a espera. Chegou o blog do Xingú.
CanalX.
Lendo sua  critica ao Tim Festival em Curitiba e já da para saber vem muita coisa boa por aí.



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sábado, 3 de novembro de 2007

Sun King e outros...

Para quem ia dar um tempo no turfe eu não pareço estar  sucedendo muito bem Mas é para um boa causa. É chegado o dia de de apreciar um grande herói um bixo muito corajoso e que finalmente vai pegar um turma amigável. Sun King corre hoje em Churchill Downs na sua última corrida antes de ir para reprodução. Um grande corredor, com mais de dois milhões de doláres em prêmios acumulados. Com  grandes atuações desde de a milha ate os 2000 m. Certamente não correu este ano o que correu o ano passado.Quando teve que amargar derrotas por muito pouco quando perdeu o Metropolitan para Silver Train na milha e para Invasor por nariz no Whitney. E para seu azar ainda foi "second best" quando Lawyer Ron quebrou o recorde em Saratoga e para Premium Tap quando este explodiu sno passado. A turma e até as boas atuçaões de Sun King dizem que ele deve ganhar. A corrida é na milha e vai ter bastante velocidade inicial porque o páreo tem alguns velocistas e isto favorece S.K. que vem de trás.
No páreo existem alguns inimigos, todos de classe inferior se comparados com os nomes citados acima,  com chances. Istan vinha fazendo boa campanha, tentou a grama e falhou pode escapar com um bom preço.  Simon Pure e Casino Evil vem em evolução. Mas torço por Sun King.


No mesmo programa em Churchill Downs tem outra prova de grupo o Chiluuki milha para femêas. Páreo interessante e parelho. Windy vem de carreira mostruosa. Se confirmar, ganha. O problema é se ela se meter em um trem de carreira muito quente com Rolling Sea, o que pode ocasionar na explosão das duas. Neste caso High Heels seria  a maior beneficiária, ja que que é a unica atropeladora e está experimentando turma mais amigável hoje.



Em Aqueduct tem outro páreo notavel. Mais uma despedida em fim de temporada. se poderá ver pela ultima vez., no Long Island Handicap,  Royal highness. A vencedora do BeverlyD  tenta se aposentar com classe. Provavel franca favorita, R.H. é sem dúvida a categoria do páreo. Fracassou na última, mas era um dia de grama dura. Recaindo muito jogo sobre ela abra a oportunidade de se buscar valor em outras mantas. Green Girl, do mesmo treinador e montado pelo quentíssimo Alaa Garcia correu suas primeiras carreiras no novo mundo em turma bem mais forte e hoje leva primeira de lasix, pelo preço certo pode ser uma irresistivel. E Dalvina uma potranca que fez carreria razoavel na turma clássica  inglesa chega ao novo mundo em busca de turmas mais amigáveis, é outra boa dica.


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sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Dicas de portunhol TTKOS.

Fenômeno que constatei na primeira pescaria que fiz na Argentina à uns dez anos  e que se repete sucessivamente cada vez que se aproxima a pescaria.


"- E aí ?  Tá indo na pescaria ?"
"- Por supoesto , senhor..."


É incrivel transformação de cidadãos ordeiros  em assasssinos.
Todos se tornam  impiedosos  criminosos da Lingua Espanhola. O Portunhol toma "cuenta" da nossas vidas e acreditem em mim, é duro de ouvir.
Basta o ônibus cruzar a ponte em Uruguaiana que a coisa descamba...


" Gracias, señor. Muy amable."
"De nadie !"


Em viagens de avião, pode  piorar. Basta o vôo ser da Aerolineas Argentinas para a coisa já começar na sala de embarque.


"Por Favor. Aeromuessa. Um "rornal" e una cueca-cuela..."


Em Esquina, devido ao grande afluxo de pescadores brasileiros e a maior proximidade com a nossa terra, tu ouves até os guias pedirem para botar "txumbinho" ao invés de plomitos.


Certa vez um pescador dava discurso sobre a burrice da lingua espanhola. Sendo a moça ruiva, ele não entendia com ela podia dizer que não era "rúbia".  Explicar que "rúbias" são as pessoas de cabelo loiro só piorou. E a confusão se prosseguiu quando disseram que cabelo era "pelo". E que a moça ia a "peluqueria"  apesar de não ser careca e ter belos cabelos. "Pô ! Ela não precisa de peruca !"


E depois de todos estes anos o pessoal ainda é incrivelmente criativo. Na última ida sairam belas cacharas. É um dos grandes peixes de couro da bacia do Paraná e do amazonas. Na Argentina se chama surubi atigrado e nós chamamos de sorubim cachara.


Lá pelas tantas vem um e me  diz que pegou um "catxiara". Como  se nascesse a sua filha e voce resolvesse homenagear as suas avós Cátia e Iara. Com um som sibilante no meio para dar um sotaque platino.


Depois desta, desisti de vez.
Aderi ao portunhol.
No entanto achei interessante dividir algumas das coisa que aprendi com o tempo.


O "S" (ésse) sibilante em fins de silabas é mudo. Assim a gente " pe'ca em E'quina". Mas atenção pro sotaque, o ésse esta lá.
Se diz "E'quina" e não "Ê-quína". A ultima é a versão do  portunhol de primeiro viagem. Isto vale somente para esses em meio de palavras, no fim das palavras ele é mais contundente pois pode se tratar de plurais ou quando pedimos um táxi para ir ao casino.
E o assassino do portunhol pediaria " Me chama o remí!"
Remi era o reserva do Corbo no Grêmio, 'carajo'!
Em caso de responderem: "Como seniôr ?"
Tente o infálivel : " Jama un remis". Em caso desespero, pede um táxi.
Aprendi esta o quando um amigo pediu um  "fófro". Achei que era impossível mas pareceu alguém com uma caixinha de fósforos. Mas é óbvio que esta é versão de primeira viagem. Quando o portunhol encorpa, se aprende que os "ês" e os "ós"  nunca são pronunciados de forma aguda.
O certo seria "fôfro".
E nunca, nunca diga pro motorista...
" Toca pro ca'ino!"


Também é mudo o dê (d) seguido por "o" em fins de palavras. Assim em Esquina  não se pesca dourados, se "pe'ca dora'o". O inter seria o   "colora'o"


Outra dica  é mais portenha os "vês" (v) se pronunciam como "bês". Uso imortalizado pelo Lourenço que foi  assistir "Bê de benganssa".


Os ipsilônes (y, alías "la í griega") na Argentina são pronunciados como os nossos jotas. Assim na Argentina o João Derly seria um campeão de yu-do. Em Montevidéu tem a famosa calle Yi. "Cáje Gí".


O que nos leva ao duplo éle. As  palavras como Calle e Lavalle, que em outros paises de  lingua espanhola seria "calie" e "Lavalie"  e Lavalle fica "lavage" e claro o gê  tem um chiado que as ve soa como "laváchi". O que explica o "Jama o remis"  já que chamar em castelhano é "llamar".


E a dica final é que para ser melhor entendido é preciso juntar  ter uma certa gardelonice, uma atitude de cantor de tango ao falar. Os trejeitos são de um italiano em câmera lenta buscando um certo tom blasé dos ingleses.


 Se nada disso funcionar tente a mais certeira de todas as dicas : Fale em português, sem gírias em uma velocidade razoável adicione um "por favor' e um "gracias"  que provavelmenete todo mundo vai te entender.
Mas daí qual seria a graça ?
Portunhol ? A mi mencanta !


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