Cachoeirão dos Rodrigues ameaçado por represa !
PAC tem projeto que afronta a natureza em São José dos Ausentes ! Veja o post ! Se informe !

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

De volta aos H.Q. do TTKOS. Bons dias de praia e duas noites de terror em Tours-sur-mer

Cheguei da mais bela praia do Rio Grande do Sul, boa temporada. Alto consumo de feijão, milho e tomate. Não sou muito do abacaxi. Mas o abacaxi ali da Terra da Areia é o oro...


O carnaval de rua superou todas as expectativas...


Em duas inesquecíveis noites, diversos blocos com carros de som. (Trios elétricos ou com melhor diz a Dona Rosinha. - Trem elétrico). Se reunindo em grande arrastão na Praia Grande. Detalhe, todos os carros de som sintonizados em uma rádio FM. Nada de show ao vivo. Som mecânico de qualidade...


Assim a insônia do pessoal da Praia Grande e arredores foi embalada por Carlinhos Brown, Ivete Sangalo e Claudia Leite. E graças as estratégia de guerrilha dos multiplos carros de som, não havia aonde se esconder.


O MC se puxava. Com ligações ao vivo para o celular para avenida para saber quando os blocos chegariam ao rendez vous. A melhor frase dele foi detectada por Dado Cantalice, do seu camarote no edifício Amigos de Torres :


" Somos todos anjos de uma asa só. Somente juntos podemos voar..."


Quilindo !


É triste ver o território sagrado por onde o Ildo costumava trazer rodadas de chopp ser maculado por consumidores de capeta e crepes no palito.


Em um ato de protesto, comi o clássico "churros" do Vô Gervásio e um copo de caldo de cana...

Leia mais!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Pensamentos



Existe um acordo entre as partes envolvidas, uma que ama, mas que não consegue evitar infligir dor.


Outra que despreza mas eventualmente se deixa seduzir pelo oposto, sabendo da triste consequencia.


Ambos ligados pelo "vício do jogo", prometem humilhar sistematicamente um ao outro.



É a mais saudável das relações destrutivas e pelo menos um dos envolvidos pensa que se trata de esporte e alguns poucos destes elevam à arte.



Apesar da natureza unilateral desta união, ela funciona harmoniosamente dia após dia.


Talvez, porque uma das partes é um ser humano da nobre estirpe dos que pescam por esporte. Mas, principalmente, porque o outro é um peixe.



Os pescadores pensam em pescar a cada momento em que não estão pescando. Se organizam individualmente e em grupo e pensam em materiais e técnicas para enganar peixes.


Pensam em peixes para enganar e pensam em como usar estes materiais e técnicas para enganar peixes.


Pensam em pescar até quando não estão pensando. Em sonhos, onde pensam estar pescando.


Os peixes por sua vez, não pensam.


Os peixes se deixam levar por fome, ódio e por pura inôcencia que são instintos seus, uma vez que não pensam.


Eles não sabem o que fazem.


Deve existir então algo maior que o pensamento que os dirige as iscas, de encontro ao sacríficio.


Talvez sejam marionetes controlados por um ser superior. O pescador, que pensa, acha que é ele. E, divinamente, perdoa e devolve as águas o peixe. E devido ao muco dos peixes, lava suas mãos.


Sem saber, que por ser pescador, faz tudo isso sem pensar.



Outro daqueles textos do Jornal da Arpia. Com uma correção aqui ou ali, para a pontuação ficar "menos pior". Infelizmente, de lá para cá, o pouco que sabia sobre as regras de nossa lingua, esqueci. Então é possível que tenha ficado "mais pior"

Leia mais!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Atado de fly - Muito mais que um passatempo.

Começa com um conjunto para fly.


Precisamos de moscas, compramos uma dúzia não sabendo se são suficientes.


Quando começamos a pescar descobrimos, são poucas. Enrosco, um "cast" ruim ou o peixão que escapou.


E as que voltam aos poucos se gastam.


São sempre poucas e sempre queremos mais.


A não ser que o seu problema com dinheiro seja armazenamento, o atado é a saida.


As moscas que precisamos para pescaria do fim de semana em algumas horas de um passatempo viciante.


No inicio é dificil. Uma hora para fazer a mosca que no livro diz: "..em aprox. 15 min."


Sim, voce já tem um livro, no fim de semana vai comprar uma ave e jogar fora sua carne, conhece todos os armarinhos da Sr. dos Passos e pelou um animal morto na estrada.


E o pior, acha que tudo isso é normal!


O resultado difere tanto do desejado, que você pensa que é macho demais para tanta frescura, e portanto nunca vai conseguir.


Mas como não chegamos a este ponto por falta de paciência ou excesso de sanidade mental, seguimos...


Até o ponto em que já pegamos tantos peixes com iscas feitas por nós, que atar moscas faz parte de todo o processo.


É uma questão de principios, algo que nos faz melhores pescadores.


Conhecemos a intimidade de insetos que não sabíamos que existiam e o comportamento de peixes que, talvez, um dia, iremos pescar.


Chega o dia em que olhamos a mosca na morsa e a admiramos como a um troféu.


O peixe luta com ela na boca como lutamos para nos aperfeiçoarmos na arte de enganá-lo.


Guardamos a isca na caixa com a mesma satisfação com que devolvemos um peixe a água.


Toda vez que eludimos uma criatura com milhões de anos de experiência no ramo com os nossos sempre limitados conhecimentos, neste momento, o passatempo talvez seja arte.



Este é mais um daqueles textos que escrevi pro jornalzinho da ARPIA. Muito enxutos, ou melhor dizendo, enxugados porque o espaço era mínimo.


Como eu disse antes existe uma certa ingenuidade na tentativa de escrever "bonito", ao contrário de ser mais comico no textos mais atuais. E ás vezes, até saia um bom texto mas a "veia poética" é meio constragida.


Em especial, este texto que trata de atado (fly tying) , porque na época era uma coisa bem mais exótica. Hoje em dia ainda que seja uma coisa de uma tribo meio reclusa é algo conhecido. Mas como o público alvo era de pescadores da ARPIA, ou eles sabiam do que se tratava ou eles poderiam me contatar para saber o que eu falava.


Então agora, Para quem não sabe o atado de mosca consiste em prender um anzol em uma morsa e adornar com penas, pelos, linhas e materias sintéticos.


E como o material é dificil de conseguir a não ser com um que outro cara que importa caro ou em lojas especializadas no exterior e era muito mais dez anos atrás.


Eu realmente era cliente da Casa Gassen ( penas de pavão e faisão), ainda tenho o couro de galo que o Caco secou para mim e quando eu pelei o graxaim morto na beira da estrada em Palmares do Sul ( os cabelos são excelentes para downwings e rabos de insetos) O meu primo Dr. Tony Boy, aplicou os seus conhecimentos médicos e me diagnosticou como anósmico . Devo dizer que eu estava tão feliz em conseguir material de atado que eu realmente não sentia o cheiro do animal putrefato.


Hoje, tenho ums cinco ou seis livros e ja faço isto a tanto tempo que a catarse foi substituida pela rotina. Mas devo confessar que sucesso do Goddard's Suspender Midge Pupa no Chimehuin e no Malleo me fizeram sentir como quando eu tava começando. Sempre tem algo novo para se descobrir, então este texto ainda é atual.

Leia mais!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Sem Mr. Tony nesta temporada

Já sabia fazia algum tempo. Um dos meus podcast preferidos acabou, por enquanto, uma que o Tony Kornheiser não vai voltar para o seu programa matinal de radio.


Ainda que de razoável sucesso, que como se pode ver, consegue alcançar uma auidÊncia bem maior que o escopo de sua radio em Washington, . Devido principalmente ao seu contrato com a ESPN e o desaparecimento da rádio do Washington Post aonde ele transmitiu o show nas últimas temporadas. Apesar de ancorada no W.P. não era um empredimento bem sucedido. Virou 3WT. mudou a programação e não deu certo de mesmo modo. Não existe mais.


Resolvi falar sobre esta assunto totalmente off-topic porque nestas sequências de casualidades, que a Teoria do Caos tenta formalizar, que no fim das contas rotulamos como vida, eu tinha que ir ao supermercado.


Vamos lá...


Como eu tinha que ir ao supermercado, eu resolvi carregar o meu iPod com um podcast para ouvir enquanto fazia as compras.A única novidade era Deuceplays. Show sobre poquer, apresentado por Bart Hansen que saiu do Pokerroad.com e se mudou para Deucescracked..com.


Como o meu desktop está com o hd cheio resolvi tranferir a minha library pro meu notebook. No note esta as minhas novas assinaturas de podcasts e os podcasts que eu resolvi manter em aequivo ficarão no computador velho. Alguns não transmitem mais. Como o Tony Kornheiser Show.


Como uns meses atrás a minha library no desktop apagou. Tive que buscar um backup antigo que de tão velho acabou baixando de novo o último programa da temporada passada do TKS. Sei lá porque, não apaguei.


Na última vez que eu sincronizei no desktop, carregou o show.


MaS agora eu havia sincronizado com a nova library do notebook !


Chego no supermercado.


O Nacional da Lucas que acho que não da mais para ir porque os dois carrinhos não coneseguem passar lado a lado nos corredores. Piorou muito depois que o Wal Mart adquiriu.


Além do mais a maioria das pessoas realmente não são capazes coladborar na sociedade e ocupam mais espaço ainda e não a mínima se exustem outras pessoas querendo passar .


Mas isto é ourra história, falei porque me irrito. Então é melhor abandonar o Nacional da Lucas.


Mas hoje fui fazer as minhas compras, possivelmente pela última vez, lá.


Pego o iPod, procuro nos podcasts, e não estão lá as novas assinaturas.


Só podcasts velhos. Não entendi o que aconteceu.


Tenho que verificar a configuração no iTunes pois o resto tudo sincronizou direito.


Então só me restava dançar o tango argentino.


Mas ao invés de botar o meu playlist matador da Fernandéz Fierro ( El Chino Laborde es un monstruo ! Un monstruo, lo digo !) fui no podcasts do TK.


Estava com saudades !


Ouço diaramemte o podcast do PTI, show de Mr. Tony e Michael Wilboun da ESPN americana. TK teve na sexta passada um dos seus engraçadíssímos surtos reclamatórios porque botaram tv a cabo digital na sua casa e ele não sabe mais o número dos canais.


Tipo da maluquice que ele fazia sempre no seu talk show, então resolvi ir de TKS. Ás vezes o tonycentrismo era demasiado. Mas era o show dele. Se não gostasse, azar o teu.


Mas como já disse aqui antes, os contatos de Mr. Tony e sua popularidade graças ao sucesso na tv, fazia do show dele ponto de encontro dos melhores colunistas do Post.


O episódio que ouvi no super acabou sendo o último. Era muito bom.


O irônico era que ela ficava dizendo que ele iria voltar...


E no caos que que é a vida deste cidadão comum que escreve posts por vezes aboslutamente sem pé nem cabeça em um blog que muita pouca gente lê, o Tony Kornheiser Show vai fazer falta.




( Mas estes poucos leitores são bravos heróis que admiro, em especial por sua paciência, e amo. Já que conheço quase todos, são uma dúzia. Os leitores eventuais que me perdoem pois não os amo tanto assim.).

Leia mais!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Aeroporto de mosquito

Calvíce....


Aprendi na escola que se trata de uma característica genética que vem de pai para filho. E que com o passar dos anos a minha cabeça outrora adornada de madeixas douradas se tornaria um reluzente pedaço de couro.


Seria inevitável. Apesar do pilomax e as novas soluções médicas que existem hoje em dia que desaceleram o processo, mas que possuem algums contra indicações. Que alegremente dispenso. Talvez um dia a ciência resolva melhor o problema.


Por enquanto, me conformo com os cabelos que se vão.


Deveria acrescentar que no sorteio dos genes, fui agraciado com belos cabelos grisalhos que habitam a metade inferior do meu couro cabeludo. Se bem que, na área aonde estou careca o tal couro não deveria ser assim chamado.


Ah ! E se os ensinamentos da Professora Bactéria estiverem certos, eventualmente cabelos brotarão nos meus ouvidos também. Se juntado ao universo piloso que hoje recobrem meu peito, barriga, costas e glúteos.


Cabelos por todos os lados menos no topo da minha cabeça.


Assim é a vida e eu me conformo com isto.


Não vou usar peruca e usar chapéu esta na moda. E é um acessório necessário porque o desmatamento leva a desertificação ( não das idéias, por sorte). E como todos os desertos, o sol queima muito e a noite faz muito frio.


Mesmo assim...Eu não estava preparado para o que me aconteceu ontem.


Chegando em casa entrei no elevador do prédio. Apertei o botão do meu andar e senti uma coceira na cabeça, na zona dos territórios conquistados pela testa.


Me virei para o espelho e lá estava. Um mosquito.!


Fiquei transtornado.


Tomado de raiva, matei o o mosquito com um golpe brusco.


Quase tive uma concussão.


E ele ficou achatado, impresso na minha cabeça.


Deveria ter tirado uma foto para comprovar estaa história mas ainda tomado de cólera aquileana, eu arremessei o díptero para longe de mim.


Tentei tirar uma foto do caroço na minha cabeça, por que aparentemente alergia também veio no pacotão do meu ADN, mas não é visível o suficiente.


Dentre todos os eufemismos depreciativos aos cidadãos portadores de calv.e, o pior de todos. Me tornei de fato, uma coisa que imaginava ser pura abstração, um Aeroporto de Mosquito.


Agora só me resta usar bloqueador solar com repelente de insetos...

Leia mais!

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Dubai Winter Meeting

O primeiro sinal que o ano está começando para valer no turfe internacional é a abertura da temporada de inverno do Dubai .no magnífico hipodromo de Nad Al Sheba


As quintas feiras passam a ficar muito interessantes para os amantes do turfe. E culmina com a Dubai World Cup no fim de Março.


Os bons prêmios das corridas e as possibilidades de desfilar um prospecto na frente de um mercado comprador ativo atrai animais de boa qualidade dos quatro cantos do planeta.


O mercado do PSI, acompanhando a crise econômica mundial despencou e talvez a última esperança sejam os profundos bolsos dos xeques dos Emirados Árabes.


Começa nesta quinta com Happy Boy tentando defender seu título do primeiro round do Maktoum Challenge. O que me parece improvável dada as últimas carreiras dele. Talvez, em uma turma amigável, Glória de Campeão consiga desencabular.


Bem dizer, as carreiras dos winter meeting não costumam ser excepcionais. Salvo uma outra grata surpresa, como Cocoa Beach ano passado. O "tote" internacional que apregoa as apostas nem sempre oferece bons negócios. Em especial, devido ao domínio das "espadas" da Godolphin que jogam em casa.


Mas o investidor esperto pode fugir da crise de confiança nos mercados e buscar alguns overlays óbvios que parecem se repetir no winter meeting:


-Animais de quatro anos do hemisfério sul correndo contra animais de três anos do hemisfério norte na divisão derby e oaks. As regras do Dubai ´permitem que isto ocorra para fazer o ajuste da idade dos animais de diferentes hemisférios. Neste quesito é sempre manter o olho vivo nos sulafricanos treinados por Mike de Kock, nos brasileiros que vão tentar uma tacada e nos potros caros adquiridos pela Godolphin.


-Ficar de olho na pedra. Pois de onde menos de espera sai um bom negócio. Ano passado, no round 2 do Maktoum Challenge, vencido pelo franco favorito Jalil, Glória de Campeão, vindo de dois segundos em turma semelhante, pagou um placê gordo. Sendo que corriam 11 animais e o placê pagava até terceiro colocado. Vi na pedra sulafricana ,que mostra os rateios de placê, e fiz excelente negócio.


Outra dica é acompanhar os podcasts da Will Hill radio. O expert deles, Dave Comptom, acompanha as carreiras in loco e conhece bem os bichos ingleses que vão arriscar a sorte no Dubai. Ele ás vezes deixa escapar os sulamericanos mas tem dicas valiosas. Devo lembrar que ele indicou Jay Peg no Duty Free do ano passado.Pareo em que ele bateu Darjina, Archipenko, Vodka e Fisceal Beo e pagou uma baba !


Hmmm. Acho que amanhã e as próximas quintas, os escritórios do TTKOS serão transferidos para sua sede de verão no Turff....

Leia mais!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Recuerdos do Chimehuin... (parte 1)

Então após dois dias de pesca no Chimehuin era chegada a hora de voltarmos ao Malleo.


Rio de predileção da maioria dos mosqueiros da região norte da Patagônia.


O Gregório estava especialmente empolgado pois lá seria um pesqueiro mais adequado ao seu novo "veneno".


As midges.


Midges, são dípteros da familia Chironomidae, buzzers para os britânicos. São popularmente conhecidos como mosquitos que não mordem. São abundantes em rios que costumam ser habitados por trutas. Em certas épocas do ano, ou são tão abundantes ou são a única opção de alimento para os peixes, fazendo delas uma excelente opção de isca.


O problema é que as midges costumam ser diminutas em seu tamanho, e por isso este nome....


Necessitando um equipamento especializado, paciência tanto para pescar quanto para amarrar e muita técnica. E apesar de seu volume infinitesimal, é possível pegar trutas de tamanho bem apreciável. Este era o desafio e o prazer que o Lê estava procurando.


Como os rios andavam muito baixos e em especial o caudal do Malleo estava diminuto, por sugestão de Doctor Kroef, iríamos a Confluência. Aonde o Malleo se encontra com o Aluminé.


O bom rapaz Beto Saldanha, que possuem raizes no Malleo desde o tempo em que a Pousada San Huberto cobrava menos de 40 dólares de diária. E ele pode provar pois possue até hoje a correspondência que recebeu dos Olsen com a tabela de preços.


Hoje acredito que supere os 350 ( nem me preocupo com valor exato, pois, infelizmente, a famosa Hosteria não faz parte dos meus planos de pesca).


O preço sai por conta de um saudável trecho do rio que só é acessível por seus clientes e boa caça de cervos e javalis, o que costuma atrair muito gringo com euros e dólares.


Mr. Saldanha achou a Confluência uma ótima idéia pois poderia testar suas varas em bambu de alta potência.


Dr. Renato Cassol, tinha sido apresentado à pesca com mosca a dois dias parecia estar pescado depois de um belo dia de pesca no Manzano. Desde que passássemos no supermercado para pegar uns vinhozinhos para a parada intelectual de cada dia, podia ser em qualquer lugar.


Eu estava um pouco frustrado.


Apanhei no Manzano. Pouco peixe e pequenos.


A certa altura eu estava com agua próximo do peito, claro sinal de desespero, arremessando contra as árvores que ficam junto ao paredão. No poção. Parede acima, deviam estar passando eventuais carros na frente do memorial improvisado ao Gauchito Gil. Não me lembro de ouvir outra coisa senão os sons do rio ecoando pelo paredão mas em meus pensamentos quisera eu poder agradar o santo popular para me ajudar naquela hora.


Talvez por representado por um lenço colorado, El Gauchito não me ajudou. Ao contrário.


Talvez tivesse sido a hora de ter apelado para a Beata Laura Vicuña.


Aflito com o correr da horas e o fim do dia que se aproximava, fiz o que um flyfisherman desesperado faz, se até as wolly buggers lhe falham.


Meti uma royal wullf . Planejava dar tiros a esmo e torcer para ser salvo pela sorte.


Em um dado arremesso, a mosca derivava rio abaixo e uma bela truta marrom saltou em uma ataque espetacular.


Eu reagi mas a linha partiu. Podia estar gasta ou nó podia estar mal dado.


Relatei o acontecido aos amigos.


O Lê não parecia acreditar muito. Tinha boas razões.


Não me conhecia direito,eu poderia ser um daqueles pescadores galhofeiros que não obtendo sucesso na pescaria inventava acontecimentos munchausenianos. Ele estava pescando com iscas muito pequenas e com sucesso. E trutas marrons,ao contrário das arco-íris, não são dadas a estes arroubos festivos de saltar.


O meu descrédito era mais sal na ferida.


E de nada adiantaria eu jurar que a truta saltou, vinda de baixo da mosca, e se virou no ar para reentrar na agua. Se fosse um desenho do Tom & Jerry , com a linha já arrebentada, ela iria parar em pleno ar e sorrir e piscar para mim enquanto ia se embora, com uma das minhas últimas royal wullfs boa.


Então, a Confluência do Malleo representava a chance de redenção.

Leia mais!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Enquanto isso em Paris....

A vingança de Louis Phillippe...


Ainda que os pessoal que de Cruz Alta e da vorta da Lagoa do Casamento duvide...O nosso emissário francês contra ataca com um legítimo Agneu Pré-Salé.


Um "ombro" assado no forno....


100_7920.JPG


Mas o grande trunfo do gourmand franco-brasileiro é sua adega milhonária...


Para "la piéce de resistànce".


100_7917.JPG


O grand cru Prieuré-Lichine e o Rothschild que o orçamento permitiu...

Leia mais!

Acostuma-te a lama que te espera...

DSC00718.JPG


Leitãozinho no rolete... A tradição, a engenhosidade de Pedro Nessi para que entremos o ano bem alimentados e fuçando para frente.....

Leia mais!

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Recuerdos do Chimehuin - Prólogo

É tarde da noite e não consigo dormir. Entre um episódio de IBS, o calor da noite e o zunido da tevê que passa o jogo da NFL ( Carolina x Tampa Bay).


Fecho os olhos mas o sono não vem...


As idéias passam a a circular por minhas memórias como fantasmas nesta grande mansão abandonada que é a minha mente.normal_Tinho.jpg


O Pescador Sem Rosto, meditando depois do vinho.


A busca do sentido da vida começa nas barrancas do Chimehuin...


Algumas dessas assombrações são as lembranças da minha ida recente à Patagônia ( e lá já se vão sete meses). E de um problema que vem me incomodando. Como as boas histórias que lá aconteceram, não conseguiram se transformar nos causos que eu gosto e, às vezes, preciso contar.


Logo que voltei resolvi que iria "passar para o papel" em ordem cronológica. Isto se tornou um obstáculo porque os fatos mais interessantes não chegam em ordem de chegada.


Estes "melhores momentos" acabam ganhando certa dileção na memória e acabam tendo tratamento preferencial na fila. Como uma gestante ou um idoso que vai ao banco.


Talvez a melhor analogia envolva uma mulher muito bonita que recebe tratamento preferencial por sua aparência.


Na minha tentativa de gerenciar esta fila eu usei um approach pouco profissional e resolvi deixar de lado certos fatos menos interessantes.


Descobri que ainda algo talvez chato ou constrangedor pode ter importância para a seqüência dos fatos. Como nas aulas de história do Prof. Pontello. Devemos buscar as causa e a conseqüências para que entender como as coisa aconteceram.


Entendendo os porquês, talvez eu me capacite a contar os tais causos.


Assim, revisitando um dia frustrante de pesca na confluência do Malleo com o Aluminé, eu acabei sendo visitado por fantasmas de uma outra tarde de pesca pouco agradável. Lá em 2001, no Ñorquinco. E só então eu consegui achar o fio de meada. Descobri a solução da equação.


E agora estou escrevendo....Tem aquele probleminha descrito por Gierach. Ás vezes, o pescador/escritor acha que a história é extremamente relevante. Até tentar contar esta história e descobrir que era tão somente pesca.


Mas com sorte podemos almejar um pouco de Norman Maclean que disse* : "a storyteller's belief that at times life takes on the shape of art and that the remembered remnants of these moments are largely what we come to mean by life".


* Em Young Men and Fire : livro em que relata o destino fatal de 13 bombeiros que atuaram no incêndio florestal de 1949 em Mann Gulch, Montana. Deixei em inglês pela eloquência de Maclean na lingua inglesa e pela minha falta de eloquência na língua portuguesa.


Nunca li este livro. Tirei a citação da crítica ao livro "The Norman MacLean Reader" do Los Angeles Times.




Mas para deixar as coisas ás claras : " a crença do contador de histórias que às vezes a vida toma forma de arte e as reminescências destes momentos são em sua mairoia o que nós viemos a entender por vida."

Leia mais!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Kauto superStar ou...

.. E agora para defender os direitos e deveres dos cidadãos decentes surge... Kauto Star.

Mesmo que seja familiarizado com o turfe europeu talvez não saiba quem é Kauto Star.
Pois este cavalo castanho, castrado de 8 anos por Village Star (FR) em Kauto Relka (FR) (Port Etienne (FR)) nascido na França é um superstar das carreiras de steeplechase.
Na verdade, ele é um héroi do povo, e mais uma vez na hora em que as pessoas mais precisavam dele,surgiu como um super-herói passando pelos obstáculos com incrível obstinação ( a não ser o último).
Kauto Star, se recuperou de dois fracassos e em pleno Boxing Day duplicou o Natal de seus fanáticos seguidores, vencendo o King George VI ( grI) pela terceira vez consecutiva e igualando o feito de ninguém menos que Desert Orchid, Dessie para os intímos.

K.S. perdeu em abril, na condição de favorito, a sua chance de bisar a Cheltenham Gold Cup, prova magna do Chase britânico, para o seu companheiro de estábulo, o não menos heróiíco, Denman e depois em fim de temporada perdeu mais uma vez como favorito e foi descansar para um nova temporada de inverno.
Alías, desde que foi adquirido na França e posto nas mãos do gênio da corridas de obstáculos, o treinador Paul Nicholls, correu sempre na condição de favorito, e quando digo perdeu, quero dizer entrou ou segundo lugar ou não completou a corrida.
E o mais incrível que Nicholls se interessou pelo cavalo ao ver as suas atuações em Autueil pela televisão aonde obteve somente uma vitória.

Voltou muito bem nesta temporada enquanto Denman tinha sua carreira posta em cheque devido a um problema cardíaco. Ainda não voltou mas deve defender a coroa em Chelteham. Força, Denman!

K.S. voltou em novembro sem decepcionar e pagando 2/5 confirmou a fé dos súditos da Rainha Elizabeth e azedou o dia das casa de apostas. Mas na corrida seguinte, outra vez recebendo o apoio maciço dos "punters", teve problemas na última cerca e derrubou o seu jóquei S. Thomas.
Talvez por sentir a falta de cavaleiro habitual, Ruby Walsh.
Foi um dia de festa para as casa de apostas.

Boxing Day é um dos feriados mais populares no Commonwealth. Por tradição, o dia de Santo Estevão, o primeiro posterior ao Natal é quando as "caixinhas" dos funcionários do comércio são abertas e as contribuições dos clientes são divididas. A grande leva de "liquidez" no mercado acabou gerando um dia com muitas liquidações e ofertas e o dia acabou virando feriado.
A Premier League tem rodada e as pessoas podem aproveitar o feriado para ir ver seu time do coração..
Outra coisa que pode ser, tradicionalmente, feita com o dinheiro do boxing day é investir nos cavalos.
É um dos dias mais movimentados para os apreciadores do Chase.

O programa de Kempton oferecia três provas de grupo 1 e o ponto alto era o King George.

Devido a sua exitação na última saída, Kautos Star foi "catapultado" a um favoritismo forte de 11/10 ( ao invés do habitual favoritismo absurdo) pelos bookmakers. Os vilões da história que esperavam lucrar mais uma vez lucrar com o fracasso do héroi e tirar o dinheiro dos cidadãos decentes. Mas foram tomados da excessiva auto-confiança como em todo suspense e aumentaram um pouco o retorno nas apostas em K.S. para atrair mais jogo.
Os cidadões oprimidos que mais uma vez depositaram fortemente suas esperanças e caixinhas nos cascos de Kauto Star, que voltaria levar Ruby Walsh.
E as libras chegaram na escala de centenas de milhares pa
ra Kauto Star de longe o aposta mais popualr do dia.

Faltando quatro ou cinco obstáculos, Kauto Star os trespassava como se estes não existissem. Primeiro descontou e depois abriu vantagem na carreira justamente pela sua qualidade "superequina" de transpôr grandes cercas em um só pulo.

E para adicionar o drama que todas as histórias deest gênero possuem, quando a carreira estava dominada e a as pessoas nas tribunas já cantavam os feitos de seu herói e se preparavam para ir para os guichês e se vingar dos bookmakers...
Kauto Star se atrapalhou no último pulo.
Por uma fração de segundo, o coração de milhões de pessoas parou...
Mas com sua categoria habitual, Kauto Star se aprumou e Ruby Walsh se postou novamente sobre a sela.
O herói vencera de novo.
Kauto Star sob forte aclamação das tribunas, mais uma vez, salvara o dia !





O video não está grande coisas, quando pintar um melhor eu ponho...
Mass de qualquer modo é emocionante.

Desde foi para os estábulos de Nicholls, Kauto Star acumulou de 13 vitórias e mais de um milhão e cem mil libras. Igualando um dos feitos de Dessie, Kauto Star se posiciona firme no "panteão dos heróis" do turfe.
Será necessário outro gigante para vencê-lo na próxima Gold Cup.
Talvez Denman se recupere e repita o feito.
Talvez o jovem pupilo de Nicholls, Master Minded ( vencedor de duas provas de gr.I e top rated chaser do Racing Post deste ano ) ou talvez seu arquiinimigo Voy Por Ustedes ( apesar de ter sido humilhado por K.S. no King George).

Mais um épico nos espera em Cheltenham....


Powered by Qumana

Leia mais!

sábado, 20 de dezembro de 2008

Louis Phillippe fora de controle...


Nosso correspodente Louis Phillippe está fora de controle.


Além de ter arrebentado com a verba de representação, diárias e o sálario do TTKOS em algumas "piéges a touristes" bordalesas.


Nosso correspondente do que costuma dar muito trabalho para o nosso laboratório fotográfico aonde por vezes pode se ouvir ecos da sabedoria do falecido Edgard Planella dizendo os seus dez ou onze palavrões preferidos.





O mapa não está muito legível mas dá para dar um idéia da complexidade da coisa.


Encantado com os "vignobles", grand crus e chatôs, L.P. se acometeu de "name dropping fever" e um uma clara demostração que não sabia do que estavam falando os seus anfitriôes em Bordeaux enquanto alegremente comprometia o patrimônio familiar em nome de sua recém iniciada adega.


Mais uma vez a redação do TTKOS, faz o serviço sujo e vai ajudar L.P. entender o que ele escreveu.


Vignobles, imagino que ele saiba esta, são as vinhas ou como dizem no Vale do Vinhedo, o "pareiral".


Grand Cru...


Hmmm. Aqui é que a coisa fica interessante.


Literalmente ou quase, grand cru que dizer "excelente crescimento". Cru vem do verbo croître, crescer e o grand é grande mesmo mas adjetivando a qualidade e não o tamanho e quantidade. Afirmo isso, porque o "stress", outro termo muito usado do dicionário pedante do enófilo enrolador, proporcionado por solo e clima bastante rudes,e fazem que as tais vignobles não produzam quantidade ( não tem "quilo", como as boas uvas de nossa serra) mas em seus poucos frutos concentram as qualidades ee geram estes vinhos maravilhosos.


A expressão grand cru meio que confundida com grande qualidade é uma classifcação do vinho especificamente produzido por um vinhedo específico, basicamente seu "terroir" ( outra do tal dicíonário). Começou em 1855, quando da Exposição Universal de Paris, o imperador Napoleão III que queria uma classificação que qualificasse o valor e a categoria dos vinhos de Bordeaux.


Assim, a golpe de pena, criou-se um "ranking oficial" classificando a produção de cada chateau pela qualidade de seus vinhos, algo que está relacionado com o terreno da aonde são retirado as uvas. E não por quem faz o vinho ( já que um chateu pode trocar de propietário e a mão de quem faz pode gerar vinhos de diferente qualidade ou da qualidade da safra.


A classificação de 1855, dividia em ordem decrescente de grandeza em cinco faixas de qualidade notável : premier crus, seconds ou deuxièmes crus, troísième...


A exceção do Chateau Haut-Brion de Graves todos os vinhos são do Médoc. Para os vinhos doces brancos de Sauternes e Barsac foi feita uma classificação diferente ( Premier Cru Supérieur, premiers cru e deuxème crus).


Depois vieram classificações de AOC para os vinhas da Alsácia e da Borgonha.


Outro fato notável derivado da histórinha de L.P. é a biografia de Alexis Lichine.


Lichine, fugiu do comunismo para os Estados Unidos e se tornou um dos personagens mais importantes da história moderna do vinho. Primeiro gerente de vendas de Framk Schoonmaker, importante importador e comerciante de vinhos e autor famoso nos Estados Unidos nos anos após a Lei Seca. Em associação com Schoonmaker, convenceu os produtores americanos a qualificar seus vinhos não por um nome genérico apropiado das apellations francesas( borgonha, chablis) mas pelo nome de seu varietal (cabernet sauvigon, merlot , etc...) o que gerou um grande aumento nas vendas dos vinhos americano e prática comum até hoje em todo mundo.


Mais tarde se radicou na França para botar mão a obra adquirindo o Chateau Le Prieurie (um quatrième cru em 1855) e sócio e gerente do Chateau Lascombes ( Second Cru ).


Lichine que também se notabilizou como autor de obras foi um grande crítico de algumas das inadequações da classificação oficial ( que agrega grande valor as garrafas dos vinho que podem ostentá-las) e não sendo capaz de mudar a classificação ele própio lançou sua própia classificação. Classificando os vinhos tintos de Bordeaux (Haut-Medóc, Pomerol, Saint-Émilion, Graves) em ordem decrescente de magnificência, Crus : Hors Classe, Exceptionnels, Grand Crus, Supérieurs e Bons Crus.


Nos Hors Classe nenhuma mudança a classificação de 1855 mas a adição de vinhos do Pomerol e de Saint-Émillion. Lascombes permanceu no segundo time mas o Prieirie-Lichine subiu para a desejável marca de Grand Cru. Em uma atualização de sua lista em 1978, alguns vinhos foram rebaixados.


Como podemos ver a rápida passagem por Bordéus nos levou muito longe e ainda muito há para ser explorado por Louis Phillippe no mundo dos vinhos. Com sorte a jornada o torne mais sábio também.

Leia mais!

Pirata compra Gayego....

Noticia interessante para os turfistas brasileiros no Daily Racing Form.


Gayego, vencedor do Arkansas Derby (us$1milhão, G2, páreo vencido por entre outros, Smarty Jones e Afleet Alex) vai trocar de cocheira lá no sul da california.


Sai dos estábulos do treinador brasileiro Paulo Lobo e vai para as instalações de outro treinador brasileiro, o seu novo propietário, Antônio Carlos Ávila, o Pirata.


Gayego foi um protagonista de um dos "storylines" mais interessantes do Kentucky Derby deste ano. Treinado por um brasileiro e de propiedade de dois exilados cubanos que escaparam do regime de Castro. Conexões interessantes o suficiente para atrair o interesse da imprensa que sempre procura estes "ângulos" para promover o Derby e para encher linguiça nas transmissões da t.v. americana.


Credenciado ao Derby por uma vitória bastante convincente no Arkansas Derby e dono de excelente velocidade inicial típica de seu pedigree ( Gilded Time x Devil's Lake por Lost Code). Não conseguiu repetir o sucesso no caminho da tríplice coroa. Após o Preakness, Lobo deu um descanso para ele e depois de levar uma carreira voltou com tudo e quebrou o recorde da cushion track de Santa Anita com 1:13:37 pros 1300m.


A atuação catapultou Gayego para a elite dos velocistas do circuito do sul da califórnia.


Pirata, comprou para fazer negócio, não vai correr Gayego no Malibu Stakes no fim de semana de abertura de Santa Anita, como indicado anteriormente por Lobo, que provavelmente não o faria também pois parece que Gayego não recuperou totalmente do esforço anterior.


A.C. Ávila ou "Ei Ci AvÍla" como preferem os gringos vai direcionar o potro para o Golden Shaheen, o "velocidade" do Dubai. Aonde os cavalos americanos se dão muito bem.


A noticia mostra um jogada audaz do treinador brasileiro, que já havia comprado Two Step Salsa, terceiro colocado na Breeder's Cup Dirt Mile e depois revendido para a Godolphin, deve ter pago um bom dinheiro por Gayego com vistas em fazer um negócio mais polpudo ainda no Spring Meeting no Dubai.


Em épocas de vacas magras nos negócios e em especial na "indústria" do turfe, o Pirata vai atrás do chavão dos gurus dos negócios dos anos noventa. Aquela história que em chinês o ideograma que representa crise é o mesmo usado para oportunidade.

Leia mais!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Bordeaux - Vinho é coisa séria! ou O Renascimento de Louis Phillippe

Jamais diga que conheces os vinhos e as "vignobles" sem visitar Bordeaux, ou melhor, sem visitar a Aquitaine.


Em 4 dias me encontrei como em um outro mundo. Mundo que nós, pobres mortais, temos muito a aprender para chegar a mínima compreensão dos sabores escondidos em seus “terroir”.


Situada a sudoeste da França a região de Bordeaux nos oferece os Médocs, Haut-Médocs, Pauillacs, Margaux, Premier Côtes de Bordeaux, Saint Emilion, Pomerol, Graves, Pessac-Léognan e Sauternes, para citar as regiões  mais famosas.


É muita coisa para quatro dias e tive que ser seletivo.


A região é linda e ainda tivemos oportunidade de visitar a Bassin d’Arcachon para degustar ostras, ver o oceano Atlântico e as belíssimas Dune du Pilat, um imenso conjunto de dunas a beira-mar.


Não preciso dizer que visitar Saint Emilion era uma obrigação.
Fiz a visita obrigatória, o passeio do trem por entre as vinhas.
A parada no Château de Rochebelle para visitar a cave, degustar e, definitivamente, iniciar a minha cave pessoal. Começar com um Gran Cru Saint Emilion c’est pas male.
Na passagem passei também na Cave Clos de Madeleine onde tive uma atendimento de primeira e degustei os vinhos. Interessante é que a cave produz em Saint-Émilion e também logo em frente cruzando a estrada praticamente o mesmo "terroir" porém e não pode chamar pela "apellation" Saint-Émilion. Neste caso um excelente Bordeaux a poucos metros dos Saint-Émilion.
Em Saint-Émilion
existe uma cidade subterrânea que são as caves.


Na seqüência selecionei Margaux e Graves como duas regiões a visitar.


Em Margaux, cai de amores pela cave Preurié-Lichine (classé 4éme Grand Cru em 1855).
Seus 45 hectares com vinhas com média de 25 anos nos proporcionam, além de vinhos excepcionais,  uma história muito interessante.


Nos anos 50 foi comprada por um russo (Lichine). M.  Lichine se tornou um dos papas do vinho e em 1980 escreveu "Encyclopédie des Vins et des Alcools (de tous le pays)".
Seu filho Sasha não herdou a mesma paixão pelo vinho e vendeu em 1999 a família Ballande. Hoje os vinhos são rigorosamente  controlados pelo enólogo Michel  Rolland.


Em seguida, parti em direção norte direção Pauillac, onde tinha encontro marcado com o Château Mouton R
Rothschild.


Em seguida, parti em direção norte direção Pauillac, onde tinha encontro marcado com o Château Mouton Rothschild.


Uma cave subterrânea, um museu do vinho e uma história de família e paixão pelo vinho.


Philippe de Rothschild assumiu o Chateau Mouton de Rothschild com 20 anos em 1922, na época um playboy, que chegou a participar do Grand Premio de Mônaco em 1929 e que viria a dedicar sua vida aos vinhos. Revolucionário em  1924 começa engarrafar toda a produção au Château. Em 1932 lança o Mouton Cadeaut. A partir de 1945 um artista era escolhido para criar o rótulo de seus vinhos. Artistas como Jean Cocteau, Salvador Dali, Joan Miró, Marc Chagall e Andy Warhol emprestaram sua arte as garrafas do Baron de Rothschild. Dois dos mais famosos rótulos foram os de 1973 e 1993. Em 1973, o Baron pediu a família de Picasso, recém falecido, para colocar o famoso quadro Bacchanale no rótulo daquele ano. O rótulo de 1993, que mostra uma mulher nua, tem uma história interessante. Todas as garrafas exportadas aos Estados Unidos foram devolvidas por serem consideradas impróprias e um rótulo especial foi criado para os americanos.


Hoje com vinhos na Califórnia e no Chile (em sociedade com Concha y Toro) no Valle de Maipo.


http://www.bpdr.com/fr/default.asp


O Barão faleceu aos 86 anos em 1988 e a Baronesa Phillippine de Rothschild passou a conduzir os negócios da família.


Vinhos realmente levados a sério. Degustei com prazer!*


Em Graves comecei por um Chateau mais novo, o Jouvente. Simples e de boa qualidade. Em Graves descobri a apellation Pessac-Leognan e duas caves excepcionais pela qualidade do vinho e pela beleza da cave. Le Chateu Haut-Bailly, que nos afirmou vender toda sua produção anualmente em apenas 30 minutos de leilão. Comprei um 2005 que foi, segundo ele, a melhor safra dos últimos 50 anos.


Outro maravilhosos Pessac Légonan é o Chateau Smith Haut Lafitte.


Como puderam ver falei muito de "terroir" e de "appelation" e pouco da cépage (uvas), pois a cépage aqui não é o mais importante e sim o terroir e a assemblage. Por exemplo os St Emillion são dominantemente Merlot (80%), enquanto que os  Medoc e Haut Medocs podem ter até 60% de Cabernet Sauvignon.


Meus amigos, quatro dias que  me deram uma pequena visão do grande mundo dos vinhos.
É claro que a cada chateau descobres que o vinho daquele terroir é melhor que o anterior e que é o seu paladar que deve definir  a sua escolha.


De qualquer forma um passeio incontornável e inesquecível ( mas felizmente não inenarrável) que ajuda "les amateurs du vin" a  começarem sua cave ...



(continua).
* Nota do Redator : Devido a "tuba" na Maison Rothshild e especula-se que Pére Nöel não irá fazer um visita muito "joyeux" para Petit Arthur.


Powered by Qumana


Leia mais!

sábado, 6 de dezembro de 2008

Dia dio Anderson Varejâo



Sexta feira, dia 5 de dezembro, foi o dia  da peruca do Anderson Varejão no jogo do Cleveland Cavaliers.
Uma promoção muito popular e já famosa entre os torcedores dos Cavs, que adoram o jogador brasileiro, quando são distribuídas
perucas  do tipo "rodo mop" para os  torcedores que vão ao ginásio.
Varejão, apesar de costumeiramente  contribuir pouco ofensivamente, desde o ínicio de sua carreira, conquistou a torcida por sua raça e disposição.
Com ele  não tem bola perdida ! Os pontos que sejam marcados por Lebron James.

Mas no dia em que era celebrado, pelo menos no primeira metade do jogo contra o Indiana Pacers, também foi estrela.
Foi perfeito no inicio do jogo, acertando todos os sete arremessos que tentou e marcando 17 pontos, pelo que eu entendi, um ponto a menos que a sua melhor marca (carreira na NBA). E tudo isto na metade do jogo.

Depois esfriou e não marcou mais nenhum ponto, errando as duas tentativas que fez. Mas o pivô lituano  Zydrunas Ilgauskas embalou no segunda metade e também marcou 17 pontos. o armador Mo Williams também marcou 17 pontos e os três acabaram como cestinhas da partida.

Talvez distraído pela torcida vestindo aquelas perucas rídiculas, o super craque  Lebron James acabou com números pífios em relação à sua média, 11 pontos, 11 assistências e 8 rebotes.
Cleveland derrotou Indiana por 97 a 73 e o TTKOS não podia deixar de notar o sucesso  do carismático jogador brasileiro.
Leia mais!