domingo, 16 de maio de 2010
SINGAPORE AIRLINES INTERNATIONAL CUP 16/05/10 - LIZARD'S DESIRE
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"Prix Poule d'essais des Poulains" Lope de Vega (IRE) M.Guyon / A.Fabre.
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"Prix poule d'Essai des pouliches" 1er) Spécial Duty / S.Pasquier / Mme ...
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segunda-feira, 26 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
domingo, 28 de março de 2010
Glória de Campeão
Algo incrível aconteceu no sábado, 27 de março de 2010.
Glória de Campeão, um cavalo brasileiro de 6 anos ganhou a Dubai World Cup. A corrida de cavalos mais rica do mundo, com bolsa de dez milhões de dólares. Um grupo 1 de prestígio internacional que costuma ornar o currículo de cavalos que costumam ser referidos como campeões, estrelas ou lendas do turfe.
Video da vitória- narraçao em arábe- mas com entrevistas e premiação
Mas algo engraçado ocorreu no caminho do olímpo turfístico do filho do argentino Impression na brasileira Audacity, um filha do venerável garanhão brasileiro Clackson e eu creio que podemos identificar como Tapeta.
Eu me forço em ser um pouco chato em tentar avaliar os méritos do grande feito do cavalo criado pelo Haras Santárem e de propriedade do Estrela Energia. Talvez o maior feito do turfe brasileiro em toda a história. Qual é o tamanho da vitória brasileiro, à parte da euforia merecida e do descrédito que já vem de alguns textos americanos.
Tapeta é uma pista sintética que substitue as tradicionais pistas de areia, uma pista all weather, como dizem os ingleses, que usam este tipo de superfície para permitir corridas no flat durante as agruras do inverno britânico. Os franceses também usam, chamam de Piste de Fibre Sable, a pista de areia de fibra. E as carreiras em Deauville e Cagnes-Sur-Mer talvez sejam mais importantes em qualidade que as inglesas e na próxima reforma de Chantilly será incluída uma pista secundária em PSF, além da de treinos já existente no hipódromo que se prepara inclusive para receber o Arc do ano que vem (durante o período de reforma de Longchamp).
Nos Estados Unidos, é bem usado nos principais hipódromos do sul da califórnia, em Turfway, Kenneland e em hipodormos menores.
Dois problemas afligem os americanos. As pistas sintéticas desfavorecem os cavalos com características que os americanos chamam de SPEED. Historicamente os americanos criaram os cavalos de corrida para correr perto do máximo durante a maior parte do percurso e o privilégio da velocidade também acaba privilegiando animais com menos estamina.
As pistas sintéticas costumam ser inclementes com os front ruuners que costumam a para feito agua de poço e forçam um cenário "europeu". Com trem de carreiras exitantes e esforços em sprint finais. Muito parecido com carreiras de grama em especial na europa. Pois as carreiras na grama nos estados unidos costumam ser em raias preferencialmente firmes que favorecem speed horse. Enquanto na europa o clima mais úmido tem mais corridas em pistas mais macias.
A intenção dos xeques do Dubai quando criaram a World Cup era criar um campeonato mundial dos cavalos de corrida. Com premiação fabulosa e localização no meio do caminho de um fabuloso centro hípico capas de atrair os melhores de todos os cantos do mundo. Além de criar a oportunidade da familia Al Maktoum exibir os resultado de seus vultosos investimentos em cavalos p.s.i.
O centro de Nad al Sheba tinha um modelo mais americanizado. Pista principal em areia e interna de grama, corridas no sentido anti-horário. Nos quinze anos que precederam a vitória de Glória de Campeão, sete vezes foram vitórias americanas todas festejadas com grande fanfarra pela imprensa americana. Além das vitórias de Invasor, craque argentino desenvolvido no Uruguai mas que por ser treinado nos Estados Unidos é conta como ponto deles.
O hipódromo de Meydan. Sem comentários.
Então o clã Al Maktoun inaugura Meydan City, hotel, shopping center e sei lá mais o que nos entornos do magnífico novo hipódromo erguidos com um investimento na casa de um bilhão dólares. Para comemorar o feito, a bolsa da World Cup foi turbinada para superar o Arc, que tinha usurpado o titulo de prova mais rica do mundo graças ao patrocínio do Qatar.
O novo hipódromo trouxe a grama para o main track e relegou a areia para o anel interno e ainda por cima pista sintética.
Seja qual for a intenção da mudança. Criar um prêmio que reunisse o melhor dos dois estilos, acabou criando um problema. Nos Estados Unidos, as pistas sintéticas foram incentivadas por se imaginar que elas diminuíram as fatalidades, em especial após a tragédias de Barbaro e Eight Belles em rede nacional de t.v. E a mudança provou não mudar em nada o numero de acidentes e ainda por cima desfavorece o melhor da criação americana. Ver Curlin ser derrotado por Henrithenavigator e Raven's Pass em Santa Anita feriu o orgulho gringo.
Então os americanos passaram a ver a World Cup como indigna do status que amelheou no passado. "Não bastasse tudo isso" corredores de grande qualidade do A.W. americano foram vacilantes na World Cup. Gitano Hernando, vendedor do Goodwood Cup, Richard's Kid vencedor do Pacific Classic e Gio Ponti, campeão americano de grama e dos cavalos mais velhos, foram batidos ontem por animais que os americanos consideram inferiores.
È claro que se Zenyatta, que venceu 14 de suas 15 corridas na raia sintética, tivesse se consagrado no Dubai o papo seria diferente. No argumento que Zenyatta tem vitória na areia e que ela provavelmente é tão boa areia normal.
O argumento que existem vários tipos de raia sintética e que a maioria das pistas de dirt ainda são de areia, hã, natural e que portanto isto tira bastante da representatividade do título do campeão da World Cup este até é razoável. Mas dizer que virou roleta, como argumentou Steven Crist no seu blog do DRF.COM soa pra mim como "sour grapes" ( as fabulosas uvas azedas em inglês mesmo em caso do google trazer algum gringo até aqui).
O jeito que a vitória de Glória de Campeão aconteceu, causa ainda mais confusão nos esteites.
Me perguntaram se eu achava se ele ganharia a corrida. Do jeito que ele perdeu o AL Maktoum Challenge round3, páreo preaparatório para o World Cup, eu achei que a coisa tava preta. Sempre correndo de frente, GDP, mesmo impondo um trem de corrida lento não foi capaz de "roubar" a carreira, devido fabulosa atropelada da japonesa Red Desire. Uma de suas adversárias no páreo decisivo. Mas de alguma coisa eu tinha certeza, uma coisa que mesmo quando fora derrotado o cavalo brasileiro mostrou, coragem e persistência. Nunca desiste, galopa a full até o final.
E o T.J Pereira estava ali para garantir que eles iam tentar até o final.
O único cavalo com velocidade natural no páreo, Glória de Campeão, ia ir pra frente no comando de T.J. Pereira. mas para sobreviver eles teriam que usar de frações iniciais ainda mais lentas. E para desgosto dos turfistas americanos, foi bem lento. Tiago botou o craque brasileiro na dianteira e galopou os primeiros 800m em 52 segundos. Mas ninguém desafiou GDP, e ele tinha gás para gastar na reta final. A falta de um trem da carreira e a pista mais acanhada desarmou os atropeladores. O único dos favoritos que parecia ter uma chance, Gio Ponti, não conseguiu.
Final de parar o coração.
O desafio venho do pouco valorizado sul-africano Lizard's Desire em grande joqueada de Sul africano Kevin Shea, que achou que tinha levado e foi cumprimentado pelo jóquei nativo do Dubai Ahmed Atjebi que lutou como louco para ficar a uma cabeça da vitória abordo do faixa da Godolphin Allybar.
Podemos pelo menos apreciar o fair play dos Sheiks do Dubai, a Godolphin única propoetária com dois inscritos e não mandou um bicho de coelho para botar pressão no trem de carreira, no melhor estilo Coolmore. Talvez por que isto não fosse realmente favorecer seus corredores mais fortes.
Seja como for a corrida foi um evento de velocidade estratégica, como dizem os europeus. Ninguém além dos brasileiros teve coragem e foram recompensados pela perfeita administração do pace. Se foi lento e isto prejudicou os outros..
Bom meus amigos não é culpa deles e sim de quem deixou acontecer.
Enquanto Shea comemorava a vitória. Tiago ficou quieto esperando o photo, ele achava que havia levado, mas só termina quando a comissão de corridas da a ordem de POOOOODEM PAGAR.
Os proprietários Stefan Friborg beijou sua esposa Dalva de Oliveira, como que tivesse certeza que havia ganho ou quem talvez não se importasse tanto, pelo orgulho do tanto que já tinham alcançado e que para quem os quatro milhões de dólares que separam o primeiro do segundo colocado não fazem grande diferença.
O foto mostrou a vitória de Glória de Campeão, que lutou até o fim mais uma vez. E a história mudou.
O primeiro cavalo treinado na europa a vencer a World Cup, no trabalho excelente de Pascal Bary. Depois de um primeiro ano razoável e à exceção do fiasco no Arlington Million acertou a mão com craque brasileiro nos últimis dois anos, levando dois grupos I de classe internacional. Com a Vitória no ano passado em Singapura e o segundo lugar na World Cup, aonde GDP amelheou o grosso dos seus impressionante 8.864.693 dólares( incluindo é claro o jackpot de ontem). Maior quantia já angariada em prêmios por um cavalo brasileiro.
Aliás primeiro cavalo brasileiro e segundo sul-americano depois de Invasor a conquistar o feito.
Li um comentário de um blogueiro americano bem legal, elogiando a paciência dos titulares do Estrela Energia, que havia ido ver o Arlington Million e testemunhou o pesadelo que foi o comportamento de Glória de Campeão. E que ele ficava feliz que um proprietário paciente, que relega as idiossincrasias de seu animal e que apesar de já ter conseguido grande sucesso seguiu correndo e que teve na World Cup, uma merecida recompensa.
Mas certamente temos que admirar Stefan Friborg e sua esposa pelo tanto que investem no turfe nacional e pela coragem de encarar o mundo. E ele é capas de ser louco por corridas o suficiente de aceitar o convite do Sheik AL Maktoum e trazer GDP para mais uma temporada de inverno em Meydan.
A felicidade de Tiago Josué Pereia.
O T.J. Pereira tem fibra e braço e ganha merecido o reconhecimento internacional que suas vitórias com Glória de Campeão proporciona.
E se Glória de Campeão não for lembrado no Estados Unidos como tendo a grandeza de Cigar, Dubai Millenium ou Invasor, pior para eles. Pois ao lembrar da bandeira do Brasil desfraldada na foto da vitória posso dizer que tamanho da vitória de Glória de Campeão é imensurável.
Seu nome não poderia ser mais adequado.
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Tinho Kessler
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sexta-feira, 19 de março de 2010
Imperial Commander - Cheltenham Gold Cup 2010
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Tinho Kessler
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Cheteltenham Gold Cup
Kauto Star contra Denman.
The rubber match, a Negra.
Muitos azaróes silenciaram as tribunas de Cheltenham durante o festival desta ano.
À exceção de Big BUcks no World Hurdle e Quevega no Mares Hurdle, uma carreira que atraí bem menos jogo.
Chetelham este ano, com tempo bom, muitas pints de Guinness ( ainda mais com St. Patricks Day e um grande número de vitórias para irlanda), só não foi mais alegre por foi um bloodbath em favor dos bookies.
E por isso a última esperança do proletariado está nas mão firmes de Ruby Walsh e nas poderosas pernas de Kauto Star.
OS punters estavam engatados e o dinheiro vem vindo de caminhão para K.S.
Perto do inicio da reunião o craque já estava cotado em impensáveis 4/6.
Mesmo assim é justo pensar que as casa de jogo já estão longe
A única casa á perigo é a William Hill aonde um maluco cravou uma série de acumuladas a 10 centavos (ten pennies) e no valor de 16 mil libras e o festival de azarões fez ele chegar na Gold Cup com certeza de lucro.
Chegou de pé na Gold Cup com mais de 90 mil libras nas costas de seis cavalos. E com três bichos pagando no place se ele pegasse dois ou três bichos ele estava em linha para explodir o limite da William Hill.
Um f****** million GBP.
A tensão que foi se formando estava prestes a romper a rigidez dielétrica do ar.
A chuva leve que chegou pouco antes do grande desafio não deveria mudar muito a condiçao do going.
Largaram e Kauto Star vinha perfeito junto a cerca e errou um salto nos primeiro momento e perdeu distância.
Denman foi colocado na frente por McCoy que parecia estar agora em controle.
Ruby Walsh precisou forçar K.S. a acompanhar os ponteiros e parecia meio abalado pelo erro.
Denman estava em controle correndo de frente e tentanto evitar a pressão.
Então a tragédia ! Walsh caiu de K.S. Graças aos céus o campeão está bem.
Ao se aproximarem da descida da colina e Imperial Commander partiu pra cima de Denman
I.C. estava melhor encarou o grande Denman que foi fortemente requisitado por Tony MacCoy para ver ser "if he would stay".
Na subida ficou claro que o dia pertencia a Imperial Commander que finalmente virou a mesa contra os gigantes de Ditcheat..
Vitória para o treinador Nigel Twinstons-Davies e montado por P. Brennan.
Tragédia nas tribunas. Alegria nos books.
Imperial Commander, campeão do Ryanair Chase no Festival do ano passado, havia corrido uma incrível contra Kautos Star em Haydock em Novembro e depois não confirmou no Boxing Day.
Um especialista em Cheltenham, conquista sua sexta vitória no legendário hipodómo.
Certamente recebeu muito wise money ja que pagava excelentes 7-1.
Em breve o video da consagração de Imperial Commander e rugido das tribunas.....
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terça-feira, 16 de março de 2010
Nada se compara ao rugido das tribunas de Cheltenham
Binocular - Champion Hurdle 2010.MP4
Cheltenham Festival, baby....
O lar dos heróis... Binocular, que era tido como forfait em razão de lesão muscular, não só estava recuperado como estava voando. Pagou 8-1 e a torcida enlouqueceu.
Mal posso esperar pela Gold Gup e o desafio entre Kauto Star e Denman.
Tony McCoy, o jóquei de Binocular, sob pressão por ter caido de Denman na preparação para a Gold Cup, abriu o festival in a high note e como ele mesmo disse :
"- Cheltenham is Cheltenham, you know. This is everything."
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Tinho Kessler
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domingo, 31 de janeiro de 2010
O estusiasmo de James Carville
James Carville é consultor político americano, diz a wikipedia, sejá lá o que isso signifique.
Ganhou destaque como o estrategista que levou Bill Clinton a Casa Branca. Se tornou famoso, por isso.
Ganhou espaço mídia como comentarista levando suas posições liberais, que dentro do sistema americano de classificação de inclinações políticas é algo como esquerda. Se é que ainda existe isto.
Na mídia devido a qualidade de suas opiniões, seu carisma e a extravagância de sua personalidade virou um personagem pop.
Seu casamento com Mary Matalin, consultora política dos Republicanos, acessora de imaginem só, de George Bush e Dick Cheney ( até 2003), rendeu um filme.
Eles iniciaram seu relacionamento enquanto trabalhavam em lados opostos da campanha presidencial ( Clinton x Bush Sr.) e inspirou o filme Apenas Bons Amigos/Speechless, com Michael Keaton e Geena Davis. Ele é representado em Primary Colors pelo excêntrico personagem de Billy Bob Thornton.
Filme que apresenta as partes mais indiscretas da campanha de Clinton a presidência.
Carville ja apareceu em vários filmes como ele mesmo e até em um episódio de Uma Familia Da Pesada, além de algumas pontas com ator como em O Povo Contra Larry Flint.
Veja as imagens e provavelmente se lembrará de já ter visto está "lata" em algum lugar.
Apegado a sua origem cajun, James convenceu a familia a se mudar para Nova Orleans. Para criar suas filhas lá, para desfrutar da beleza, da cultura e gastronomia desta maravilhosa cidade que ainda sofre para se reconstituir após ser davastada pelo furacão Katrina.
A mudança do casal Carville para Nola é, de certo modo, um marco na reconstrução da região e um incentivo. De lá eles podem contribuir melhor lá reconstrução da cidade.
Ele inclusive passou a lecionar na Universidade de Tulane.
Carville é um apaixonado por futebol americano e é claro é um torcedor fanático dos New Orleans Saints. Gosta tanto de futebol que durante a temporada de futebol americano faz participações no programa de rádio de Tony Kornheiser ( yess, voltou) selecionando vencedores nas partidas de futebol americano, em especial futebol universitário.
Kornheiser se delicia que um dos consultores políticos mais celebrados do mundo se dedique tanto em escolher apostas no futebol e fica envaidecido que o faça no seu programa.
Em especial dos homens e ainda mais nos jogos do futebol americano.
Devido as preocupações com a integridade do jogo e o histórico de fraude relacionado com bookmakers, a mídia tradicional costumava lidar de forma discreta com as informações relacionadas ao mercado de apostas e a dar indicações de apostas.
Mas nos últimos anos, eu percebi que isto mudou totalmente. Na ESPN.Com tem até um blogger especializado, Chad Millman.
Carville é especialmente divertido em suas indicações pois ele sempre aposta nos times de seu coração e sempre joga contra a Universiade de Alabama.
Como o Crimsom Tide se sagrou campeão este ano e mesmo que Carville hilariamente manipule o handicap a seu favor nas indicações, ele fechou a tempoada no vermelho.
Sem jogos para palpitar, Mr. Tony pediu um depoimento de Carville, um Lousianan e obviamente um torcedor do New Orleans Saints, como é ver pela primeira vez os Saints no Super Bowl .
Cabe lembrar que os Saints tem seus 43 anos de uma história recheada de futilidade e fracasso e de raros momentos de sucesso.
No inicio, ele descreveu uma diferença entre a reação dos torcedores mais jovens e os da geração dele.
Os primeiros tomados de alegria de ver o Saints que liderados por Drew Brees, finalmente conseguiram algo que a eles devia parecia inevitavel, ganhar o titulo da NFC e chegar ao Super Bowl.
Enquanto os torcedores mais velhos, que acompanharam a dureza das primeiras décadas de existência do time. Que idolizaram o heroísmo de Archie Manning mas mesmo assim não ganhavam nada. Estes, Carville de 64 anos inclusive, ainda não acreditam.
Eles ainda acham que Brett Favre vai acertar o passe no último minuto do jogo e que seu kicker vai errar o field goal na prorrogação.
Nada disso aconteceu na decisão do título do campeonato de NFC.
A vitória dos Saints em pleno Superdome, o mesmo estádio que abrigou as pessoas que perderam tudo o que tinham quando os diques se romperam.
Talvez alguma destas pessoas, que viveram tamanha desolação, estivessem lá naquele given sunday para viver a maior alegria que a cidade teve nos últimos anos.
Um ingresso de final é caro, talvez nenhum daqueles desabrigados estivessem no jogo. George Bush Sr. e sua esposa Barbara estavam lá em um camarote vip. Barbara foi protagonista de uma gafe terrivel ao dizer que os desabrigados, que estavam acomodados aos trancos e barrancos no Astrodome em Houston, estariam melhor que em suas casas.
Talvez George Junior tenha herdado his wits do lado dos Walkers.
Mas naquele domingo,com certeza vários desabrigados viram cada paralepipdeo do Vieux Carre se arrepiar, em especial na Bourbon Street, e ficaram até o amanhecer de segunda feira comemorando a vitória em uma efusiante epidemia que Carville disse era como Mardi Gras.
Perguntado sobre quem é o jogador mais popular dos Saints, se ainda era Archie Manning, que saiu dos Siants em 1982.
Carville lembrou de Drew Brees, líder do time e principal jogador de ataque. Um dos mais prolifícos quaterback da história da NFL, e filho adotivo da New Orleans. Uma das pessoas públicas que mais doou dinheiro, tempo e dedicação pessoal na reconstrução da cidade.
Outro jogador lembrado, o running back aposentado Deuce McAlister. Um sulista do Mississipi que foi um dos pricipais jogadores na construção deste time ganhador dos Saints. Com problemas de lesão e por questão salariais, Deuce foi liberado pelos Saints no inicio de 2009.
Mas vésperas dos playoffs deste ano, mesmo estando inativo, foi recontratado e posto como capitão honorário para trazer os Saints para ao campo de jogo nestes play-offs. Uma homenagem e o reconhecimento a importância dele.
Uma garota afrodescente usando a camisa de Jeremy Shockey, o explosivo tight end de pele alva e cabelos loiros.
Eu estive em Nova Orleans e posso mensurar a relevância do fato. Mas Shockey é tão bom assim e estes Saints são assim relevantes.
Talvez a presença dos Bushes no Superdome seja claro sinal da cicatrização de algumas feridas.
Ironicamente os Saints para serem campeões terão que derrotar o time de seu mais dileto filho.O quarterback do tima adversário, Peyton Manning nasceu e se criou em Nova Orleans, até de lá saiu para o mundo. Como quarterback da Universidade do Tennesse e atualmente nos Indianapolis Colts.
Seus pais Archie e Olivia, seguem morando em N.O. e ajudando na recosntrução. São tão amados que são considerados informalmente o first couple da cidade.
Seu irmão Eli, quarterback do Giants, já foi campeão do Super Bowl.
Peyton, talvez o melhor quarteback a jogar o jogo, terá que derrotar o time de seu coração, no qual seu pai jogou por anos, para se sagrar campeão mais uma vez.
E assim consolidar seu legado e seu status entre os melhores da história do esporte..
Peyton operou a melhor defesa da NFL na final contra os Jets enquanto os Saints tiveram que contar com erros terriveis da parte dos Vikings, que tiveram produção ofensiva muito superior.
Mas nem tudo está perdido, nos últimos anos tivemos algumas surpresas. Patriots sobre Rams e Giants sobre Patriots.
Só termina depois que a fat lady sings.
Aí , disse Carville,suas filhas não irão ao colégio na segunda feira. Porque elas tem uma festa para comparecer.
Vai ser um momento daqueles que redefinem a cultura local.
Daqueles ficam gravados na memória das pessoas até a velhice..
Daqueles em, que basta fechar os olhos e as pessoas vão lembrar como se estivesse acontecendo naquele instante.
O entusiasmo de Carville, meu apreço por Nova Orleans, e a admiração por Brees, fizeram pender o meu coração pelos Saints.
Vou torcer pelos Saints, mesmo achando que os Colts vão ganhar. Fiquei eomcionalmente impedido de apostar. Talvez faça com Carville e pegue o Under.
Ainda que uam alegria fugaz, Nova Orleans merece este alegria.
P.S. Um abraço, Crespo !
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Tinho Kessler
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Gary Loomis sabe tudo.....
Gary Loomis, boys and girls, é um extra classe.
Foto sugada do tackletour,com aonde tem um boa entrevista dele.
Qualquer pescador mais encarnado e certamente qualquer flyfisherman ou alguém que tenha visto algum catálogo americano de material de pesca já viu e quis ter uma vara G.Loomis.
Em meados da última década do século passado, pessoas do meu circulo social faziam loucuras pra ter uma Loomis.
Evitarei citar os nomes para lhes poupar da humilhação. Ou da ira de suas esposas, que imaginam que as varas montadas pelo Gregório em blanks da Loomis custam menos de 150 reais, saibam da verdade e descubram o quanto seus maridos investiram em material de pesca nos últimos anos.
Já o tal sujeito que devo poupar do rídículo é um certo médico portoalegrense que botou uma vara south bend de 100 reais em tubo, declarou na receita e foi para um visita com a sua esposa da época para Nova Iorque e Ontario. Comprou o que na época era o Santo Graal das vara de fly, uma GLX e botou no tubo aonde levara a South Bend que, com sorte, virou o caniço de uso algum feliz funcionário de hotel.
Tanto se valorizava tal instrumentoq uma G.Loomis, devo repetir. que quando tocou o alarme de incêndio do hotel, o sujeito agarrou o caniço.
Se virou para a futura ex-esposa e disse:
"- Vamo nessa !".
Enquanto eles desciam as escadas, ele agarrado tão somente a sua mais valiosa possesão e a mulher necessitando usar todos os seus street smarts escadaria abaixo, por que "she was in her own".
20 andares ou coisa que o valha depois chegaram esbaforidos ao térreo para descubrir que era "rebote farso", como dizia o Pedinho Nunes.
Algum sujeito estava fritando um bife no quarto de hotel o que levou o alarme a disparar e causou todo o deusnosacuda.
Partes desta fábula são inventadas, mas mostra o quanto uma G.Loomis, uma G L X era importante naqueles tempos.
Não tenho certeza o que o cara estava fritando no quarto. Do resto, o relato é bastante preciso.
Se voce não um é pescador e mesmo se for um pescador, mas não muito conhecedor do mercado pode não ter a menor idéia de quem é Gary Loomis.
Por isso o TTKOS é generoso em me dar este espaço e reparar esta falha de sua cultura.
Itinerant Angler é um belo esforço de um cara chamado Zach Matthews de trazer mais informação sobre flyfishing na internet em uma midia menos explorada, o podcast.
Suas entrevistas nem sempre boas e nem sempre os seus entrevistados são interessantes.
Mas os episódios com Charles Jardine, Davy Wotton, Ted Juracsik e Lefty Kreh realmente valem a pena. É em inglês e nem sempre da pra entender tudo, especialmente o sotaque galês de Wotton. mas o bom do mp3 é que da pra dar pause e voltar.
Uma história rica que mesmo quem não pesca pode admirar. E que resolvi repassar aqui alguns trechos.
Ele passou a montar varas por sua loucura pela pesca de steelheads. Quando descobriu que só conseguiria pegar as truchas de acero usando linhas mais finas e que estas nunca resistiriam a pressão de um steelie em uma vara normal. Ele, mecânico industrial de formação, em suas própias palavras, entendia de ferramentas. Ele então comprou uma vara de fly adaptou um cabo para estender seu comprimento e por 50 dolares ou menos, fez uma ferramenta melhor.E todos os dias que a lei permitia ele, oregoniano de nascimento mas morador do vizinho estado de Washington, mas precisamente na cidade de Woodland, ia ao rio e invarialmente pegava a sua cota de steelies. Enquanto os outros pescadores a sua volta seguiam sapateiros.
Até que um dia um dos caras que pescavam no rio com ele, não aguentou e veio saber como era possível.
Mas a vara não existia. Só ele tinha , razão pela qual o sujeito ofereceu 100 dólares pela vara.
Loomis disse que era impossível já que ele tinha que pescar no dia seguinte.
O sujeito ofereceu 200 dolares e Loomis disse:
"Deixa eu tirar a minha carretilha."
Saiu correndo da beira do rio. Comprou o material e montou outra vara igual. Quando chegou para pescar no dia seguinte tinha um cara estacionado na vaga em que ele sempre deixava o seu carro.
Algo que todos nós sabemos é extremamente irritante
Estacionou ao lado e do outro carro saiu um sujeito querendo saber se era ele o cara que vendia caniços.
Gary disse que não e explicou que não poderia vender sua vara já que ele tinha que pescar. O cara puxou 200 dólares e Loomis disse:
"Deixa eu tirar a minha carretilha."
Perguntado de como era possível lidar com esposa e filhos, uma vez que ele era enfático em dizer que ia pescar todos os dias.
Disse que trazia ela junto, ficava no carro lendo nos dias menos agradáveis ou aproveitava as belezas do northwest.
" What a gal !", diria eu.
Loomis começou a trabalhar na Lamiglas e acabou sócio. Faziam varas em fibra de vidro e ele começou a se especializar no assunto.A fabrica não conseguia atender a todos os pedidos porque só tinha uma mesa para empacotar as encomendas.
Surpreso com a resposta irritada da moça da expedição, ele saiu no pátio da fabrica e conseguiu material para montar mais duas mesas.
E em pouco tempo o faturamento da fabrica aumentou incrivelmente.
Como funcionário da Lamiglas ele conheceu em uma feira as varas de grafite da Fenwick, a primeira industria a trabalhar com o material.
Vendo a leveza e força do material voltou para Washington dizendo que eles tinham que investir naquilo.
Ele queria fazer sua própia empresa mas não sabia nada sobre grafite.
Entrou no carro e cruzou o estado e foi para frente da fabrica da Boeing e passou a perguntar aos funcionários saindo do expediente se alguém sabia algo sobre fibra de carbono.
Nada.
Até quem sugeriu o pessoal da engenharia.
Foi para porta da saída dos engenheiros e cada um saia ele perguntava se sabia algo sobre fibra de carbono.
Até que achou um cara que sabia tudo. Um dos quatro únicos engenheiros de material que existiam no planeta terra nos meados da década de sessenta.
Levou seus primeiros produtos para uma feira de pesca dizendo que seus caniços poderiam erguer um peso morto de massa considerável sendo usadas como alvanca direta.
Ninguem deu muita bola, apesar do interesse com o novo material.
Até apareceu um sujeito alto e forte que disse que era impossível. Que a vara iria quebrar.
Loomis reconheceu o sujeito, era nada menos que Ted "the kid" Williams, lenda do baseball.
The perfect splinter era um ávido pescador e sendo um dos maiores peloteiros da história, era também sujeito ideal para ter como cliente.
Loomis desafiou ele com uma aposta e aposta e voz erguida de ambos fez juntar uma pequena multidão para ver o desafio.
Wiiliams obviamente tinha força para erguer o peso e supreso ao ver que o caniço não quebrara, gritou:
"This is a hell of a rod!"
Teddy Ballgame comprou tudo que Loomis tinha para vender e fez algumas encomendas e o impacto do feito fez a G.Loomis sair daquela feira com mais encomendas que poderia atender.
Foi o inicio de uma firma que durante trinta foi líder mundial no seu setor.
Em 1997, Loomis foi diagnosticado com câncer de próstata e foi aconselhado a vender os bens que seus filhos e esposa não pretendiam ficar.Vendeu todos os seus négócios e a G.Loomis foi parar na mão da Shimano.
Ele permanceu na G.Loomis,como consultor até o ano retrasado, se não me engano, mas desgostoso com os rumos que gigante japonesas deu a empresa.
Se desligou da companhia que ele diz ainda ter orgulho de carregar o seu nome.
Como permanceu vivo e provavelmente tinha capital, se desligou do contrato que o impedia de atuar no mercado e montou uma nova compania a Northfork Composites e está dando consultoria a Temple Fork Outifiters, uam companhia que já tinha se associado a Lefty Kreh que parece ter a intenção de produzir produtos de boa qualidade e preço.
Achei uma entrevista em que Loomis conta mais ou menos a mesma história no site tackletour, é em inglês, mas da para sofrer os abusos da tradução automática do google porque são informaçõs relevantes. Parte 1 e Parte 2. E em inglês, 1 e 2.
Preconceito meu. Este era o perfil da GLX, e quem comprava uma sabia aonde estava se metendo.
E até para estes problemas, Loomis da boas explicações.
As varas são feitas de materiais de maior módulo pra serem mais leves. Pois peso é em sua opinião, o pior inimigo da eficiência. O custo é que se tratam de varas que são muito menos resstentes ao cisalhamento e que ao menor fratura estrutural quebram como um pailo quando submentidos novamente a stress.
E como a Loomis sempre fabricou seus própias ferramentas para produzir os produtos mais avançados acabam sendo mais caras.
Provavelmente não vou comprar nenhum blank da NorthFork no futuro mas me tornei um admirador do seu propietário..
Pescador fanático, emprededor de sucesso e inovador da indústria da pesca, o grande Gary Loomis.
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Pescador Sem Rosto
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
É para quem pode, não para quem quer
Nem por isso, quer dizer que esteja contando vantagem.
Veja só como começou o meu ano.
Acordei hoje e enquanto lia o jornal reparei que um produto que eu tinha vontade comprar algum tempo estava por excelente preço no Saldos de Balanço do Carrefour.
Não resisti a tentaçâo e resolvi ir ao Carrefour. Matei o banho para não chegar muito atrasado ao trabalho.
As oito e meia da manhã estava lá eu.
Vazio e fácil como nunca.
Espetáculo.
Comprei um telefone sem fio Motorola por quarenta mangos.
De quebra fui ao setor de vinhos que está com 25% de desconto geral.
Levei um Septima Reserva 2004 por quinze paus. Que se o destino me for amigo não estrá avinagrado.
Outros destaques : Marques de Casa Concha 2006, 40 pila.
Conch y Toro, serie Riberas, Cabernet Sauvingnon 2007. 38 real.
Mas pensando bem.
Não é grandes cousas poder ir ao Carrefour na primeira hora da manhã, para ecomomizar uns pilas.
É para que pode e para quem precisa e não para quem quer.
Além disso querer, querer, eu não queria, mas ....
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domingo, 27 de dezembro de 2009
Incrivel Kauto Star
Ja cantei em prosa e verso o feitos de Denman e Kauto Star.
Dois craques que contrariam o adágio sobre fenômenos que só aparecem um em cada geração. Como Arkle e Desert Orchid.
Sorte de treinador P.F. Nicholls que mantém os dois lado a lado em suas cocherias e seu estabulo.
Sorte do esporte que aumenta sua popularidade no rastro de seu heróis.
Azar de Ruby Walsh que terá que fazer a Escolha de Sofia chegado dia da Cheltenham Gold Cup.
Azar do bookmakers que tem bancar contra cavalos praticamente imbátiveis que são backed massivamente pelos britânicos.
A vitória arrasadora de Denman no Hennessy fez que as bancas de aposta o colocassem lado a lado com Kauto Star nas bancas após a dura vitória de K.S. no BetFair Chase.
Mas ao superar o feito de Desert Orchid ganhando e seu quarto King George consecutivo no Boxing Day. Contra os qutaro em cinco de Dessie. Kauto Star entrou definitivamente na galeria dos imortais do esporte ao reescever os livros dos recordes.
K.S. teve sabiamente o seu preço cortado para a Gold Cup pelas bancas que devem ter absorvido um prejuizo de grande monta com o "promenade de santé" do Chaser em Kempton.
O feito foi testemunhado por uma platéia recorde de mais de 22 mil pessoas em um dia congelante.
Apesar de vários meetings do Boxing Day terem sido abandonados devido ao fim de semana de clima inclemente, os deuses pouparam Kempton para a história pudesse reescrita.
Em um favor pessoal a minha pessoa, por favor, admirem Kauto Star.
williamhill.com King George VI Chase 2009
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domingo, 6 de dezembro de 2009
Feira do Livro de Porto Alegre - post atrasado
Então a grande discussão da Feira era porque estava caindo tanto as vendas.
As pequenas livrarias reclamam que é muito caro competir com as editoras que bordam a Praça da Alfandega com varias estandes cada. E por isso as caixas de saldos, que antigamente prometiam leitura e as vezes até cultura pelo troco sobrante no bolso.
As megabuqueistores proporcionam estacionamento, segurança e ainda dão os mesmo descontos da feira.
E ainda da por cima da pra comprar pela internet.
Seja por qual razão, a Feira não vem rendendo mais como antigamente.
Talvez tenha ficado grande demais para a praça e ficado desagradavel.
Uma coisa mutio legal é que se tu achar algum lugar seguro para te encostar, tem wi-fi free por tudo que é lado.
Como não bato muito bem da bola, costumo ir primariamente nas livrarias estrangeiras.
Olho as coisas e não compro nada, porque na maioria das vezes não acho nada muito barato.
Dai vou atrás de alguam coisa nos saldos. Que acabo não lendo.
Exceção no passado foi o livro do Paulo Louzada reunindo as tiras do Tapejara. Que comprei mesmo não estando em ponta de estoque e li em minutos. È claro que como falei anteriormente, acho que gibi não conta.
Então lá estava eu.
Fui na Sur e na Calle Corrientes.
Sempre procuro algo que me dê uma inspiração patagônica. Dou uma olhada nos livros de letras de tango, porque sempre me lembram o Tio Nando.
Sempre penso em comprar um mapa rodoviário. Mas nestes dias de milagres e maravilha com GPS, Google Earth e Google Maps para smartphones, a a função lúdica de usar os mapas impressos para planejar uma empreitada rodoviária na gardelolândia se perdeu.
E a uso prático do mapa quando eventualmente eu estiver em uma rodovia argentina posso ir a um posto de gasolina ou algum posto do ACA e comprar lá mesmo, que é mais barato.
Saí das livarias argentinas e entrei em uma imediatamente ao lado. Livros americanos. USA Brazil Books.
Algunn livros bonitos e um pouco mais caros em capa dura e vários romances em softcover, pocketbooks, a preços acessíveis mas nada que me emocionasse.
Algum Phillip K. Dick.
E então em uma prateleira de ofertas estava lá em esperando:
The Race For The Triple Crown, de Joe Drape.
No alto do livro ainda dizia "Horse, High Stakes & Eternal Hope" em uma daquelas aliterações que os americanos adoram.
Era um livro que fora um defeito no dustcover e uma das pontas da capa, um hardcover, parecia nunca ter sido foleado.
Trata-se de uma edição de 2001. Imediatamente reconheci o cavalo da fotografia na capa, graças a farda Fusao Sekiguchi, e no fundo uma foto de uma das Twin Spires que identificam o pavilhão de Churchill Downs. Aonde é corrido todos anos o Kentucky Derby. O cavalo se tratava obviamente de Fusaichi Pegasus. Campeão do clássico americano em 2000. E a farda de Sekiguchi se tornou reconhecida fora do Japão graças a fabulosa história que envolve a carreira do potro. Superman, como foi apelidado pouco tempó após nascer.
Joe Drape é um articulista do New York Times que se ocupa de escrever principalmente sobre corridas de cavalos. Sempre leio suas matérias as vésperas do Belmont Stakes e já tinha escutado alguma entrevista em algum podcast da ESPN. Digo isto para dizer que o nome do autor me recomendava o livro.
Folheei até a última página em busca do preço e lá estava "28-," e logo abaixo "22,-". Escrito a lápis, no melhor estilo Feira do Livro.
Não tive dúvida, comprei à queima roupa.
Depois passei no estande da França, que dentro do Ano da França no Brasil era o país homenageado ou coisa que o valha. Nada que me agradasse.
Comme d'habitude ignorei os menore livros do mundo e os outros paises cujas as línguas são inacessíveis a minha ignorância.
Depois dei uma volta rápida pelas bancas tradicionais. Não vi nada que me empolgasse a primeira vista. Tinha pressa e fui me embora.
Mas estava satisfeito pois menos havia encontrado o livro que não sabia que estava procurando.
São sempre os melhores.
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Tinho Kessler
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