Um blog com corrida de cavalos, futebol, pesca com mosca, culinária, hq's e dicas legais que eu encontro na internet e qualquer outra coisa que eu resolva escrever...
Olha o nome na página... É o meu show...
Cachoeirão dos Rodrigues ameaçado por represa ! PAC tem projeto que afronta a natureza em São José dos Ausentes ! Veja o post ! Se informe !
A familia Head é predestinada e faz parte da historia do turfe francês e do maior evento de turfe do mundo, o Arco do Triunfo.
Uma historia contada por muitas vitórias, como jóquei, treinador, proprietários e criadores de puro sangues. Vitórias como a de Three Troikas no Arco de 1979, treinado por Christiane Head-Maarek(Criquette), de propriedade de sua mãe Ghislaine e montada por seu irmão Freddy.
19 anos depois, Criquette ganha seu segundo Arco como treinadora, quando 60.000 pessoas juntas viveram um sonho. Um sonho, quando vimos paralisados a extraterrestre Trêve destruir de forma espetacular a esperança nipônica de ganhar o Arco.
Paralisados também pareciam Orfévre (JPN) e Intello (GER) quando adentraram a reta na perseguição a Trêve, que desprezou a categoria de seus adversários e prendeu vôo em direção ao disco, tirando de mais a mais.
Trêve, que já havia quebrado os relógios e o record de Chantilly, seguiu o caminho da rainha Zarkava e levantou o trio Diana, Prix Vermeille e Arco, sempre com facilidade.
Une histoire de fou!
Sim, uma história de louco. Vejam que a familia Head (Haras du Quesnay), criou a craque Trêve e, ainda antes de começar sua carreira vitoriosa, quando tinha 18 meses, decidiram colocá-la a venda em um leilão, para ser vendida a uns 50.000 ou 60.000 Euros. Como as ofertas não chegaram que a 22.00 Euros, a família Head decidiu ficar com ela.
Predestinados.
Assim como estava predestinado a ganhar o seu terceiro arco Thierry Jarnet. Jarnet, que havia conduzido ela na brilhante vitoria do Diana, havia perdido a montaria para Lanfranco Dettori, quando Trêve foi adquirida recentemente pelo Sheik Joaan Bin Hamad Al Thani. O destino derrubou Dettori na semana do arco e a montaria voltou as mãos experientes de Jarnet, que brilhou.
Me encontrei de novo com os parceiros de Arco, Claudio Marques e Ricardo Felizzola e esposas, para mais esta jornada.
Somos privilegiados, pois vimos mais esta potranca voadora. Espero que ela continue nas pistas e, quem sabe, ano que vem possa nos proporcionar um double!
Mas vocês devem estar se perguntando. E os japoneses? Meus amigos, os japoneses silenciaram novamente. Que karma!
Desta fez, fizeram reverência a esta máquina, Trêve e calaram-se para sempre.
Aos japoneses passo a premonição de Claudio Marques:
"- Depois da derrota de El Condor Pasa (1999), os japoneses nunca vão ganhar o Arco"(sic)
Escreveu e assinou !
Em 2013, Le Sorcier Cardinet, completou 7 Arcos consecutivos.
O Arco tem dado a este turfista muito mais que jamais sonhei ... Zarkava, Danedream, Solemia e Trêve.... Que privilégio !*
Quando Moonlight Cloud ficou a uma cabeça de um feito histórico, ganhar de Black Caviar em Royal Ascot, Thierry Jarnet disse elegantemente em um quebradíssimo inglês que não havia o que fazer que a melhor da Europa havia perdido para a melhor do mundo.
Mas com B.C. aposentada e considerando as ultimas quatro carreiras de M.C. que incluiram a escovada nos melhores milheiros ingleses, dois recordes em Deauville e um tour de force no Foret, talvez Mr. Jarnet possa refazer a frase...
Leia mais!
Alguns comentários rápidos sobre o Arc 2013 , já que a crônica de Le Sorcier matou a pau.
Tréve é um monstro.
Alec Head deu entrevista para imprensa inglesa uma seman antes do Arco dizendo que ela era bem superior a turma. E não mentiu.
A despeito da grande vantagem em peso que levou por ser uma potranca de três anos. Fabulosos cinco kilos em em raia pesada é consideravel vantagem. ninguém vai dizer que foi pelo handicap.
A potranca anaquilou um campo que incluia vencedores de Carlos Pellegrini, Derby Stakes, Prix du Jockey Club, Grand Prix du Paris, Tokyo Yushun ( 2 sendo um triplice corado Japones), St. Leger e mais três ou quatro multiplos vencedores de G1 em várias partes do mundo.
Orfreve não pareceu brilhar mas talvez seja em comparação a ganhadora. Vai demorar masi alguns anos para aparecer outro world beater nipônico para tenatr acabar com a zica.
Intello mostrou muita estamina. Andre fabre sabe muito. No entanto o Champion Stakes em Ascot seria melhor opção, apesar de Cirrus des Aigles ter resucitado no dia anterior ao Arc com mais uma vitória no Prix Dollar.
Motivator, o pai de Treve, foi um vencedor de Epsom Derby não muito valorizado por uma camanha decadente após o Clássico. Acabou sendo comprado pelo consórcio da Royal Ascot Racing Club.
Nos primeiros anos como garanhão produziu com pouco brilho até desancatar na sua quarta ou quinta geração com seu primeiro vencedor de G1, a égua Ridasiyna no ano passado. Foi removido, espertamente, para o Haras du Quesnay, da Familia Head que sabiam estavam com um foguete com a craque Treve.
Motivator cobre por meros 7500 euros em Deauville mas tenho certeza que isto vai mudar.
Flintshire gosta de raia rápida, queria ver ele em Santa Anita.
Soumillon já está aumentando o strike rate do Aga Khan, dureza de vida para C.-P. Lemaire.
Como são as coisas da vida. Quando a familia AL Thani reteve Frankie Dettori, Thierry Jarnet perdeu a montaria de Treve. E por acidente, Dettori fraturou a perna e ficou no estaleiro e voltou a montaria para Jarnet.
E Chapeau para os Al Thani. Além de gastarem milhoes como patrocinadores e propietários. Sempre achei a tenda montada em Longchamp uma babaquice e as corridas de cavalos árabes sonolentas mas qualquer entrevista dos Sheiks Joann ou Sheik Fahd mostram pessoas genuinamente empolgadas e apaixonadas pelo esporte. São os Xeques mais legais do pedaço.
Este anos sem harakiri. Os japoneses sabem quando perderam justamente e aplaudiram o esforço de seus craque e principalmente a majestade de Tréve.
Já deveriam estar aqui com as minhas impressões sobre mais derrota nipônica no Arc e a festa de revelação de uma supercraque. Mas a ressaca me impediu. Quando der vamos ao ar. Por ora. os videos.
Ainda não tem o video completo compartilhável no youtube da para ver a carreira inteira aqui. Acima só um gostinho da arrancada explosiva.
Allez Treve.
Torcida japonesa ficou juntando os cacos em Bois de Bologne.
Nâo costumo me animar os bichos da Coolmore, no entanto Camelot ganhou com tintas de craque. In real style, como diz o comentarista
O jóquei Joseph O'Brien é o filho do treinador, o mago de Ballydoyle, Aidan.. Trata-se de um menino de 19 anos muito alto para ser jóquei que provavelmente não vai ter peso para montar daqui a alguns anos, em corridas flat, pelo menos.
O burburinho é que a corporação irlandesa vai atrás da tríplice coroa, já que o potro filho de Montjeu parece ter a estamina que faltava a Sea The Stars.
Mas como ainda por cima Camelot era um favoritaço, me deu o prazer adicional de imaginar os bookmakers do Reino Unido e Irlanda amargando um prejuízo. Grande, eu espero.
Dia e pegar uma pint de Guinness e brindar os heróis da Irlanda.
Mais uma vez não vou ter tempo de me debruçar na Breedders' Cup do jeito que eu queria. São muitos, muitos páreos, dois dias e a volta das carreiras a areia vai ser uma boa. Diminuiu o entusiasmo dos invasores europeus, mas não tanto.
Os euro vem com sanguinosoío nos pareso de grama as usual, a exceção do sprint e dois potros vão tentar a main track. Um potro e uma potranca, ambos filhos de Bernardini. E Aidan O'Brien vai de lasix nos bichos. Não trouxe os big guns, Rip Van Winkle e Fame and Glory, mas estes provavelmente não estavam em condições depois de uma temporada extenuante.
E toda a promoção nos EUA, com direito a matéria nos 60 minutes e citação de Oprah Winfrey, que a elegeu uma das mulheres mais poderosas dos EUA, é Zenyatta. Que vai para o seu maior desafio, para qual a vitória ou até mesmo um placê lutado pode finalmente apagar todos os buts do seu currículo. A busca da perfeição finalmente poderá consagrar bem, a pefeição.
Como eu posso resolver essa loucura. Mas deliverando com os meus gurus, os retorspectos, búzios e até mesmo raciocio lógico fundamentado e análise de risco. Eu acabei encontrando alguns palpites.
Marathon : Awesome Gem é único com form de g1, não vejo razões para que ele não aguente a distância extra. Mas se Precision Break gostar da areia e estiver com pule alta, é altametne usável.
No Juvenile Filies Turf, a americana Winter Memories pode ser inbátivel. Mas eu sempre vou com os euros na grama. Toghther da Coolmore é a que tem os melhores papéis mas larga muito por fora. Quiet Oasis, tem bom retrospecto, ´é treinada pro Brian Mehhan e vai de Dettori e a que masi me agradam Tale Untold tem um pedigree que vai se adaptar melhor a areia firma. Vou ficar com as duas últimas.
EU gostaria de perguntar ao Bob Baffert sobre Gabby Golden Gal, vindo de parado a va´rios meses. Já Baffert puxa um coelho desses da cartola e eu gosto dela nesta posição. E de Sara Louise também. Mas é um páreo duro este Sprint .
No Juvenile Fillies, apesar do favoritismo e de AZ Warrior. Eu vou arriscar Theyskens Theory, uma filha de Bernardini que optou pela areia e tem feito figura nas matinais. Mas o buzz é forte e pode ser que o preço saia do meu target.
Midday é a unica barbada do dia, de todo fim de semana para dizer a verdade. Chapa no pick4.
O Ladies Classic, i.e. Distaff é um páreo forte e dificil. Vou trocer pela potranca campeã, Blind Luck. Se for num pick4 vou ter que bordar.
No sábado, vou passar reto pelos sprints. Nada me saltou aos olhos. Se o preço estiver bom vou de Warrior's Reward no de areia. Esperando que todo exploda em um trem de carreira suicida e que |Leparoux traga ele numa atropleda final.
Vou com outro euro filho de Bernardini trocando para a areia. Biondetti da Godolphin. Ganhou g1, na Italia, areia macia e não tinha tanta ação assim mas vai de lasix e é um pintura de potro. Mas o favorito Uncle Mo pode segurar sua velocidade em especial se a raia estiver rápida e cruzar de palito a palito Outra curiosidadae é o campeão dois anos peruano, Murjan. Ele é criado nos Estados Unidos, então nasceu em ano europeu e trucidou um competição, imagino de animais mais maduros, No entanto a turma do Peru é mais fraca. Vai de lasix pela primeira vez e vai ser divertido.
Na milha:Goldikova, Goldikova, Goldikova. Mas se a grama estiver asfaltica pode ser que Sidney's Candy galope livre e nunca seja alcançado.
Eu gosto de Tizway no Dirt Mile, mas é páreo duro. Eu usaria Vineyard Haven pra ponta mas pegou uma raia muito ruim. Páreo para bordar nas picks.
No Turf Classic, se o ganhador do Arco do Triunfo Workforce correr ele é vencível, devido a condição da raia, se estiver muito dura talvez não corra e talvez o tamnho do potro seja um problema na pista interna com menso espaço e curvas fechadas. Eu não gosto de Behkabad nesta situação também. Teve um ano puxado, não vai de lasix, deveria ter tido mais sorte no Arc, mas nos últimos duzentos não tinha tanta ação assim. Mas estes dois potros são tão superiores ao resto que pode ser que mesmo aos trancos e barrancos um dos dois leve. O azar que me agrada é Al Khali, para apimentar as apostas exóticas.
E o Classic. Repito me este ano. Vou torcer para Zenyatta mas vou apostar contra. Ou para evitar o prejuízo do ano passado, talvez só pegeu um chopp e erga a taça a grande rainha. Apesar de não ter as odds que gostaria, os treinos e o possivel cenário de trem de carreira me leve a Lookng At Lucky. O potro que nunca fez besteira na vida mas sempre se ferra no sorteio das raias. Larga bem por fora mas não foi que se ferrou mais. Quem se ferrou foi Quality Road, qye vai largar do buraco 1 de Churchill Downs e vai ter a sua direita o incomodo bafo no cangote de Haynesfield e First Dude. Se largar atrasdo QR entra no caixote. Se largar bem vai ter a pressão no trem de carreira. Vou botar LAL the peão nas exatas e buscar uns azarões. Talvez Musket Man, talvez Etched. E com sorte vou estar vivo no Pick 4 em caso Zenyatta ganhe e que a pule seja razoavel para amenizar o prejuizo do fim de semana.
Meus amigos voltei a ativa no blog do Tinho Kessler. E nao poderia ser por um motivo melhor. Como faço todos os anos fui prestigiar o Prix do Jockey Club em Chantilly. 1,5M€ em premios sendo 800 Mil € ao vencedor. A hora de verdade entre os potros para se conhecer o lider da geraçao e para determinar futuras pretensões. Aqui vi surgir Vison d’Etat em 2008.
Uma tarde que prometia muita chuva, mas que os deuses do turfe espantaram e nos proporcionaram uma tarde nublada mas rica em cores nas pistas. Um espetaculo para se lembrar por muitos anos. 22 cavalos largaram nos 2100 metros deste que é um dos mais belos hipodromos do mundo. Há muitos anos (desde 1858) não se via um pareo tão cheio e tão rico em possibilidades. Muitos nomes erma os atores antes do pareo: Ice Blue(1) do Khaled Abbdullah, a famosa farda Rosa e Verde da Juddmonte Farms, Planteur (10), Ecurie Wildenstein (azul, bone branco), Cape Blanco (9) o favorito deMr O’brien da Irlanda (Coolmore) com Murtagh a bordo, Son Altesse AGA Kahn e sua famosa farda verde com dragonas vermelhas da querídissima Zarkava, aqui representado por Behkabad (2), No Riskat All(23) também de Mme Wildenstein com Soumillon e o ganhador da Poule d’Essais des Poulains,Lope de Vega (13) com Maxime Guyon. Muitos tinham pretensões, mas so um poderia se consagrar... Conseguiram instalar os 22 e voilà c’est parti!
Partiram na reta oposta subindo em direçao do estabulo do castelo e contornaram curva beirando o belo Chataeu de Chantilly.
Neste momento Maxime Guyon que havia largado raia 20 posicionou Lope de Vega(13) em segundo, seguindo o coelho da Ecurie Wildenstein, o numero 11 Vivre Libre . Em terceiro muito perto a espada da Ecurie Wildenstein, Planteur (10). Depois seguima Ice Blue (1) e Bhekabad (2) , Aga Khan , seguidos dos irlandeses de Mr O’brien, Cape Blanco(9) e Viscount Nelson(16). No bico da curva o coelho começa a se entregar, Guyon toma a ponta e passa Lope de Vega junto a cerca, abrindo 2 corpos. Os demais entram pela reta na sua perseguiçao e preparam o bote. Aí começa o show. Lope de Vega ignora seus adversarios e começa abrir 3, 4, 5 corpos....
Vejam as fotos exclusivas do sorcier que mostram Lope de Vega se despedindo dos demais.
Um show!!! Os ultimos 100 metros Maxime levanta no cavalo e festeja a consagraçao.
Planteur (10) sustentou o segundo, recebendo duro ataquede Pain Perdu (21) um azarao, vindo do fundo do lote, com Dettori abordo e Ice Blue (2). Completou o marcador o 16, Viscount Nelson.
A capa do Paris Turf de hoje diz tudo “ Lope de Vega par K.O.”
Um cavalo excepcional que fez os 2100 em 2’ 07”10, mas poderia ter feito um tempo muito melhor pois seu joquei praticamente o parou nos 100 metros finais...
Repetiu o feito de seu paiShamardal , que em 2005 também venceu a Poule d’Essais des Poulains e o Prix do Jockey-Club.
Um pareo lindo de se ver. Recomendo o video onde 22 potros largaram e sem quase nenhum incidente, no disco, Lope de Vega se consagrou.
O sorcier, que nao é bobo e nunca erra o Prix do Jockey-Club, acertou a dupla13 -10 (Couplê Gagnante e Couplê placê)
A tarde ainda me reservaria mais 3 boas pules e um grande crime.
Perdi o vencedor pagando 30 por 1 da potranca Piccadilly Filly por cabeça nos 1000 metros do Prix Gros-Chene pra cima do Marchand D’or que finalizou em terceiro. Lembram dele? Aquel que ficou famoso por ganhar os 1000 do Arco, naquela famosa anulaçao de 2008 pra cima do queridissimo Overdose.
Se possivel o Tinho K colocará as fotos exclusivas dos 1000, que mostram o crime que o Lemaire me fez com Planet Five.
Resultado Final Planet Five (3) em primeiro a cabeça Piccadilly Filly(10), com um tam de EdW; Creighton, que tocou fora com as 2 mãos. O placê ainda me rendeu 4,5/1. E em terceiro o franco favorito Marchand D’or (2), que eu risquei cedo.
Bom, queridos leitores do TTKOS, espero que a cobertura do Sorcier agrade. Semana que vem tem Prix Diana em Chantilly
Algo incrível aconteceu no sábado, 27 de março de 2010.
Glória de Campeão, um cavalo brasileiro de 6 anos ganhou a Dubai World Cup. A corrida de cavalos mais rica do mundo, com bolsa de dez milhões de dólares. Um grupo 1 de prestígio internacional que costuma ornar o currículo de cavalos que costumam ser referidos como campeões, estrelas ou lendas do turfe.
Video da vitória- narraçao em arábe- mas com entrevistas e premiação
Mas algo engraçado ocorreu no caminho do olímpo turfístico do filho do argentino Impression na brasileira Audacity, um filha do venerável garanhão brasileiro Clackson e eu creio que podemos identificar como Tapeta.
Eu me forço em ser um pouco chato em tentar avaliar os méritos do grande feito do cavalo criado pelo Haras Santárem e de propriedade do Estrela Energia. Talvez o maior feito do turfe brasileiro em toda a história. Qual é o tamanho da vitória brasileiro, à parte da euforia merecida e do descrédito que já vem de alguns textos americanos.
Tapeta é uma pista sintética que substitue as tradicionais pistas de areia, uma pista all weather, como dizem os ingleses, que usam este tipo de superfície para permitir corridas no flat durante as agruras do inverno britânico. Os franceses também usam, chamam de Piste de Fibre Sable, a pista de areia de fibra. E as carreiras em Deauville e Cagnes-Sur-Mer talvez sejam mais importantes em qualidade que as inglesas e na próxima reforma de Chantilly será incluída uma pista secundária em PSF, além da de treinos já existente no hipódromo que se prepara inclusive para receber o Arc do ano que vem (durante o período de reforma de Longchamp).
Nos Estados Unidos, é bem usado nos principais hipódromos do sul da califórnia, em Turfway, Kenneland e em hipodormos menores.
Dois problemas afligem os americanos. As pistas sintéticas desfavorecem os cavalos com características que os americanos chamam de SPEED. Historicamente os americanos criaram os cavalos de corrida para correr perto do máximo durante a maior parte do percurso e o privilégio da velocidade também acaba privilegiando animais com menos estamina.
As pistas sintéticas costumam ser inclementes com os front ruuners que costumam a para feito agua de poço e forçam um cenário "europeu". Com trem de carreiras exitantes e esforços em sprint finais. Muito parecido com carreiras de grama em especial na europa. Pois as carreiras na grama nos estados unidos costumam ser em raias preferencialmente firmes que favorecem speed horse. Enquanto na europa o clima mais úmido tem mais corridas em pistas mais macias.
A intenção dos xeques do Dubai quando criaram a World Cup era criar um campeonato mundial dos cavalos de corrida. Com premiação fabulosa e localização no meio do caminho de um fabuloso centro hípico capas de atrair os melhores de todos os cantos do mundo. Além de criar a oportunidade da familia Al Maktoum exibir os resultado de seus vultosos investimentos em cavalos p.s.i.
O centro de Nad al Sheba tinha um modelo mais americanizado. Pista principal em areia e interna de grama, corridas no sentido anti-horário. Nos quinze anos que precederam a vitória de Glória de Campeão, sete vezes foram vitórias americanas todas festejadas com grande fanfarra pela imprensa americana. Além das vitórias de Invasor, craque argentino desenvolvido no Uruguai mas que por ser treinado nos Estados Unidos é conta como ponto deles.
O hipódromo de Meydan. Sem comentários.
Então o clã Al Maktoun inaugura Meydan City, hotel, shopping center e sei lá mais o que nos entornos do magnífico novo hipódromo erguidos com um investimento na casa de um bilhão dólares. Para comemorar o feito, a bolsa da World Cup foi turbinada para superar o Arc, que tinha usurpado o titulo de prova mais rica do mundo graças ao patrocínio do Qatar.
O novo hipódromo trouxe a grama para o main track e relegou a areia para o anel interno e ainda por cima pista sintética.
Seja qual for a intenção da mudança. Criar um prêmio que reunisse o melhor dos dois estilos, acabou criando um problema. Nos Estados Unidos, as pistas sintéticas foram incentivadas por se imaginar que elas diminuíram as fatalidades, em especial após a tragédias de Barbaro e Eight Belles em rede nacional de t.v. E a mudança provou não mudar em nada o numero de acidentes e ainda por cima desfavorece o melhor da criação americana. Ver Curlin ser derrotado por Henrithenavigator e Raven's Pass em Santa Anita feriu o orgulho gringo.
Então os americanos passaram a ver a World Cup como indigna do status que amelheou no passado. "Não bastasse tudo isso" corredores de grande qualidade do A.W. americano foram vacilantes na World Cup. Gitano Hernando, vendedor do Goodwood Cup, Richard's Kid vencedor do Pacific Classic e Gio Ponti, campeão americano de grama e dos cavalos mais velhos, foram batidos ontem por animais que os americanos consideram inferiores.
È claro que se Zenyatta, que venceu 14 de suas 15 corridas na raia sintética, tivesse se consagrado no Dubai o papo seria diferente. No argumento que Zenyatta tem vitória na areia e que ela provavelmente é tão boa areia normal.
O argumento que existem vários tipos de raia sintética e que a maioria das pistas de dirt ainda são de areia, hã, natural e que portanto isto tira bastante da representatividade do título do campeão da World Cup este até é razoável. Mas dizer que virou roleta, como argumentou Steven Crist no seu blog do DRF.COM soa pra mim como "sour grapes" ( as fabulosas uvas azedas em inglês mesmo em caso do google trazer algum gringo até aqui).
O jeito que a vitória de Glória de Campeão aconteceu, causa ainda mais confusão nos esteites.
Me perguntaram se eu achava se ele ganharia a corrida. Do jeito que ele perdeu o AL Maktoum Challenge round3, páreo preaparatório para o World Cup, eu achei que a coisa tava preta. Sempre correndo de frente, GDP, mesmo impondo um trem de corrida lento não foi capaz de "roubar" a carreira, devido fabulosa atropelada da japonesa Red Desire. Uma de suas adversárias no páreo decisivo. Mas de alguma coisa eu tinha certeza, uma coisa que mesmo quando fora derrotado o cavalo brasileiro mostrou, coragem e persistência. Nunca desiste, galopa a full até o final.
E o T.J Pereira estava ali para garantir que eles iam tentar até o final.
O único cavalo com velocidade natural no páreo, Glória de Campeão, ia ir pra frente no comando de T.J. Pereira. mas para sobreviver eles teriam que usar de frações iniciais ainda mais lentas. E para desgosto dos turfistas americanos, foi bem lento. Tiago botou o craque brasileiro na dianteira e galopou os primeiros 800m em 52 segundos. Mas ninguém desafiou GDP, e ele tinha gás para gastar na reta final. A falta de um trem da carreira e a pista mais acanhada desarmou os atropeladores. O único dos favoritos que parecia ter uma chance, Gio Ponti, não conseguiu.
Final de parar o coração.
O desafio venho do pouco valorizado sul-africano Lizard's Desire em grande joqueada de Sul africano Kevin Shea, que achou que tinha levado e foi cumprimentado pelo jóquei nativo do Dubai Ahmed Atjebi que lutou como louco para ficar a uma cabeça da vitória abordo do faixa da Godolphin Allybar.
Podemos pelo menos apreciar o fair play dos Sheiks do Dubai, a Godolphin única propoetária com dois inscritos e não mandou um bicho de coelho para botar pressão no trem de carreira, no melhor estilo Coolmore. Talvez por que isto não fosse realmente favorecer seus corredores mais fortes.
Seja como for a corrida foi um evento de velocidade estratégica, como dizem os europeus. Ninguém além dos brasileiros teve coragem e foram recompensados pela perfeita administração do pace. Se foi lento e isto prejudicou os outros..
Bom meus amigos não é culpa deles e sim de quem deixou acontecer.
Enquanto Shea comemorava a vitória. Tiago ficou quieto esperando o photo, ele achava que havia levado, mas só termina quando a comissão de corridas da a ordem de POOOOODEM PAGAR.
Os proprietários Stefan Friborg beijou sua esposa Dalva de Oliveira, como que tivesse certeza que havia ganho ou quem talvez não se importasse tanto, pelo orgulho do tanto que já tinham alcançado e que para quem os quatro milhões de dólares que separam o primeiro do segundo colocado não fazem grande diferença.
O foto mostrou a vitória de Glória de Campeão, que lutou até o fim mais uma vez. E a história mudou.
O primeiro cavalo treinado na europa a vencer a World Cup, no trabalho excelente de Pascal Bary. Depois de um primeiro ano razoável e à exceção do fiasco no Arlington Million acertou a mão com craque brasileiro nos últimis dois anos, levando dois grupos I de classe internacional. Com a Vitória no ano passado em Singapura e o segundo lugar na World Cup, aonde GDP amelheou o grosso dos seus impressionante 8.864.693 dólares( incluindo é claro o jackpot de ontem). Maior quantia já angariada em prêmios por um cavalo brasileiro.
Aliás primeiro cavalo brasileiro e segundo sul-americano depois de Invasor a conquistar o feito.
Li um comentário de um blogueiro americano bem legal, elogiando a paciência dos titulares do Estrela Energia, que havia ido ver o Arlington Million e testemunhou o pesadelo que foi o comportamento de Glória de Campeão. E que ele ficava feliz que um proprietário paciente, que relega as idiossincrasias de seu animal e que apesar de já ter conseguido grande sucesso seguiu correndo e que teve na World Cup, uma merecida recompensa.
Mas certamente temos que admirar Stefan Friborg e sua esposa pelo tanto que investem no turfe nacional e pela coragem de encarar o mundo. E ele é capas de ser louco por corridas o suficiente de aceitar o convite do Sheik AL Maktoum e trazer GDP para mais uma temporada de inverno em Meydan.
A felicidade de Tiago Josué Pereia.
O T.J. Pereira tem fibra e braço e ganha merecido o reconhecimento internacional que suas vitórias com Glória de Campeão proporciona.
E se Glória de Campeão não for lembrado no Estados Unidos como tendo a grandeza de Cigar, Dubai Millenium ou Invasor, pior para eles. Pois ao lembrar da bandeira do Brasil desfraldada na foto da vitória posso dizer que tamanho da vitória de Glória de Campeão é imensurável.
Páreozinho bala para começar a festa na sexta-feira.
Indian Blessing, campeã do Juvenile Fillies do ano passado tenta uma segunda coroa. Dotada de excepcional velocidade, IB teve o sua ascensão limitada pela sua falta de estamina que a tirou fora do caminho do Oaks e seu estilo kamicase, que não é ruim para sprints, acabou lhe custando uma carreira contra Zaftig. Bob Baffert achou uma marcha intermediária e Indian Blessing dominou sua categoria com vitórias em média de seis corpos. Tem vitória em grupo II no all weather e o seu estilo novo é ótimo para o Pro Ride, larga em posição excelente. Único problema é que a competição é forte o suficiente para se buscar um alternativa com preços melhores.
Então olhemos um pouco as inimigas. Zaftig, junto com Proud Spell foram as únicas a vencer I.B. tem no entanto desde que conseguiu o feito no Acorn Stakes, não correu. E Indian Blessing se matou puxando o trem de carreira aquele dia. Para ganhar tem que repetir o form. Pelo menos os treinos indicam que é possível, largando na raia 6, uma por fora de I.B. vai poder controlar o movimento da campeã para tentar o bote.
Indyanne traz cartel impecável até os 1200 metros. O problema é que são 1400 metros e vai haver muito competição na frente em uma pista que favorece um pouco os que perseseguem. O provável que com a presença de Dearest Tricksi, Dream Rush e da craque argentina Lady Sprinter ( dependendo como ela reage ao A.W. e ao Lasix) vão impor um trem de carreira muito forte. Dearest Tricksi é quem tem mais chances de sobreviver por ter excelente forma em raia sintética e conseguir esticar melhor para os 1400 metros.
Curiosamante a excelente velocista em pista de grama da Juddmonte Farms, Ventura, irá tentar o a.w. aonde já tem vitórias em prova de grupo I. Atropeladora, a potranca vai precisar de uma raia especialmente lenta (olho nas preliminares e na temperatura). O trem de carreira vai ser muito forte o que lhe é favorável. Largando na raia 12, vai precisar também de um percurso inteligente de Garrett Gomez para não dar muita distância na curva. Intagaroo não me impressiona muito no all weather.
Conclusões... Dificil ignorar Indian Blessing. Na segunda linha : Dearest Tricksi, Zaftig.
A Breeder's Cup este ano tem algumas novidades que mudam sensívelmente os "angles" para os handicappers. O maior numero de carreiras diluiu um pouco o campo de algumas provas. E o fato de ser corrida em raia sintética em Santa Anita ( e aliás ano que vem de novo, então deste fim de semana está também a fórmula do sucesso no ano que vem).
O tempo para sexta e sábado é de tempo bom, Com calor acima dos trinta graus e a umidade caindo muito no decorrer do dia. O que pode levar a uma alteração muito grande do Pro Ride. Pista sintética que estreiou no hipódromo neste "meeting".
O que sabe até agora é que PSF de Santa Anita favorece animais que acompanham o tremde carreira de perto, não é excelente para os quem corre forte de frente e parece ser mais marginal apra os atropeladores puros. Se sabe também que o Pro Ride, por possuir componente derivados de petróleo pode ficar muito quente acima dos 70 graus celsius, o que pode afetar o comportamento dos animais e a pista seca e quente fica bem mais lenta.
Então é preciso ficar de olho se a admistração do hipódromo vai molhar a pista no decorrer da reunião, como ocorreu em Del Mar no verão americano que passou.
Agora que saiu os pp's (retrospectos) completos ( download gratis - acesse o Thoroughbred Bloggers Alliance ) da para tentar escanear o que vai ser o fim de semana de loucura, loucura.