Cachoeirão dos Rodrigues ameaçado por represa !
PAC tem projeto que afronta a natureza em São José dos Ausentes ! Veja o post ! Se informe !

quarta-feira, 25 de março de 2009

DWC - Godolphin Mile - 1 milha - Areia

Ainda tenho algumas dúvidas para dirimir.  Mas vamos lá.

Páreo na areia e milha é chão de cavalo americano.

A Godolphin abriu a carteira e adquiriu Two Step Salsa, 3° para Albertus Maximus no B.C. Mile Dirt e Gayego, ambos adquiridos popr intemédio do Pirata.
O dois bichos fizeram preparação no Dubai e são a força do páreo.
Pelo currículo Gayego é o melhor bicho, com dois recordes e a vitória no Arkansas Derby. Curiosamente Dettori, jóquei número da Godolphin que pode escolher montaria, optou por T.S.S.
Em geral, a espada é quem Dettori monta. Mas acho que ele abriu mão de Gayego pois quando da estréia deste no Dubai ele, talvez tenha errado e escolhido montar o seu amigo Diabolical. Imagino que tendo a opção igualmente forte por T.S.S. ele não teria porque barrar Ted Durcan que levou Gayego ao disco naquele dia. A milha talvez não seja a distância ideal para Gayego, no entanto.

Os outros americanos,  Summer Doldrums e Tiz Now Tiz Then, que militaram no Winter Meeting  foram vencidos com certas sobra pelos bichos da Godolphin e é dificil achar que vão recuperar tanta distância. Mas possuem  a categoria pra serem valiosos nos "exotics".

O americano "invasor" e com muita chance é Informed. Seu segundo lugar no San Pascual a toque de naso para Cowboy Cal é forte indicativo que ele pode ganhar este páreo. Mas até o fim de semana vai da para comparar os Beyers contra Gayego e TSS que corriam na mesma pista. A favor de Informed, o fato que ele vinha chegando na turma de cima de Santa Anita.

Mike de Kock tem três  bichos escritos: Lucky Find.  Brave Tin Soldier e Art of War, e apesar dos bons resulatdos em especial AOW no meeting eles parecem estar fora de turma.

Intrigante as inscrições de Kalahari Gold e Cat Junior. Bichos europeus gramáticos com retrospectos bons especialmente se comparados à turma do Winter Meeting. Mas form de grama constuma não se transeferir para a areia. Cat Junior é um Storm Cat, então pode ser que se comporte bem em especial em raia pesada. Mas se o ratings do racing post servirem de balizamento podem chegar brigando pela trifeta.

Dijeer e Don Renato fizeram figuração no Meeting  e parecem fora de turma.
E não sei o que esperar Al Morhij, que vem invicto da Arabia Saudita. E apesar do sucesso dos Sauditas neste meeting me parece um salto muito grande e qualidade para ser uma ameaça oa "americanos".


O diferencial entre  Gayego, TSS e Informed vão ser os detalhes. A grande vantagem de TSS é largar na raia 4. Enquanto os seu principais adversarios Gayego na 13 e Informed na 11. A configuração de Nad AL Sheba é interessante, a reta externa é longa e a curva é fechada.
Gayego é a velocidade do páreo e deve forçar a carreira no inicio para se posicionar melhor. Informed pode se dar ao luxo de se posicionar mais aberto para atacar na reta.
 Gayego é o bicho mais talentoso mas vai ter que superar a raia e a distância um pouco acima do ideal. Se conseguior se posicionar bem
com uma boa largada e galopar na frente, ganha.  Informed é a melhor aposta no mercado ingles a 25-1, preço que vai despencar na pedra. Mas é Two Step Salsa é que tem mais detalhes ao  seu favor.
 

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terça-feira, 24 de março de 2009

Dubai World Cup é logo ali.

No sábado...
Já sairam os campos, não sei se ainda podem a vir ser modificados.

O Racingpost já tem os cards com os retrospectos e vão ter vários PP's grátis na entreredes. Depois "tacolhe"  uns links.

No Racingpost tem um blog com as impressões dos treinos de todas as matinais que ajuda a tre um insight mesmo a esta grande distância de como a coisa esta se firmando para o grande dia.
E é claro na sexta sai o podcast de Dave Compton na Will Hill Radio. Ano passado o cara acertou Jay Peg pagando uma baba em um páreo cabeludíssimo.

A  minha prioriade para analisar essas carreiras é  mais ou menos assim :

Cavalos americanos na areia, europeus na grama.
Cavalos asiáticos este estão melhores represantados pelo Japão ( Vodka e Casino Drive). Não creio que tenha um Vengence of Rain escondido por aí.

Quais são as chances do bichos da Godolphin. Me parece que a Godolphin terá um ano melhor levando três ou quatro carreiras. 

Quais são as chances dis bichos do MIke de Kock. EM especial se são de propiedade do Sheik Hamdan.

Potros sulamericanos no derby, por terem vantagem de idade sempre fazem um estrago mas me parece que este ano lutam por um placê.

E olhos nas surpresas do festival deste ano: animais treinados na Arabia Saudita,o combo Royston Ffrench x Al Raihe, os cavalos do Dubai treinados pro bin Shafya, a estrela em ascenção do primeiro jóquei profissional dos Emirados Ahmad Ajtebi.

O  acesso a informação de treinos é complicada. Por isso o blog do Ford e as dicas de Compton são valiosas. Este ano o TTKOS mandou Le Sorceir Cardinet para Dubai para observar os últimos preparativos. Vejamos o que ele nos diz.

Vou tentar descobrir o máximo possivel sobre as configurações de trem de carreira ( o attheraces tem uns gráficos bem legais) e a chuva.

O clima pode ser o grande diferencial das carreiras desta World Cup. Os treinos na segunda foram atrapalhados por chuva e tempestade de areia e existe a possibilidade de  mais chuva durante a semana. O que pode ocasionarem grandes mudanças no estado da pista.
A grama  é costumeiramente rápida mas alguns dias de chuva pode transformar o Dubai Sheema.

Semana cheia. Como se pode ver.



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sexta-feira, 13 de março de 2009

A lenda de Kauto Star



Vejam os impressionantes feitos de Kauto Star.


Admirem o héroi do povo que, hoje, mais uma vez consolidou sua entrada no Olimpo de seu esporte.
Kauto Star deve ser respeitosamante honrado por nós, pois suas façanhas fazem dele imortal.
Favorito pela multidão de apostadores que atiravam papéis e chapéis aos céus em regojizo ao constatar que testemunhavam grandeza.


Kauto Star venceu pela segunda vez em três anos a prova magna do steeplechase mundial, a Gold Cup o Festival de Cheltenham, ano passado falhou e ficou com um honroso segundo lugar para seu companheiro de estábulo Denman.
Com esta vitória Star se torna o primeiro animal retomar a Gold Cup após ser derrotado como campeão.
E passa a ser citado em um clube restrito de craques com Arkle e Desert Orchid.

Devo ressaltar também o fabuloso e surpreedente esforço de Denman, em segundo colocado muito honroso considerando os problemas de saúde que prejudicaram sua preparação. Denman é o único animal que parece ser capaz de enfrentar o golias que reside na cocheira ao lado.
Tranquilo fica P.F. Nicholsl, que treina ambos os craques. Além de Neptune Collonges, que não pode dar uma segunda trifeta consecutiva a Nicholls, terminado em quarto, prejudicado pelo estado da pista que não lhe era de predileção ( um tanto rápida para ele, listada em Good to Soft)..

Em terceiro ficou a terceira força do páreo, Exotic Dancer. Sem surpresas.

A atuação espetacular de My Will a 100-1, fará dele uma das forças no Grand National e vale apena destacar a tuaçaõ de Barbers Shop que honrous as sedas da Rainha que pode, da trinuna de honra do hipodromo, se orgulhar do sétimo lugar alcançado pelo seu cavalo. Se a velha durar mais alguns anos poderá ver um campeão em seus estábulos.
A decepção ficou por conta a da atuação apagada de Madison du Berlais certamente correndo em uma pista que não lhe agradou. Mesmo assim o oitavo lugar pareceu pouco.

Poderia falar sobre a carreira perfeita orquestrada pelo jóquei Ruby Walsh e a inteligência de K.S. ao negociar os obstáculos, hoje felizmente sem nenhum erro, mas os pacientes que vejam o video.
Mas não tenho mais palavras. Terminou a batalha e o dia é de Kauto Star.

E como este esporte é generoso com seus fãs, oxalá ele terá saúde para voltar na próxima temporada para permitir que as multidões cantem suas conquistas.

Videos de baixa qualidade no youtube mostrando a reação das galerias durante a chegada e a sua consagração quando o craque volta ao paddock.

Mais Kauto Star no TTKOS.
Denman vencendo ano passado.

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quarta-feira, 11 de março de 2009

O Método Sem Rosto - Introdução

Todo os pescador, entre sua saidas de pesca, precisa repor sua tralha e eventualmente fazer alguns reparos no material que sobreviveu a batalha.


Não sou do tipo pró ativo, que desembarca em casa e tira toda a tralha para fora para deixar as coisas prontas para próxima pescaria.


Apesar de eu admitir que para o armazenamento de longo prazo a melhor coisa é deixar o material pronto. Além do mais se aparecer um pescaria de última hora é só pegar a mala e os tubos e se arrancar.


Sou mais do tipo procastinador.


Que combina uma pescaria na segunda para sair na sexta de madrugada e fica atando moscas até poucas horas antes de sair.


O problema que deixadas para última hora as tarefas tendem de ser supersimplificadas, às vezes reduzidas a zero.


Para diminuir o efeito devastador da preguiça, de quando em quando, o Pescador Sem Rosto parte para ignorância e resolve não só fazer um serviço sem demanda de urgência mas também "no estilo".


É é ai que eu me ferro...


Existe quatro modos de fazer as "coisas".


O jeito simplificado, daqui por diante referido como nascoxa.


O jeito "certo" que equilibra perfeitamente eficácia e simplicidade, chamamdo por mim de "Desconhecido".


"Não fazer" é um método excelente. Basta arranjar alguém que o faça, quando a manutenção é pouco viável, comprar um "algo" novo.


E finalmente o Método Sem Rosto.


Eu chamo assim porque qunado eu resolvo fazer sejá lá o que for. Um uma suporte para caniços, trocar as linhas da as carretilhas ou fazer reparos no wader. Eu faço da maneira mais extenuante possível.


O método envolve planejamento, estudo, café, charutos, vinho e 10 vezes mais tempo que qualquer solução conhecida pelo engenho humano, por mais lenta que seja..


O plano desenvolvido para resolução da tarefa é de tal modo "prolixo" que durante a execução tudo que sempre penso coisas como:


"-Como é que fui me meter nesta roubada ?"


"Putaquipariu, são quatro da manhã !"


Eu estou morrendo de sono mas obviamente a empreitada ainda vai consumir pelo menos mais uma hora e não pode ser interrompida.


Mesmo com o todo planejamento o metodo acha algumas falhas na solução, devido a inexperiência.


Uma vez o metodo sem rosto so é aplicado em tarefas inéditas.,é necessário um grande uso do improviso, desenvolvimento tecnológico e criativiadade.


A grande vantagem do método Sem Rosto é que quase sempre garante um resultado satisfatório e indica que com novos estudos e mais prática pode se chegar ao caminho do "Desconhecido".


Estas carterísticas do metódo nos faz traicoeiramente pensar que se trata de uma atividade agradável.


A parte ruim é eu me tapo de nojo e nunca mais repito a "indiada". Abandono os novos estudos deixo o "Desconhecido" desconhecido e da próxima vez, vou de "Nascoxa".

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sábado, 7 de março de 2009

Yes, Einstein








Emocionante vitória do cavalo brasileiro Einstein no Big Cap.


Mais uma vez um prêmio merecido para sua treinadora Hellen Pitts, primeira mulher a levar o Santa Anita Handicap..


Ele obviamente adorou o Pro Ride e Julien Leparoux posicioinou ele perfeitamente perseguindo de perto o trem de carreria puxado Matto Mondo. M.M. foi segurado para não se degastar. Com a presença de Cowboy Cal na sua cola para manter o trem honesto.


Assim Einstein ficou na a uma distãncia perfeita, como queria a sua treinadora..


Com o pace perfeito para o interresses de Einstein, foi no fim da reta que chegou a a hora de ser quem tinha garrafa para vender. Zambezi Sun fez um ataque violento mas não conseguiu ultrapassar os ponteiros e cansou. Cowboy Cow fez o seu movimento e cansou.


Matto Mondo em carreira gigante tentou se livrar de Einstein na entrada da reta. Mas arrastar a locomotiva foi demais para ele. Acabou sendo dominado por Einstein que livrou boa vantagem. Champs Elysses, prejudicado pela falta de velocidade na carreira atropelou o que pode. dominou Matto Mondo mas o brasileiro já tinha resolvido a carreira. Monba também atropelou e ficou com um bom quarto.


Com esta percurso perfeito orquestrado por Leparoux, Einstein conquista sua maior vitória. Passa dos dois milhões de dólares em prêmios. Alcança sua quarta prova de grupo I. Passa ter vitórias em prova de grupo em raias sintéticas, areia e grama e definitivamente entra no rol dos heróis do turfe.


Apesar do tempo da carreira não arrancar suspiros ( 2:01: 93 contra 1:59:27 de Ravens Pass no Classic do ano passado, mas esperemos os speed figures), o futuro do craque brasileiro pode vir um tentativa na breeder's cup e com certeza agora passa ser um prospecto excitante para reprodução devido a sua versatilidade, robuisteza e principalmente, coragem.

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sexta-feira, 6 de março de 2009

Watchmen- Doomsday is upon us


Fui ver a adaptação de Watchmen, gostei muito mas com reservas. Se é que você me entende...( Como dizia o grande VJ Thuderbird !)


Vejamos se eu consigo me explicar.


O filme é , nos meus leigos olhos e ouvidos, visualmente e sonoramente impecável. Tem alguns deslizes de conteúdo.


Como fã da graphic novel é um prazer ver o universo tomar forma em carne e osso e imagens geradas por computador.


Mas este presente para os fanboys, que poderão rever o filme várias procurando referências do gibi, poderá atrapalhar a maioria da pessoas. Pessoas que não possuem este relacionamento com a história e podem se perder com a quantidade de informações que o roteiro oferece para fazer a história engrenar.


Quanto a história é 90% gibi. 5% omissões e simplificações , 5% contribuição dos cineasta. Eu sei que parece injusto considerando o quão complexo é fazer uma produção destas,


Li em algum lugar uma questão interessante, o quão talentoso é de fato Zack Snyder, como cineasta, se o seus maiores trunfos é dar movimento a criatividade da visão outros artistas.


Tecnicamente fabuloso Watchmen o filme e a transposição para outro meio da obra de arte de Alan Moore e Dave Gibbons e como já fora 300, em relação a obra de Frank Miller.


(Spoilers).


No terreno das omissões e simplificações foram excluídas certas coisas e se tomou certos atalhos na história.


Atalhos estes que ajudam a chegar mais rápido ao destino mas às vezes passam pro lugares menos bonitos. O cerne da história está lá.


A mudança que mais desagradou no foi nem tanto a eliminação do "alien" e sim a confrontação com Veitch no final. Ainda que seja interessante apontar "a nova Utopia de Veitch" é baseada em subterfúgio que tenta simplificar "a natureza humana". A confrontação encenada por Moore é mais interessante. ("No fim. Nada chega ao fim." Frase que depois é citada.)


A cena original é muito mais impactante.


Talvez o pior pecado do filme seja algumas cenas deselegantemente e exageradamente"gráficas" em matéria de violência.


A cena dos cães brigando pelo osso é o melhor exemplo disso. Faltou a Snyder a capacidade de chocar de forma um pouco mais implícita como Moore/Gibbons


As cenas de lutas, totalmente sintonizadas com o padrão dos filmes de ação da atualidade, ferem de forma burra a proposta que permeava o gibi. Que a excessão de Dr. Manhattan, os heróis são humanos.


Nite Owl entra em forma muito rápido para um cidadão de meia idade e por mais bem preparado qee Ozymandias esteja, não poderia ter ficado tão forte para atirar pessoas vários metros como se não pesassem nada.


O produto final é menor que a obra que o originou. Algo que não me surpreende nem me decepciona. Watchmen é um filme legal, meio longo, mas cool..


Obviamente as simplificações teriam que acontecer para poder comprimir a história em um filme mesmo que razoavelmente longo. Ou seja, o dvd box vai vircheio de surpresas, uma das especulações é que os Contos do Cargueiro Negro. Um gibi dentro do gibi vai ser transformado em gibi de fato.


Os atores~, em gral estão bem. Só não gsotei meuito do cara que faz Ozymandia. Mesmo que este se esforce para representar o arrogância do herói megalomaniaco, ele é meio sonso. Billy Cudrup faz um bom Dr. Manhattan. Mas é um personagem que não permite grandes arroubos. Malin Ackerman no papel de Silk Spectre, pisa na bola na sua única cena dramática mas está muito bem fisicamente tanto como uma vigilantenas cenas de ação quanto pelo fato que ela é uma baita gostosa. Os melhores atores estão com os melhores papeis.


Comediante, Rorschach e o "Coruja" são eu diria até, estão muitos bons.


Surpreendentemente, Patrick Wilson faz do Coruja/Nite Owl um dos pontos altos do filme em contraponto ao Comediante de Jeffrey Dean Morgan e o Rorscach de Jackie Earle Haley. Que tem personagens bem mais extravagantes.





Rorschach.


A única vantagem do filme sobre os quadrinhos, uma vez que o primeiro abriu mão de ser graficamente original para fazer a transposição mais próxima o possível do original é o som. (A cenografia, por exemplo, era um dos grandes trunfos dos Batmans de Tim Burton;


Som, obviamente só existe no gibi na cabeça dos leitores. E mesmo considerando que a seleção musical vem também de Moore.


( O gibi tem várias seqüências montadas como um storyboard. O filme usa estas marcações a risca. E no gibi, Moore enchia as cenas com citações musicais. )


O efeito das músicas sobre as cenas é fantástico. É aonde o filme é brilhante do jeito que o gibi é.


Talvez me falte mais entusiasmo porque eu conhecia a história.


Talvez quem nunca tenha lido o gibi fique gratamente surpreso com a grande história de Moore. Temo que as pessoas que não conhecem a história não consigam perceber a riqueza do material. O roteiro me parece um pouco ataboalhado no inicio.


No frigir dis ovos,o grande trunfo do filme não vai creditado. Já que o escritor do gibi, Alan Moore, abriu mão das royalties em nome do desenhista Dave Gibbons e não quer saber de nenhuma relação com o filme. Que é muito próximo do gibi, do que ele criou com suas palavras.


O melhor do filme é o gibi.


A história e até os diálogos criados por Moore e o visual criado por Gibbons.


A grande contribuição de Snyder é ter sido corajoso e não capitular e fazer uma adaptação pasteurizada para ganhar dinheiro. Arriscando o cacife que ele adquiriu em "300" produzindo um filme violento com cenas fortes e que levou um R-rated, para maiores de 17 anos ou estes acompanhados de maiores, o que restringe demographic target e aumenta o risco de fracasso financeiro. Tudo para manter a integridade da adaptação.


Dave Gibbons, agradece e felizmente esta sendo festejadíssimo pela promoção do filme. Apesar de ser selling out é uma boa coisa pois é o reconhecimento de seu talento. Quem sabe não pinta um filme de Give Me Liberty, clássico de Frank Miller e Gibbons.





Malin Ackerman, somente para provar o meu argumento.

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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Watchmen - 6 dias - um pouco spoiler - Eu acho

Watchmen, já falei aqui. É uma graphic novel do "gênero" superheróis que, meus amigos acreditem ou não, é uma obra prima da literatura.


A adptação cinematografica de Watchmen chega as telas na sexta e seu diretor Zack Snider, o mesmo de 300, fez novamente ,ao que parece pelo fantástico trailer, uma superprodução incrivelmente parecida visualmente ao gibi.


Algo impensável e tecnicamente impossível quando a hq foi concebida por Alan Moore e Dave Gibbons.


O grande trunfo da novela é o seu enredo complexo, sem fazer pouco do brilhante trabalho de Gibbons.


Moore é um tipo de gênio . Como não sei defini-lo, deixarei o tipo indefinido. Vá a uma livraria e compre qualquer obra dele e confira por si própio.


Algumas partes da história são delirantes, mas com um propósito. È uma qualidade que se encontra também em gêneros como a fantasia e a ficção científica


Cortar alguma parte de uma obra prima da literatura para levar para o cinema é correr o risco de borrar a Mona Lisa.


E aqui, pelo que eu li na imprensa especializada é o filme, que eu sabia seria muito díficil de adaptar, se perdeu.


E para quem é fâ da história original é provavel que para sempre.


A pequena mudança na história que vazou ( spoilerzaço - cai fora, em especial se não leu o gibi ) é que o monstro alienigena criado por Ozymandias não existe. O plano de Adrian Veitch para salvar o mundo e trazer a paz tem o mesmo principio mas a explosão é causada de alguma forma pela sua influência nos poderes de Dr. Manhattan


Muitos personagens secundários e de algum modo dispensáveis estão envolvidos na conspiração para construir a criatura.


Mas em especial , a razão porque o Comediante é assassinado e começa a investigação de Rorschach, tem a ver com a criatura


Que é a trama inicial do filme. .


.


E também extrai da história a estocada do matador de Moore, que após construir um labirinto de enredos no desenvolvimento de um fabuloso suspense, usou um recurso quase absurdo ( a falsa invasão aliénigena criada por Veitch) para encerrar a trama com incrivel elegância.


Provavelmente a equipe de roteiristas deve ter tentado fazer a modificação da forma mais transparente ao resto da trama. Que pelo trailer e imagens já divulgadas indicam o gibi está todo lá fora esta modificação, que ainda é envolta de mistério. (A explosão ser em azul Manhattan no teaser da t.v. é um mal sinal mas não custa ter a esperança.)


Acho que o conteúdo do trailer foi feito para indicar aos fãs a fidelidade ao giibi e evitar o bombardeio na internet e o desprezo prévio ao filme.


Vou tentar não ficar com um pé´atrás para aproveitar ao máximo o filme.


A esta altura do campeonato a minha recomendação ainda é ler o gibi antes de ver o filme.


Porque ver o filme antes vai estragar a experiência de navegar na trama urdida por Moore. Pois basicamente já va se conhecer os detalhes da história e vai tirar o fascínio de aquele universo fantástico ser materializado.


Ver o filme e depois ler o gibi servirá´ para constatar o quão estarrecedoramente boa é a obra original.


Ver o filme e não ler o gibi é burrice.


Não ver o filme porque não faz o teu tipo, não tem problema.


Não ler o gibi porque não faz o teu genêro é como não ler Shakespeare porque não gosta de pentâmetro iâmbico.


No fim das contas, não tenho como evitar a contradição.


Sei que vou gostar do filme e ao mesmo tempo, mesmo que a solução encontrada pelos roteiristas seja genial, vou ficar decepcionado.




Technorati :

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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

De volta. E é claro que isto iria acontecer. Um pouco de turfe...

Cheguei na quinta, uma da tarde por aí.


Como ainda estou com o fuso horário do litoral e tinha que desfazer as bagagens estava preso ao alr nas priemiras horas.


Quinta feira é o sagrado dia das carreiras do Dubai Winter Meeting.


Já havia perdido quatro reuniôes ( duas sextas e duas quintas). Na última vez vez que estive na Codere, "enfiei-lhe a murça" no Glória de Campeâo para ver ele cansar na reta e para piorar, ver o Happy Boy ressussitar e derrubar a minha trifeta. Então ainda tinha um gosto salgado na boca.


Tinha lido no raia leve que o G.d.C. tinha ido novamente para urna. Mas não sabia qual páreo. Dependendo do páreo ainda dava para dar uma investida...


Mas cheguei ontem em casa. Liguei o computador e fui direto pro Attheraces para ver os resultados.


Este bad beat estava se escrevendo faz horas.


Gloria de Campeão ganhou, 20-1 no vencedor, exata com o favorito , 100-1.


A despeito do prejuízo, fiquei satisfeito porque finalmente o bicho desemcabulou. Ganhou com muita autoridade. Que faz pensar que ele voltou a sua melhor forma e pode beliscar uma coisinha no dia da World Cup.


Outra noticia interessante é que o amigo do TTKOS, Eintein, deve ser inscrito no Santa Anita Handicap.


Aos sete anos, o cavalo brasileiro ainda é very game. E está em uma campanha de valorização para sua ida para reprodução, provavelmente na proxima temporada.


Por isso, ele foi inscrito no Donn Handicap , mês passado. Cravou um terceiro, mas cansou. A carreira não era boa para ele indo de top weight e largando por fora. Albertus Maximus ganhou muito bem e se tocou pro Dubai.


Mas Einstein, já tinha pensado eu quando ele trucidou Commentator no Clark ( em Chuechill raia que ele adora), merecia uma chance na raia sintética de Santa Anita. Devido ao sue sucesso na grama e como foram os resultados da Breeder´s Cup.


E agora, o Cavalo Que Nunca Desiste vai atrás do Big Cap. Um milhão de doláres.


Tentando repetir o feito de Siphon.


E, se ele realmente gostar do Pro Ride abrirá as portas para a Breeder´s Cup deste ano, vai ser de novo aos pés das montanhas de San Gabriel.


Mais turfe.


Duas carreiras imperdiveis no sábado. Preparatórias para o Kentucky Derby. o Sham Stakes em Santa Anita para tentar desvendar The Pamplemousse e o Fountain of Youth que vem recheado de potros com chances vivas. No FoY, fica a nossa torcida com Cpt. Candyman Can. Pro ser filho do argentino Candy Ride ( que tem ainda os filhos Chocolate Candy e Evita Argentina entre os melhore potros da geração) e treinado por Jerry Hollandofer, que nunca venceu o big one.


O mistério é ver se This Ones for Phil confirma a última vitória.


Treinado pelo mesmo tratador de Big Brown, o controverso Richard Dutrow Jr, This ones for Phil evoluiu de um dois anos que não inspirava grandes expectativas ao nivel de craque. Cravando o melhor eyer já registrado para um três se preparando para o Derby. Evolução tão impressinonante que gerou uma polêmica após um artigo cheio de insinuações de doping, ou pleo menos de uso criativo de produtos ilegais na preparação, por Andrew Beyer do Washington Post.


E daqui a duas semanas.... O Festival de Cheltenham.


Apesar do chase não ser o meu tipo carreira. Cheltenham é especial.


O desfile de heróis culmina no dia 13 com a Gold Cup ...


Madison du Berlais que trucidou Denman na última vai tentar o impensável. Fazer o mesmo contra Kauto Star.


E Denman, o lutador ! Poderá ele se recuperar e levar o bicampeonato !


Outro animal em top form é o conquistador da Hennesy Cup, Neptune Colognes.


A Inglaterra vai parar...

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De volta aos H.Q. do TTKOS. Bons dias de praia e duas noites de terror em Tours-sur-mer

Cheguei da mais bela praia do Rio Grande do Sul, boa temporada. Alto consumo de feijão, milho e tomate. Não sou muito do abacaxi. Mas o abacaxi ali da Terra da Areia é o oro...


O carnaval de rua superou todas as expectativas...


Em duas inesquecíveis noites, diversos blocos com carros de som. (Trios elétricos ou com melhor diz a Dona Rosinha. - Trem elétrico). Se reunindo em grande arrastão na Praia Grande. Detalhe, todos os carros de som sintonizados em uma rádio FM. Nada de show ao vivo. Som mecânico de qualidade...


Assim a insônia do pessoal da Praia Grande e arredores foi embalada por Carlinhos Brown, Ivete Sangalo e Claudia Leite. E graças as estratégia de guerrilha dos multiplos carros de som, não havia aonde se esconder.


O MC se puxava. Com ligações ao vivo para o celular para avenida para saber quando os blocos chegariam ao rendez vous. A melhor frase dele foi detectada por Dado Cantalice, do seu camarote no edifício Amigos de Torres :


" Somos todos anjos de uma asa só. Somente juntos podemos voar..."


Quilindo !


É triste ver o território sagrado por onde o Ildo costumava trazer rodadas de chopp ser maculado por consumidores de capeta e crepes no palito.


Em um ato de protesto, comi o clássico "churros" do Vô Gervásio e um copo de caldo de cana...

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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Pensamentos



Existe um acordo entre as partes envolvidas, uma que ama, mas que não consegue evitar infligir dor.


Outra que despreza mas eventualmente se deixa seduzir pelo oposto, sabendo da triste consequencia.


Ambos ligados pelo "vício do jogo", prometem humilhar sistematicamente um ao outro.



É a mais saudável das relações destrutivas e pelo menos um dos envolvidos pensa que se trata de esporte e alguns poucos destes elevam à arte.



Apesar da natureza unilateral desta união, ela funciona harmoniosamente dia após dia.


Talvez, porque uma das partes é um ser humano da nobre estirpe dos que pescam por esporte. Mas, principalmente, porque o outro é um peixe.



Os pescadores pensam em pescar a cada momento em que não estão pescando. Se organizam individualmente e em grupo e pensam em materiais e técnicas para enganar peixes.


Pensam em peixes para enganar e pensam em como usar estes materiais e técnicas para enganar peixes.


Pensam em pescar até quando não estão pensando. Em sonhos, onde pensam estar pescando.


Os peixes por sua vez, não pensam.


Os peixes se deixam levar por fome, ódio e por pura inôcencia que são instintos seus, uma vez que não pensam.


Eles não sabem o que fazem.


Deve existir então algo maior que o pensamento que os dirige as iscas, de encontro ao sacríficio.


Talvez sejam marionetes controlados por um ser superior. O pescador, que pensa, acha que é ele. E, divinamente, perdoa e devolve as águas o peixe. E devido ao muco dos peixes, lava suas mãos.


Sem saber, que por ser pescador, faz tudo isso sem pensar.



Outro daqueles textos do Jornal da Arpia. Com uma correção aqui ou ali, para a pontuação ficar "menos pior". Infelizmente, de lá para cá, o pouco que sabia sobre as regras de nossa lingua, esqueci. Então é possível que tenha ficado "mais pior"

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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Atado de fly - Muito mais que um passatempo.

Começa com um conjunto para fly.


Precisamos de moscas, compramos uma dúzia não sabendo se são suficientes.


Quando começamos a pescar descobrimos, são poucas. Enrosco, um "cast" ruim ou o peixão que escapou.


E as que voltam aos poucos se gastam.


São sempre poucas e sempre queremos mais.


A não ser que o seu problema com dinheiro seja armazenamento, o atado é a saida.


As moscas que precisamos para pescaria do fim de semana em algumas horas de um passatempo viciante.


No inicio é dificil. Uma hora para fazer a mosca que no livro diz: "..em aprox. 15 min."


Sim, voce já tem um livro, no fim de semana vai comprar uma ave e jogar fora sua carne, conhece todos os armarinhos da Sr. dos Passos e pelou um animal morto na estrada.


E o pior, acha que tudo isso é normal!


O resultado difere tanto do desejado, que você pensa que é macho demais para tanta frescura, e portanto nunca vai conseguir.


Mas como não chegamos a este ponto por falta de paciência ou excesso de sanidade mental, seguimos...


Até o ponto em que já pegamos tantos peixes com iscas feitas por nós, que atar moscas faz parte de todo o processo.


É uma questão de principios, algo que nos faz melhores pescadores.


Conhecemos a intimidade de insetos que não sabíamos que existiam e o comportamento de peixes que, talvez, um dia, iremos pescar.


Chega o dia em que olhamos a mosca na morsa e a admiramos como a um troféu.


O peixe luta com ela na boca como lutamos para nos aperfeiçoarmos na arte de enganá-lo.


Guardamos a isca na caixa com a mesma satisfação com que devolvemos um peixe a água.


Toda vez que eludimos uma criatura com milhões de anos de experiência no ramo com os nossos sempre limitados conhecimentos, neste momento, o passatempo talvez seja arte.



Este é mais um daqueles textos que escrevi pro jornalzinho da ARPIA. Muito enxutos, ou melhor dizendo, enxugados porque o espaço era mínimo.


Como eu disse antes existe uma certa ingenuidade na tentativa de escrever "bonito", ao contrário de ser mais comico no textos mais atuais. E ás vezes, até saia um bom texto mas a "veia poética" é meio constragida.


Em especial, este texto que trata de atado (fly tying) , porque na época era uma coisa bem mais exótica. Hoje em dia ainda que seja uma coisa de uma tribo meio reclusa é algo conhecido. Mas como o público alvo era de pescadores da ARPIA, ou eles sabiam do que se tratava ou eles poderiam me contatar para saber o que eu falava.


Então agora, Para quem não sabe o atado de mosca consiste em prender um anzol em uma morsa e adornar com penas, pelos, linhas e materias sintéticos.


E como o material é dificil de conseguir a não ser com um que outro cara que importa caro ou em lojas especializadas no exterior e era muito mais dez anos atrás.


Eu realmente era cliente da Casa Gassen ( penas de pavão e faisão), ainda tenho o couro de galo que o Caco secou para mim e quando eu pelei o graxaim morto na beira da estrada em Palmares do Sul ( os cabelos são excelentes para downwings e rabos de insetos) O meu primo Dr. Tony Boy, aplicou os seus conhecimentos médicos e me diagnosticou como anósmico . Devo dizer que eu estava tão feliz em conseguir material de atado que eu realmente não sentia o cheiro do animal putrefato.


Hoje, tenho ums cinco ou seis livros e ja faço isto a tanto tempo que a catarse foi substituida pela rotina. Mas devo confessar que sucesso do Goddard's Suspender Midge Pupa no Chimehuin e no Malleo me fizeram sentir como quando eu tava começando. Sempre tem algo novo para se descobrir, então este texto ainda é atual.

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sem Mr. Tony nesta temporada

Já sabia fazia algum tempo. Um dos meus podcast preferidos acabou, por enquanto, uma que o Tony Kornheiser não vai voltar para o seu programa matinal de radio.


Ainda que de razoável sucesso, que como se pode ver, consegue alcançar uma auidÊncia bem maior que o escopo de sua radio em Washington, . Devido principalmente ao seu contrato com a ESPN e o desaparecimento da rádio do Washington Post aonde ele transmitiu o show nas últimas temporadas. Apesar de ancorada no W.P. não era um empredimento bem sucedido. Virou 3WT. mudou a programação e não deu certo de mesmo modo. Não existe mais.


Resolvi falar sobre esta assunto totalmente off-topic porque nestas sequências de casualidades, que a Teoria do Caos tenta formalizar, que no fim das contas rotulamos como vida, eu tinha que ir ao supermercado.


Vamos lá...


Como eu tinha que ir ao supermercado, eu resolvi carregar o meu iPod com um podcast para ouvir enquanto fazia as compras.A única novidade era Deuceplays. Show sobre poquer, apresentado por Bart Hansen que saiu do Pokerroad.com e se mudou para Deucescracked..com.


Como o meu desktop está com o hd cheio resolvi tranferir a minha library pro meu notebook. No note esta as minhas novas assinaturas de podcasts e os podcasts que eu resolvi manter em aequivo ficarão no computador velho. Alguns não transmitem mais. Como o Tony Kornheiser Show.


Como uns meses atrás a minha library no desktop apagou. Tive que buscar um backup antigo que de tão velho acabou baixando de novo o último programa da temporada passada do TKS. Sei lá porque, não apaguei.


Na última vez que eu sincronizei no desktop, carregou o show.


MaS agora eu havia sincronizado com a nova library do notebook !


Chego no supermercado.


O Nacional da Lucas que acho que não da mais para ir porque os dois carrinhos não coneseguem passar lado a lado nos corredores. Piorou muito depois que o Wal Mart adquiriu.


Além do mais a maioria das pessoas realmente não são capazes coladborar na sociedade e ocupam mais espaço ainda e não a mínima se exustem outras pessoas querendo passar .


Mas isto é ourra história, falei porque me irrito. Então é melhor abandonar o Nacional da Lucas.


Mas hoje fui fazer as minhas compras, possivelmente pela última vez, lá.


Pego o iPod, procuro nos podcasts, e não estão lá as novas assinaturas.


Só podcasts velhos. Não entendi o que aconteceu.


Tenho que verificar a configuração no iTunes pois o resto tudo sincronizou direito.


Então só me restava dançar o tango argentino.


Mas ao invés de botar o meu playlist matador da Fernandéz Fierro ( El Chino Laborde es un monstruo ! Un monstruo, lo digo !) fui no podcasts do TK.


Estava com saudades !


Ouço diaramemte o podcast do PTI, show de Mr. Tony e Michael Wilboun da ESPN americana. TK teve na sexta passada um dos seus engraçadíssímos surtos reclamatórios porque botaram tv a cabo digital na sua casa e ele não sabe mais o número dos canais.


Tipo da maluquice que ele fazia sempre no seu talk show, então resolvi ir de TKS. Ás vezes o tonycentrismo era demasiado. Mas era o show dele. Se não gostasse, azar o teu.


Mas como já disse aqui antes, os contatos de Mr. Tony e sua popularidade graças ao sucesso na tv, fazia do show dele ponto de encontro dos melhores colunistas do Post.


O episódio que ouvi no super acabou sendo o último. Era muito bom.


O irônico era que ela ficava dizendo que ele iria voltar...


E no caos que que é a vida deste cidadão comum que escreve posts por vezes aboslutamente sem pé nem cabeça em um blog que muita pouca gente lê, o Tony Kornheiser Show vai fazer falta.




( Mas estes poucos leitores são bravos heróis que admiro, em especial por sua paciência, e amo. Já que conheço quase todos, são uma dúzia. Os leitores eventuais que me perdoem pois não os amo tanto assim.).

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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Aeroporto de mosquito

Calvíce....


Aprendi na escola que se trata de uma característica genética que vem de pai para filho. E que com o passar dos anos a minha cabeça outrora adornada de madeixas douradas se tornaria um reluzente pedaço de couro.


Seria inevitável. Apesar do pilomax e as novas soluções médicas que existem hoje em dia que desaceleram o processo, mas que possuem algums contra indicações. Que alegremente dispenso. Talvez um dia a ciência resolva melhor o problema.


Por enquanto, me conformo com os cabelos que se vão.


Deveria acrescentar que no sorteio dos genes, fui agraciado com belos cabelos grisalhos que habitam a metade inferior do meu couro cabeludo. Se bem que, na área aonde estou careca o tal couro não deveria ser assim chamado.


Ah ! E se os ensinamentos da Professora Bactéria estiverem certos, eventualmente cabelos brotarão nos meus ouvidos também. Se juntado ao universo piloso que hoje recobrem meu peito, barriga, costas e glúteos.


Cabelos por todos os lados menos no topo da minha cabeça.


Assim é a vida e eu me conformo com isto.


Não vou usar peruca e usar chapéu esta na moda. E é um acessório necessário porque o desmatamento leva a desertificação ( não das idéias, por sorte). E como todos os desertos, o sol queima muito e a noite faz muito frio.


Mesmo assim...Eu não estava preparado para o que me aconteceu ontem.


Chegando em casa entrei no elevador do prédio. Apertei o botão do meu andar e senti uma coceira na cabeça, na zona dos territórios conquistados pela testa.


Me virei para o espelho e lá estava. Um mosquito.!


Fiquei transtornado.


Tomado de raiva, matei o o mosquito com um golpe brusco.


Quase tive uma concussão.


E ele ficou achatado, impresso na minha cabeça.


Deveria ter tirado uma foto para comprovar estaa história mas ainda tomado de cólera aquileana, eu arremessei o díptero para longe de mim.


Tentei tirar uma foto do caroço na minha cabeça, por que aparentemente alergia também veio no pacotão do meu ADN, mas não é visível o suficiente.


Dentre todos os eufemismos depreciativos aos cidadãos portadores de calv.e, o pior de todos. Me tornei de fato, uma coisa que imaginava ser pura abstração, um Aeroporto de Mosquito.


Agora só me resta usar bloqueador solar com repelente de insetos...

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Dubai Winter Meeting

O primeiro sinal que o ano está começando para valer no turfe internacional é a abertura da temporada de inverno do Dubai .no magnífico hipodromo de Nad Al Sheba


As quintas feiras passam a ficar muito interessantes para os amantes do turfe. E culmina com a Dubai World Cup no fim de Março.


Os bons prêmios das corridas e as possibilidades de desfilar um prospecto na frente de um mercado comprador ativo atrai animais de boa qualidade dos quatro cantos do planeta.


O mercado do PSI, acompanhando a crise econômica mundial despencou e talvez a última esperança sejam os profundos bolsos dos xeques dos Emirados Árabes.


Começa nesta quinta com Happy Boy tentando defender seu título do primeiro round do Maktoum Challenge. O que me parece improvável dada as últimas carreiras dele. Talvez, em uma turma amigável, Glória de Campeão consiga desencabular.


Bem dizer, as carreiras dos winter meeting não costumam ser excepcionais. Salvo uma outra grata surpresa, como Cocoa Beach ano passado. O "tote" internacional que apregoa as apostas nem sempre oferece bons negócios. Em especial, devido ao domínio das "espadas" da Godolphin que jogam em casa.


Mas o investidor esperto pode fugir da crise de confiança nos mercados e buscar alguns overlays óbvios que parecem se repetir no winter meeting:


-Animais de quatro anos do hemisfério sul correndo contra animais de três anos do hemisfério norte na divisão derby e oaks. As regras do Dubai ´permitem que isto ocorra para fazer o ajuste da idade dos animais de diferentes hemisférios. Neste quesito é sempre manter o olho vivo nos sulafricanos treinados por Mike de Kock, nos brasileiros que vão tentar uma tacada e nos potros caros adquiridos pela Godolphin.


-Ficar de olho na pedra. Pois de onde menos de espera sai um bom negócio. Ano passado, no round 2 do Maktoum Challenge, vencido pelo franco favorito Jalil, Glória de Campeão, vindo de dois segundos em turma semelhante, pagou um placê gordo. Sendo que corriam 11 animais e o placê pagava até terceiro colocado. Vi na pedra sulafricana ,que mostra os rateios de placê, e fiz excelente negócio.


Outra dica é acompanhar os podcasts da Will Hill radio. O expert deles, Dave Comptom, acompanha as carreiras in loco e conhece bem os bichos ingleses que vão arriscar a sorte no Dubai. Ele ás vezes deixa escapar os sulamericanos mas tem dicas valiosas. Devo lembrar que ele indicou Jay Peg no Duty Free do ano passado.Pareo em que ele bateu Darjina, Archipenko, Vodka e Fisceal Beo e pagou uma baba !


Hmmm. Acho que amanhã e as próximas quintas, os escritórios do TTKOS serão transferidos para sua sede de verão no Turff....

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domingo, 4 de janeiro de 2009

Recuerdos do Chimehuin... (parte 1)

Então após dois dias de pesca no Chimehuin era chegada a hora de voltarmos ao Malleo.


Rio de predileção da maioria dos mosqueiros da região norte da Patagônia.


O Gregório estava especialmente empolgado pois lá seria um pesqueiro mais adequado ao seu novo "veneno".


As midges.


Midges, são dípteros da familia Chironomidae, buzzers para os britânicos. São popularmente conhecidos como mosquitos que não mordem. São abundantes em rios que costumam ser habitados por trutas. Em certas épocas do ano, ou são tão abundantes ou são a única opção de alimento para os peixes, fazendo delas uma excelente opção de isca.


O problema é que as midges costumam ser diminutas em seu tamanho, e por isso este nome....


Necessitando um equipamento especializado, paciência tanto para pescar quanto para amarrar e muita técnica. E apesar de seu volume infinitesimal, é possível pegar trutas de tamanho bem apreciável. Este era o desafio e o prazer que o Lê estava procurando.


Como os rios andavam muito baixos e em especial o caudal do Malleo estava diminuto, por sugestão de Doctor Kroef, iríamos a Confluência. Aonde o Malleo se encontra com o Aluminé.


O bom rapaz Beto Saldanha, que possuem raizes no Malleo desde o tempo em que a Pousada San Huberto cobrava menos de 40 dólares de diária. E ele pode provar pois possue até hoje a correspondência que recebeu dos Olsen com a tabela de preços.


Hoje acredito que supere os 350 ( nem me preocupo com valor exato, pois, infelizmente, a famosa Hosteria não faz parte dos meus planos de pesca).


O preço sai por conta de um saudável trecho do rio que só é acessível por seus clientes e boa caça de cervos e javalis, o que costuma atrair muito gringo com euros e dólares.


Mr. Saldanha achou a Confluência uma ótima idéia pois poderia testar suas varas em bambu de alta potência.


Dr. Renato Cassol, tinha sido apresentado à pesca com mosca a dois dias parecia estar pescado depois de um belo dia de pesca no Manzano. Desde que passássemos no supermercado para pegar uns vinhozinhos para a parada intelectual de cada dia, podia ser em qualquer lugar.


Eu estava um pouco frustrado.


Apanhei no Manzano. Pouco peixe e pequenos.


A certa altura eu estava com agua próximo do peito, claro sinal de desespero, arremessando contra as árvores que ficam junto ao paredão. No poção. Parede acima, deviam estar passando eventuais carros na frente do memorial improvisado ao Gauchito Gil. Não me lembro de ouvir outra coisa senão os sons do rio ecoando pelo paredão mas em meus pensamentos quisera eu poder agradar o santo popular para me ajudar naquela hora.


Talvez por representado por um lenço colorado, El Gauchito não me ajudou. Ao contrário.


Talvez tivesse sido a hora de ter apelado para a Beata Laura Vicuña.


Aflito com o correr da horas e o fim do dia que se aproximava, fiz o que um flyfisherman desesperado faz, se até as wolly buggers lhe falham.


Meti uma royal wullf . Planejava dar tiros a esmo e torcer para ser salvo pela sorte.


Em um dado arremesso, a mosca derivava rio abaixo e uma bela truta marrom saltou em uma ataque espetacular.


Eu reagi mas a linha partiu. Podia estar gasta ou nó podia estar mal dado.


Relatei o acontecido aos amigos.


O Lê não parecia acreditar muito. Tinha boas razões.


Não me conhecia direito,eu poderia ser um daqueles pescadores galhofeiros que não obtendo sucesso na pescaria inventava acontecimentos munchausenianos. Ele estava pescando com iscas muito pequenas e com sucesso. E trutas marrons,ao contrário das arco-íris, não são dadas a estes arroubos festivos de saltar.


O meu descrédito era mais sal na ferida.


E de nada adiantaria eu jurar que a truta saltou, vinda de baixo da mosca, e se virou no ar para reentrar na agua. Se fosse um desenho do Tom & Jerry , com a linha já arrebentada, ela iria parar em pleno ar e sorrir e piscar para mim enquanto ia se embora, com uma das minhas últimas royal wullfs boa.


Então, a Confluência do Malleo representava a chance de redenção.

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