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quinta-feira, 10 de julho de 2008

Le Tour até aqui...ou ainda Capitulo 1 - Equilibrio e Surpresas

Sim, meus amigos mais Volta da França. Mas eu avisei....


Vim escrevendo através dos dias e resolvi postar para não ficar muito longo.


A nova estrutura das etapas da proposta pelos organizadores parece estar funcionando muito bem. Nos primeiros dias já ocorreram várias surpresas e a classificação geral parece ser imprevísivel. para a alegria dos "buquemeques" ingleses.


Sem bônus em tempo nas metas este ano, ou seja,  só vale  o tempo pedalado. O Tour iniciou de forma espetacular.


Escolhendo duas etapas iniciais que terminavam em subida mudando a estrutura dso sprints. Em ambas etapas as fugas foram destroçadas pelo pelotão e as supresas ficaram para o ultimo quilometro.


Alejandro Valverde (equipe Caisse D' Epargne) queria iniciar levando a camisa amarela e venceu a priemeira etapa em um final emocionante com vários ataques e contra ataques no melhor estilo montanha. Valverde mostrou grande poderio físico e levou a etapa.
No segundo dia, em um sprint um pouco mais usual, mas ainda longe do "mass sprint" de pura explosão que favorecem os especialistas.
A etapa foi vencida por um sprinter sim. Quando Thor Hushvold(Credit Agricole), recebeu condução pefeita de um colega e  no timing perfeito, partiu com um foguete  para levar a etapa. Valverde manteve a amarela. E Thomas Voeckler(Bouygues Telecom) foi mais combativo nas metas de escalada e quebrou o empate para tirar pequena  na Pois Rouge. O herói das monthanhas do ano passado , o colombiano Mauricio Soler Hernandez ( Barloword) soffreu uma contusão em uma queda, machucando os pulsos. Queda e lesão fez ele perder muito tempo no geral, aniquilando suas chances de pódio no geral e ameaçando sua chances nas montanhas dependendo da extensão da lesão, até as suas chances de repertir a vitória entre os grimpeurs. Houve também certa chiadeira porque a fuga era protagoniada pro atletas frenceses e a equipe que puxou a atropelada o pelotão foi uma equipe francesa. Mas conterrâneos, conterrâneos, negócios aparte.


A terceira etapa que deveria ser a mais prevísivel, totalmente plana, a ponto de não ter nenhum ponto distribuído para escalada. Aonde se esperava um final que premiasse os sprinters depois de dois dias de subida.
Houve uma fuga de quatro atletas  e se esperava que o pelotão os engolissem. Aí o caldo engrossou.
Os estrategistas do pelotão marcaram rara bobeira e erraram o contra ataque. A chuva. O  vento que  era cruzado em quase todo percurso mas era de popa nos últimos quilometros para ajudar a fuga. E até um protesto contra o governo "Sarko" acabaram segurando o pelotão.
Festa francesa com a vitória de Samuel Dumoulin(Cofidis) e camisa amarela garantida para Roman Feillu , da equipe convidada Agritubel. Fato relevante pois já justificaram sua presença de forma a pagar um pouco o impacto do veto da organização à equipe Astana por seu de terrível histórico de doping. A Astana  correria o Tour como favorita e com atletas de ficha limpa  como atual campeão Alberto Contador (vendedor do Giro de Itália ainda por cima) e do forte atleta americano Levi Leipheimer. Um acidente na parte traseira do pelotão emarannhou Ricardo Ricco(Saunier Duval), nova estrela italiana e principalmente o azarado ciclsitas  russo Dennis Menchov(Rabobank). Que se perderam o pelotão falatndo poucos kms. para a linha de chegada. A esta altura o pelotão estava a milhão por hora tentando de recuperar da bobeada que permitiu a fuga.  Menchov e Ricco tiveram que se valer de seus companheiros para fazer o damage control mas mesmo assim botando força máxima perderam quase quarenta segundos em relação pelotão. Botando em risco a chance de vitória do russo no geral.


A alegria francesa durou pouco pois no quarto dia vinha o primeiro o Contra Relógio. Etapa curta para não dar muita margem muito grande aos especialsitas mas não adiantou. Feillu, talvez pelo esforço do dia anteriror, explodiu . Perdendo muito tempo. Adeus camisa amarela. Foi ótimo enquanto durou.


Era o dia de Fabian Cancellara(CSC) , duas vezes campeão do mundo do CLM botar para quebrar. E apesar de excelente apresentação ele ficou com discrto quinto. Vitória impressionane de Stefan Schumacher(Gerolsteiner) que quebrou o relógio e tirou mais de 12 segundos em relação ao segundo tempo do dia e mais de vinte minutos em relação ao últimio colocado. O australiano Cadel Evans(Silence-Lotto) foi muito bem , superando Cancellara inclusive, e disparou como favorito ao geral se posicionando   em quarto com 21 segs atrás do lider e despencou seu preço na casas de apostas. Menchov se puxou e voltou para lista dos favoritos ao tour e Alexandre Valverde teve um dia miserável concedendo mais de um minuto para  Evans e caindo para 17 na classsificação geral.
Schumacher assumiu Le Maiilot Jeune para a alemanha com o seu dia de super homem.


A quarta etapa novamente a chances de um sprint classico e desta vez o pelotão não iria marcar bobeira. Ou iria. A fuga dos franceses Lilian Jegou (Francoise de Jeux), Florent Brard ( Cofidis) e principalmente do campeão nacional Nicolas Vogondy(Agritubel). Faltando poucos quilômetros parecia que a fuga poderia surpreender o pelotão. Mas aos poucos a dura realidade veio a tona com  Jegou e Brard esmorrecendo. Somente Vongondy, talvez energizado pela torcida que reconhece na cores da bandeira francesa estampando as vestes do ciclista ( os campeões nacionais tem direito a usar uma camisa com as cores de nação e os campeões mundias usam uma camisa com as cores olímpicas, representando todos os continentes) ainda lutou até o fim..
Foi de partir o coração ver Vongondy ter seu dia de glória frustrado pela movimentação das equipes que lideravam o pelotão trazendo seus sprinters para o último ataque. Com timing perfeito a equipe Columbia trouxe o inglês Marc Cavendish, possivelmente o ciclista mais rápido da atualidade, que em um sprint furioso confirmou a expectativa criada em seu potencial. A glória ficou com a jovem estrela britânica. Merecidamente pois não só ele ganhou o seu primeiro etáge em um Tour como segurou sprinters como Oscar Freire em 2o.(Rabobank.), Eric Zabel em 3o(Milram), Thor Hushvod em  4o. e Robbie Hunter da Barloworld em 6o.
Mais um dia de dificuldades  para Alejandro Valverde que sofreu leves escoriações em um queda  e ainda perdeu maos tempo com um pneu furado. Mauricio Soler sucumbiu a fratura do osso da mão e teve que abandornar antes de chegar nas monthans aonde com certeza iria brilhar. è a primeira estrela a se apagar no Tour 2008.


A quinta etapa prometia iniciar as hostilidades na disputa dos escaladores que estava estacionanda depois de três dias  sem pontos disputados. Sylvain Chavanel(Cofidis) protagonizou uma fuga que lhe valeu  a maioria dos pontos nas primeiras metas de montanha. Mas na penúltima, quando o pelotão estava próximo de  esmagar a fuga, o líder da "pois rouge",  Thomas Voeckler que estava no pelotão, atacou para faturar os últimos pontos e se manter empatado em pontos na disputa. Mas no desempate a camisa de lider em escalada passou para Chavanel.
Tudo seria decidido então no ultimo quilometro. E não faltaria emoção. Ao passar por "la fiamme rouge" o pelotão começou a se esticar e iniciou o posicionamento dos atletas que iriam  atacar. No bolo estavam Cadel Evans, o lider do geral Schumacher além de Ricardo Ricco , Denis Menchov e Valverde em dia que eles precisavam mostrar sinais de reação.  Se aproximando da chegada Schumaher caiu, grande comoção dos narradores. Isto lhe causaria  uma perda de 32segs. e deu adeus a camisa amarela.
Em um ataque vigoroso no final a vitória  ficou com Ricco. Festa italiana e a recuperação depois dos problemas do dia anterior.  Atrás a 1 segundo, Valverde  dando sinais de vida mas ainda distante dos outros favoritos.Uma vez que Cadel Evans chegou em segundo. Com os problemas de Schumacher e a quinta colocação a 4 segundos do vencedor do dia, o holandês Kim Kirchem (Columbia)  ficou com le Maiilot Jeune. Cadel Evans ficou em segundo descontou alguns segundos e ficou a seis seg. Schumacher caiu para terceiro.   Menchov e Valverde  ficaram ainda com um buraco da mais de um minuto. E se aproxima os Pirineus.


Os primeiros dias da Volta da França foram de grande drama e emoção e por enquanto nenhum escândalo de doping. Começou bem o maior drama esportivo do ano. Que olimpíadas que nada !


Depois da quinta etapa a coisa ficou assim :


Maillot Jeune.(tempo agregado)


1 041 Kim KIRCHEN THR 24h30'41'' 00''
2 001 Cadel EVANS SIL 24h30'47'' 06''
3 111 Stefan SCHUMACHER GST 24h30'57'' 16''
4 191 Christian VANDEVELDE TSL 24h31'25'' 44''
5 198 David MILLAR TSL 24h31'28'' 47''
6 048 Thomas LÖVKVIST THR 24h31'35'' 54''
7 131 Denis MENCHOV RAB 24h31'44'' 1'03''
8 031 Alejandro VALVERDE GCE 24h31'53'' 1'12''
9 091 Stijn DEVOLDER QST 24h32'02''
10 037 Oscar PEREIRO SIO GCE 24h32'02'' 1'21''


Verde (pontos- sprinters )


1 041 Kim KIRCHEN THR 97
2 081 Thor HUSHOVD C.A 88
3 133 Oscar FREIRE RAB 85
4 151 Erik ZABEL MRM 72
5 031 Alejandro VALVERDE GCE 71
6 058 Robert HUNTER BAR 60
7 001 Cadel EVANS SIL 53
8 043 Mark CAVENDISH THR 51
9 124 Romain FEILLU AGR 49
10 006 Robbie MC EWEN SIL 49


Montanha (pontos)


1 181 Sylvain CHAVANEL COF 27
2 149 Thomas VOECKLER BTL 27
3 171 Riccardo RICCO SDV 20
4 031 Alejandro VALVERDE GCE 18
5 001 Cadel EVANS SIL 16
6 017 Frank SCHLECK CSC 14
7 041 Kim KIRCHEN THR 12
8 122 Freddy BICHOT AGR 12
9 065 Roman KREUZIGER LIQ 10
10 156 Björn SCHRÖDER MRM 9


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terça-feira, 8 de julho de 2008

Guia TTKOS para entedender mais ou menos a Volta da França.

O Tour de France (wikipedia) é uma competição de ciclismo de estrada que percorre qase todo o territótio francês nas suas inumeras etapas. Sempre existem etapas que cruzam as fronteiras indo a Bélgica, Espanha, Andorra, Italia e até Inglaterra pois a rota se altrena todo o ano. A unica coisa certa.é que termina no Champs Eliseés em Paris e que cruzará os Alpes e os  Pireneus.


Este ano serão 21 etapas em 23 dias. Dois dias de descanso. Combinando as lesões causadas por acidentes, o calor e as tortuosas escaladas em estrada de montanhas, é um feito fabuloso "terminar" o percurso. (clique em Leia mais! para a continução do texto)


Ganha a classificação geral o ciclista que combinar o menor tempo agregado no total das etapas. O lider do geral usa uma camisa amarela, Le Maillot Jeune,  quem  chegar em Paris usando ela garante vaga no panteão dos imortais do esporte, quase sempre. Floyd Landis ganhou em 2006 e caiu em desgraça por doping e acabou perdendo o título


São premiados também  as melhores equipes, o  melhor competidor jovem  que leva a  maillot blanc / camisa branca.  O  lider por pontos Le Maillot Vert e os rei das montanhas que fica com a camisa branca com bolas vermelhas "blanc a  pois rouge" ou como os caras mais descolados da Gália costumam chamar.lepoáruge.


Em cada etapa, o ciclista que tem um desempenho destacado com ataques e fugas recebe o prêmio de combatividade. No final do geral é premiado um ciclista como o mais combativo da edição.


A classificação por pontos e de montanha é feita por premiação na ordem de pasagem em metas volantes. Tentando explicar melhor, uma etapa  terá algums metas volantes valendo pontos para a camisa verde. Os primeiros atletas a passarem pela meta levam mais pontos. Metas intermediárias dão poucos pontos para poucas posições. O   jackpot está no final de cada etapa aonde estão a maior parte de pontos. Algumas partes da estrada em que os competidores devem ser subida são qualificadas como montanhas de classe 3 ou 4 vão valer alguns poucos  pontos  mas que podem a ser  importantes no computo geral do prêmios dos escaladores.


As etapas que são predominatemente de escalada possuem montanhas muito mais ingremes clase 2,1 e HC ( hour concours, montanhas que tu toma uma canseira subindo  de carro).  As metas ficam no topo das escaladas e os primeiros a passarem lá levam os pontos para classificação de Pois Rouge. Quanto mais ingreme a escalada maior o número de pontos em disputa. E as etapas que terminam em um Sommet ( no cume da montanha)  vale por dois. Os atletas especialstas em escalada além de preferecialmente leves tem que ter resistência muscular para pedalar  em subida. Nestas etapas tem algumas metas de sprint valendo pontos para a camisa verde.


As etapas descritas acima são aqueles de largada em massa, sai todo mundo junto ao pelotão.


Pelotão ou grupo principal é o grupo que concentra a maior parte dos competidores. Como é impossivel fazer ultrapassagens em certos momentos, quando o primeiro atleta do grupo cruzar  a linha de chegada o seu tempo é consignado a todos os atletas dentro  do pelotão. É necessario um afastamento minimo para haver  diferença de tempo. A distribuição de pontos acontece também para grupos menores que  cruzam em separado.


O tempo do pelotão é importante pois estando os principais competidores dntro dele acabam levando o mesmo tempo. E se  um competidor com chances de levar o tour, em geral um lider de equipe, está em um grupo de fuga pode ocorrer duas coisas as equipes rivais tentar aumentar o ritmo do pelotão para engolir as fugas ou disparar contra-ataques. O primiero caso é mais comum em etapas de sprint. E nos ultimos anos, com gps e computadores, os estartegistas das equipes, que acompanham os ciclistas nos carros e se comunicam com eles,  quase sempre conseguem  botar as equipes ,que querem evitar as fugas, botar seu time na liderença do pelotão aumentando  nos carros das equipes  que contam com mecânicos, bicicletas para troca e lanches rápidos ( power bars e coisa do gênero) e liquidos para distribuir entre os competidores.
( Existem  zonas de alimentação, aonde ficam esperando o pessoal das equipes e os almoços em sacolas. Sacoslas estas que acabam virando disputadas lembranças pelos torcedores que ficam a beira da estrada). 


Basicamente o pelotão é quem governa a prova.  Para descontar tempo o atleta tem que se revoltar com o o governo. Probela mesmo é quando um ciclista tem dificuldades em acompanhar e fica para trás. Sem a proteção do pelotão  a tendência é a perda de grande fatias de tempo.   Se acontece isto com um competidor importante, sempre ele será socorrido por sua equipe.


Existem também as largadas individuais das provas de Contra Relógio. São etapas de time trials. O ciclistas sai sozinho ( acompanhado por um carro da equipe) e tenat fazer o melhor tempo possivel. São as  etapas que juntos as escalas das decidem o  Tour, pois são aonde especialistas podem gerar grande diferença de tempo entre os perseguidores. Os contra relógio individual tem esta caracteristica que não existem companheiros para  ajudar, só o técnico da equipe no carro, narcando o passo e incentivando para o atleta manter o ritmo. É necessário além de grande disciplina deo atleta uma grande habilidade física pois são as etapas mais "rápidas" aonde os atletas tem que manter aceleração máxima possivel e de forma constante durante todo o percurso.
Este ano terão duas etapas de contre la montre neste ano serão mais curtas. Talvez para diminuir o peso destas etapas no tempo geral.


Razão que time trials em equipe não são muito populares, pois equipes grandes conseguem contratar um grupo de especialistas maior e destroçam as equipes pequenas que possuem um lider com chance de chegar no topo total geral mas não orçamento para juntar mais ciclistas muito fortes para ajudar.   Mas de vez em quando rola um Contra Relógio por equipes, acho que na ultima vitória de Armstrong a equipe Discovery destroçou com os adversários dando grande vantagem individual e por equipe para o campeão.
Paar ter um ideia da importância dos Contra Relógio. Miguel Indurain, cinco vezes vencedor do Tour era campeão mundial e olimpício.
Depois de atuação heróica nas montanhas o azarão Michael Rasmunssen viu o suas chances de pódio serem destruídas não conseguindo se adaptar a bicicleta especial de contra relógio em uma etapa cheia de curvas.
Greg Lemond  descontou  50 segs. na ultima etapa de 1989, unico ano que um time trial encerrou o tour.


As provas de contra relógio são meio malas de ver mas os seus efeitos somam muito para o drama  da novela que o Tour.


Aqui vale falar das equipes.
É incrivel como em um esporte que parece ser individual em que o principal prêmio é individual é de fato um mãximo em trabaho em equipe e coloboração.
Além do exemplos já citados do contra relógio em equipes  e quando a uma equipe asssume o ritmo do pelotão.


As equipes fazem a maior parte do jogo estratégico.
Um lider de equipe sempre tem um "escudeiro" , le domestique, um atleta muito bom que se sujeita acompanhar e proteger o lider da equipe ou um colega que esteja buscando um resultado em uma etapa. Ele deve  se sacrificar pelo companheiro pedalando a frente dele,o   protegendo do arrrasto do ar , abrindo  o caminho e marcando o passo para trazer o ciclista mais importante. Esta função é feita por mais de um atleta no decorrer dos dias  e ás vezes por mais de um em determinado dia.. Ás vezes o escudeiro tem que ficar para trás para buscar um lider em dificuldades.
Inesquecivel uma etapa de montanha em que a equipe Discovery com cinco ou seis atletas montou uma locomotiva para  Lance Armstrong e deixou todos os adversários no varal. Inclusive Jans Ulrich, que fora campeão do Tour.


E mais legal ainda é a colaboração entre atletas de equipes diferentes. Em geral, equipes menores ou atletas menos importantes. Ou ainda atletas que tem interresses não excludentes : um quer pontos ou tempo no geral e ououtro quer sucesso na etapa. Estes atletas em grupos pequenos combinam uma fuga e revezam na ponta absorvendo o arrasto aerodinâmico  e se ajudando para que todos mantenham o ritmo.
Esta colaboração pode  ter elementos politicos, quando uma equipe que tem um escalador forte manda um de seus elementos ajudar em  uma fuga com um atleta de uma equipe que tem como ponto forte um sprinter. Essperando a retribuição em etapa de montanha. Um acordo é o modo que as equipes pequenas tem de combater o poder politioc das equipes mais forte.
Se a fuga for bem sucedida, quando chegar  perto da linha de chegada. è cada homem par seu lado e uma  sucessão de ataques e contra ataques. Mas  ás vezes em fugas de dois homens,  reconhecendo que ningúem merece ganhar mais que o outro. Os dois inimigos cruzam lado a lado, sempre gerando  imagens sensacionais.


Este é um texto de um fã e não de um especilista. Aonde eu tentei passar um pouco das razões porque a Volta da França  é um dos maiores shows do esporte.


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segunda-feira, 7 de julho de 2008

Mais dicas para ficar ligado no Tour

Para quem não consegue a Volta da França acompanhar ao vivo...


Os videos da  Espn Brasil com o Everaldo Marques e os comentários do Celso Anderson, fazendo o raio x da etapa.
Um pena que o especial Abre o Jogo que passou antes da primeira etapa não estar no playlist. 
Foi um programa excelente.
Entrei em contato com a ESPN e o própio Everaldo foi gentil em me responder. Não podem botar no ar por razões de direitos de imagem. Uma pena mesmo!


No site oficial do Tour tem os videos de recap também de grande qualidade mas em francês.


Mas os melhores são  os  videos "Le Film de Tour" que passam na TV5 antes de cada etapa.Cheio de imagens de bastidores.  São os vídeos do site do  canal France 4, geradora da imagens. Além do Le Film, tem o resumo da etapa  e videos longos   com o as melhores partes da cobertura.  "O último quilômetro", por exemplo.
Gostaria de entender melhor no entanto. Tô precisando  da ajuda mo meu amigo Arthur.


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sexta-feira, 4 de julho de 2008

A Volta da França vem aí


Vai começar amanhã e nos próximos  dias desde a largada em Brest até a chegada em Paris. O mais absoluto caos se instalará nos escritórios do TTKOS. O ciclismo tomará conta deste espaço....


Além de um dos maiores eventos esportivo do mundo e também o mais viciante reality show da tv mundial.
A novela mais dramática de todas. De tal modo é folhetinesca sua estrutura que além de etapas bem divididas como se em capitulos (vinte e um) , com temas diferentes ( contra relógio, sprint e escalada) e tem prólogo ( uma primeira etapa  curta  em contra relogio costuma ser chamada asssim, ams não vai ter este ano) e até um epilogo, um final triunfal cruzando a cidade luz e encerrando no Champs Elissés ( que em geral não afeta o final da história). Além disso traição e disputas  politicas, bandidos que se dopam e heróis que se superam fisicamente.


Se você não está ligado neste espetáculo está perdendo, era em tempos de Lance Armstrong,  chegou a ser o segundo evento esportivo da tv mundial*.  E algumas etapas  chegam a atrair um assistência de até um milhão de pessoas**.
    *  Não consegui confirmar os dados. A final da Copa do Mundo e a Abertura das Olimpíadas costumam ser os líderes nos anos em que acontecem. O Super Bowl  e os jogos de cricket entre Paquistão e India são outros líderes perenes dos ratings.
    ** Um pouco comos aqueles megashows em Copacabana é bem mais fácil arranjar um milhão de loco quando é de graça e não é um evento confinado ao um estádio. A torcida fica espalhada pela o vários quilômetros da estrada e mais concentrada nos pontos de chegada. Aliás diz que que nada melhor que ficar paras festas de arromba depois da chegada nas etapas de montanha que terminam em "sommet"  em cidades em que em geral são estações de esqui.


A transmissão de TV é um espetáculo a parte, ache um jeito de acompanhar streaming na internet (site ciclingfans sempre disponibiliza os links para galera  acompanhar do escritório) e na televisão a cabo ou na TV5 ( em francês, que eu não entendo mas ás vezes a cobertura das etapas são mais extensas e sempre ao vivo) ou na ESPN international, que tem ótimos comentaristas tanto em português quanto em inglês (no SAP) mas tem transmissões mais curtas, mas sempre a conclusão da etapa. Às vezes há uma colisão de horário com algum outro evento esportivo. Em geral, The Open Championship of Golf.


Muito mais que que só a competição a transmissão de t.v é um verdadeiro máquina publicitáira para a divulagção do turismo na França. Sempre destacando os pontos turisticos, chatôs e as imagens belíssimas das paisagens do interior france. O vale dos rios, os vinhedos, as montanhas...



Mapa do percurso deste ano.


A primeira razão que me fez acompanhar  foi este show de imagens, não entendo chongas em francêes. Depois comecei a torcer por Lance Armstrong e em seguida a secar.  E graças aos comentaristas, passei a entender a complexidade do evento: A estratégia das equipes, a colaboração entre atletas de equipes adversárias, o deusnosacuda das chegadas em sprint e o drama incomparável das etapas alpinas aonde os ciclistas podem mostrar resistência superhumanas ou implodir humilhados, sem conseguir vencer a montanha.


Esta tal superhumanidade dos cicilistas faz parte do drama de um outro modo
O ciclismo no seu mais alto nivel também se consagrou tristemente  como o esporte dos safados.  Aonde se aplicam as mais variadas e avançadas técnicas de doping. Com o escândalos os  últimos anos a imagem dos esporte está abalada e precisa de uma espetacular edição da Volta da França, do surgimento de um novo grande e, em especial, "limpo" campeão.


Mas até este defeito do esporte  fazem parte dos dramas desta novela. Existem  os bandidos e há também até intrigas políticas entre os organizadores do evento ( ASO- Amaury Sports Organization)  e a federação mundial de ciclismo ( UCI - União Internacioanl do Ciclsimo).


A Volta da França começa amanhã coma etapa Brest - Plumelec . Com transmissão iniciando apartir das  9h35min da madrugada na TV5 monde  e ás 10, a primeira hora da manhã. na ESPN. 


O site oficial é o letour.fr. A melhor cobertura online  em inglês é a do Eurosport/Yahoo Sports ( Eurosport é o mega canal de esportes europeu  ) que tem este excelente guia do tipo perguntas e respostas ( em inglês / na falta de equivalente em português pode se ver aqui via Tradutor Google).


Imperdível..



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terça-feira, 1 de julho de 2008

Atualidades esportivas....

Todas noticias meio velhas mas é obrigação do TTKOS pelo menos registrar em ata:




Alexandre Gomes matou a pau e levou o primeiro bracelete de campeão de um evento da World Series of Poker.
Jogou um bolão durante três dias. Teve a sorte de campeão. E a festa brasileira tomou conta de Las Vegas. Muito legal  o comentário da card player americana falando da emoção dos brasileiros(aqui). Alguns detalhes da mesa final podem ser vistos aqui.




Angela Park esteve no topo do leaderboard no fim da segunda volta do US.Open feminino de golfe. Mas infelizmente não deu para a barsileira  ganhar. Mas chegou empata em um terceiro para lá de honroso.




E no turfe internacional,  finalmente Youmzain desencantou e levou um grupo 1. Levando  beeeem o Grand Prix de Saint Cloud.




No Derby Irlandês...
Com o  forfait do vencedor do Epsom Derby, New Approach.  Era tudo com Casual Conquest e Tartan Bearer, que de fato eram os favoritos do páreo. A esquadra da Coolmore ia com  cinco corredores. E o jóquei número um, John Murtagh escolheu Alessandro Volta, que se tornou por isso o animal mais jogado da esquadra treinada Aidan O´Brian. O segundo mais jogado destes era Frozen Fire, montado por Seamie Heffernan que fechou a polpudos 16/1.
A corrida foi confusa para dizer-se o mínimo.
Alessandro Volta era um dos líderes e  corria junto a cerca quando começou a se comportar de forma errática se jogou para dentro quando o sempre ativo chicote de Murtagh foi para canhota e o potro foi para bem junto da cerca e o jóquei trocou para direita e o animal voltou a se jogar para o centro da pista. Desta vez, por alguma razão, Murtagh não tentou trazer para junto da cerca . Alessandro Volta prejudicou , coincidência ou não,  justamente Casual Conquest e Tartan Bearer. Enquanto isso, lá por fora, com grande ação Frozen Fire atropelou para levar o clássico irlandês.
A comissão de corridas se reuniiu por muito tempo e deliberou que Alessandro Volta cairia de terceiro para quarto e que seu jóquei não seria punido uma vez não haveria como controlar o comportamento errático do cavalo.




Muitos punters desapontados  reclamam que foi armação.
Le Sorcier, direto de Saint Cloud, havia estudado o  "form" de Frozen Fire, que havia tirado um segundo forte para Tartan Bearer no Dante Stakes e apostou que ele reverteria a má atuação no clássco de Epsom. Se deu bem...Foi pro guichê meio constrangido com a situação e mas saiu feliz da vida  com os seus euros na carteira..




Tire sua própias conclusões....








E para finalizar....Parem o mundo.   Vem aí a Volta da França.





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domingo, 29 de junho de 2008

Brasileiro em mesa final na Série Mundial de Poquer

Grande noticia para a comunidade poquerzísca brasileira.
O brasileiro Alexandre Gomes se classificou para a final do evento 48 da World Series of Poker.
Trata-se de um torneio de Texas holdem com dois mil dolares de inscrição.
Na época a série mundial, Vegas ferve com jogadores do mundo inteiro e esta etapa especificamente atraiu  2317 competidores.


Chequei preguiçosamente as atualizações no site oficial e não achei muitas informações sobre as movimentações de Gomes. Li   que ele tinha começado o dia  "meio mais ou menos" em número de fichas e um dos destaques foi uma mão mutcho loca em que o brasileiro foi all-in preflop ( apostou tudo que tinha antes de abrirem as cartas comunitárias, ahh deixa para lá)


Dois outros jogadores entrarão na jogada botando tudo o que tinham. Em geral, isto não é um bom sinal!


Gomes tinha ás e dama e de fato  estava atrás ja que um dos jogadores tinha par de dez na chave e o outro de valete.
Virou de cara um "fúla" com um ás e duas damas no flop.


Dái o cara ficou grandão e deve ter encaminhado bem até a mesa final que será jogada hoje, valendo prêmios bem coxudos. Ele entra o dia estando empatado com terceiro maior número de pontos e a uma pedrada de distância do primeiro e do segundo colocado


Não sei mais detalhes mas daqui pouco começarão a vir as noticias dos EUA. É só "guglar".


Gomes repete o feito do Leandro Brasa no anos passado.


Chegar na mesa final não é nada,nada mole. Feito maiúsculo para o esporte nacional.
Parabens Alexandre e aos outros brasileiros ques estão a "carteira no lugar da boca" e  se dando bem nos torneios em Las Vegas. Tomara que amanhã tenhamos mais e melhores noticias sobre o assunto.



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sexta-feira, 27 de junho de 2008

Não descartem o incêndio criminoso.....

Argentina: fogo destrói fazenda de dono da CNN
Avanza un incendio en la propiedad de Ted Turner
Ráfagas de 100 kilómetros por hora complican el incendio en la estancia de Ted Turner


E neste caso especificamente a sede da Estancia Primavera.



O maginifico Salmão encerrado do rio Traful.
Patrimônio da humanidade.
Pego por um cliente da Estância Arroio Verde.(link)


Ted Turner: bilionário, fly-fisherman, conservacionsta e apesar de todo este brilhante  resumé ele não é exatamente idolatrado na Patagônia.


Tempos atrás, na epoca em era só o trilionário casado com a  Jane Fonda que como qualquer outro gringo ia, com o outrora poderoso dolár,  aos mais caros lodges da patagônia e foi parte da horda que inflacionou o preço deste lugares.
Melhor para lugares como San Huberto e Puerto Lussich.
Até aí tudo bem.
Economia de mercado, baby !


O "povo" já aprendeu com o tempo que dá para fazer Patagônia "on a budget", pescando águas públicas e parando em hosterias baratas nas cidades, como as portentosas San Martin e Junin. E simplemesnte se baba de felicidade quando vê o pessoal das hosterias caras guiando os gringos em águas públicas e tendo que dividir os pools com eles.


Então um belo dia o ex-cunhado do Peter vendeu a Turner para Time/Warner e ficou "filthy rich",  como dizem alguns americanos. E ele resolveu comprar alguns terreninhos na Argentina, à guisa de proteção ambiental.
Teve uma época que os gringos avançaram por aquelas bandas. Me lembro de cara de  Sylvester Stallone e George Soros, que deve ter sido o cara que teve a idéia que se tratava  de  excelente negócio.  E com  certeza foi considerando a valorização imobiliária descrita pelo Alejandro em San Martin  e o bom número de emprendimentos que se vê desenvolvendo "en la orilla de la ruta".  


Então Mr. Turner resolveu comprar uma outra sesmaria por lá. Ele tem propiedades que  também são lodges exclusivos para gente de deep pockets. Tem a Estancia San Jose na Terra do Fogo. Uma nas margens do Collon Cura e em especial a Estancia Privavera.


Aqui começam os  problemas...
Mr. Turner cortou o acesso aos rios públicos que cortam suas terras privadas. Impossibilitando, por exemplo, algumas flotadas no Collon Cura  e o mais grave de tudo o acesso ao rio Traful.


O Traful é um dos rios truteiros mais incriveis do mundo e suas águas transparentes  reside uma das mais saudáveis populações de Salmão Encerrado. O landlocked salmon é o melhor peixe esportivo da patagônia e o mais raro e elusivo. Conheço gente que pesca a muiiiitos anos na patagônia e só viu em foto.
E  o testemunho das pessoas que engataram um é o seguinte, "um salmão de um kilo parce uma arco-iris de três."
Deveria se chamar científicamente Salmo Esteroidis.


O Traful corria em sua maioria em  terras da famila  Lariviere, a certa altura foi divida entre dois irmãos. De um lado ficava a Estância Primavera, espécie de Jerusálem da pesca com truta argentina e do outro Estancia Arroio Verde.


Mr. Turner chegou com  muita grana e queria comprar tudo. Só levou a Estância Primavera. O pessoal da Arroio Verde permaneceu irredutivel como aquela  mitíca aldeia gaulesa. Podendo se manter eles própios como um excelente resort uma vez que  também tem acesso ao maravilhoso rio.  A verdade que o isolamento a Estância Primavera valorizou muito o outro lado do rio.


As fofocas, e sendo fofocas não sei qual é veracidade, contam  que Mr. Turner ficou lívido e passou a instalar alimentadores automáticos no rio para tirar o apetite das trutas e mixar a pescaria dos clientes  da Arroio Verde que insistem em pescar no rio "dele". Táticas de guerra para conquistar o Arroio Verde.


Aqui tem uma excelente matéria em inglês que saiu na Cigar Aficionado do primeiro bimestre de  1999 sobre a tentativa de "hostile takeover" do Arroyo Verde.


Fofocas aparte, Ted Turner já não é tão popular na Região dos Sete Lagos com pode se constatar nos links abaixo.


Comunidad del Limay ( blog)

Por el libre acceso y navegación del Río Collon Cura
Que Ted Tuner no nos impida disfrutar de nuestros recursos naturales


Presionan a magnate de EEUU por sus terrenos en el sur ( El Diario de Cuyo, grande noticia!)

LA ESTANCIA LA PRIMAVERA, A 80 KILOMETROS DE BARILOCHE
Quieren que Ted Turner permita pescar en un río
( El Clárin)


Minha opinião é que se ele é tão bonzinho assim e quer só preservar a natureza deveria investir os seus inúmeros recursos tentando se livrar de espécies exóticas como javali e o cervo colorado. Os pinus europeus plantados  a  sob o manto do reflorestamento (este é um problema mais nosso do que deles mas eu desprezo o "deserto verde" e resolvi dar um mata-cobra off-topic) e obviamente os salmonídeos.
Mas se o gajo está usando sua grana para transformar extensa parte da patagônia em um negócio elitizado ou para o seu própio gozo ele não passa de um de uma versão requentada, verde  e com  0% de emissões dos "imperialsitas americanos" do século passado. Cujas as boas intenções ecológicas só amenizam a imagem que temos de seu egoísmo. Que é o mesmo de seus antecessores, já que ele nãoo faz para perservar para humanidade, para todos. Preserva para poucos.
Sem dúvida é melhor que não preservar. Mas perto das propiedades dele no Parque Nacional Nahuel Huapi que são perfeitamente bem preservadas em que todos podem desfrutar.


Voltando aos incêncios, naquele região  são naturais dado ao clima muito seco e só se encaixam  no lado do criminoso devido ao descuido de pseudo-anencéfalos com fosfóros, pontas de cigarros e fogueiras. E em último caso, obra de psicopatas.
Um raio pode começar o fogo  naqueles bosques secos e ventosos e fica dureza de segurar.
A natureza torra e se renova desde  "o sempre" e a decisão de construir patrimônio inflamável fica  por conta da ingenuidade dos seres humanos que acham que podem desfrutar de tudo sem que hajam riscos ou consequências.


Mr. Turner que provavelmente tem seguro e certamente tem grana para recuperar qualquer dano material que lhe occorra, o que não é uma verdade para todas pessoas que possuem propiedades na região, há de lamentar o incidente mas certamente vai tocando a vida. 


É lamentável, no entanto, que um lugar que guarda  tanta  história possa ter se perdido. Devemos torcer pela preservação destes patrimônios independentemente de quem os possue.
Já o Traful é público e eu adoria poder tido acesso para de pescar nas boas partes dele.
Passar  tão perto  e tão longe é extremamente frustrante.
Já deu  para notar  que o não  guardo simpatias pelo dono da CNN, apesar dele ter montado aquele time genial do Atlanta Braves com Maddux-Glavine-Smoltz na rotação.
Por isso, minha opinião é obviamente parcial. E a maioria das minhas opiniões e teorias delirantes são basicamente inúteis mas  talvez "esta" não seja.


(Ahhh... Provavelmente não !)


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quarta-feira, 25 de junho de 2008

Ainda sobre varas de bambu.

Fiquei muito impressionado durante a GPP com os caniços de bambu do habilidoso Beto Saldanha e os do filosófico Grégório.
Além da qualidade como ferramenta de pesca são muito bem acabadas.
O Beto me disse que está vendendo muito bem. Que é de algum modo surpreendente devido a natureza heterodoxa do produto.



Mr Saldanha. Pegou uma "marrão" com esta delicada ferramenta feita por ele em bambu.
Não exatamente usando moscas que imitavam "midges"


Mas fazendo um raciocíno econômico rápido :
Atualmente pode-se adquirir nos Estados Unidos por menos de 150 dólares uma vara mais ou menos  muito boa e o dolar está amigavel.
A palavras chave, no entanto, sabem os meus amigos pescadores é Estados Unidos. Como dizia o Cholota Guaspari : "A camisa é barata, cara é a passagem !"
Com impostos, atravessadores e tudo mais fazem que os  tais $150 mais do que dobram de preço.


Agregado a qualidade das varas de Bambu produzidas por qualquer um dos "velhos rabujentos" está o preço em reais. Se comparado com qualquer vara artesanal equivalente produzida em dólar são relativamente baratas.
De modo que dar até para entender porque vendem bem as varas do Beto, são bom negócio.


Em especial no Rio de Janeiro, lar do Beto, está surgindo uma turma que só pesca de bambu. O que a quando eu comecei  a pescar com mosca era impensável.


Se o Beto, testando sua grande variedade de modelos e o Lê, pescando basicamente só com um  modelo ou outro que ele desenvolveu para as suas preferências só pescam com varas de bambu é perfeitamente lógico.
O Caco quando está fazendo as varinhas dele também era assim.
Experiementar o fruto de seu trabalho, perfeitamente  normal..


Mas nos dias de hoje, gente que só pesca com várias de bambú. Esquisito,  mas em catelhano "exquisito" é uma boa coisa.


Não é nem   questão de comparar  grafite, fibra de vidro e bambu. Para cada situação é possivel dizer que tal ferramenta é a ideal. Em geral é aquela que não temos no momento. Senão vejamos :


"-Como foi o dia ?"
(cenário 1)
"- Bom... Mas se eu tivesse com uma vara de bambu para proteger o tippet 6x porque os peixes só estão pegando em midges..."


Lógica atrás da desculpa esfarrapada :  Varas de bambu amortecem melhor a tensão aplicada pelo peixe e evita que linhas muito finas arrebentem .
A verdade : explodi a linha porque sou troglodita afobado.


Ou :
(cenário 2)
"-Bom. Mas a minha vara é muito lenta e eu perdi muitas ferradas. Pode ter sido os anzóis... Se tivesse com uma vara rápida de grafite tinha matado a pau !"


Lógica por trás da desculpa : Varas de grafite or serem mais  rápidas reagem melhor na hora de cravar os anzóis.
A verdade : sou uma besta e fico distraído durante a pescaria e deixo a linha  muita frouxa ou demorei muito para dar a ferrada.


Pode-se pescar com qualquer uma delas. O importante, sabemos, é pescar.


Mas e o bambu ? Fazendo minhas imortais palavras de Senor Abravanel.


Se era  é tão bom porque inventaram .as outras.


Mesmo considerando que existiam fábrica de varas com linha de montagem e máquinas que aceleravam o corte  do bambú e que o processo de produção de varas de fibra de vidro e depois de grafite  necessitam um toque "artezanal", nos arremates.
As última eram melhor industrializaveis, o bambu necessiat de pelo menos oitos anos pra fcair no ponto de corte e depois tem que ser secado por um longo tempo. Logo passaram a ser produzidas em maior escala e com menor preço. E arte de se fazer varas de bambú se tornou rara e dispersa e  junto com a valorização  dos "handcrafts" de alta qualidade, o preço das varas de bambu disparou.
E as raridades feitas por "builders" famosos viraram peças de coleção e até arte. Caríssimas.



O Caco e os apetrechos na época que estava fazendo varas de bambú.
Bela do foto do Ruy Varella para matéria que ele  para Troféu Pesca de  Maio de 99.
Uau, o tempo passa depressa.


Além de mais baratas  as varas de grafite eram mais leves, longas e mais rápidas. Gerando ferramentas  que parecem te fazer um melhor pescador, pois tu atira mais longe.
O que é não totalmente verdade pois o equilibrio do conjunto vara-linha e a habilidade do pescador contam  mais no resultado final. Em especial o último item.
E o arremesso é só parte do pescar.
Não é só distância mas precisa apresentar a mosca com precisão e tem que ferrar o anzol direito e jogar com peixe sem arrebentar a linha.
As arremessar longe é em geral sinal que o pescador tem pelo  menos o potencial para usar bem o caniço e pegar peixe. Mas arremessos longos  podem facilmente seduzir o pescador ao  pecado da soberba. No entanto, ás vezes o peixe está só aonde o  arremesso mais longo pode alcançar e até onde excelentes pescadores não podem pescar.
Com sorte o tal peixe será pego por alguém merecedor.
O  grafite apareceu então para dar trazer a  ilusão que poderámos ser melhores pescadores através da mágica da tecnologia  superior.


Isto me lembra uma pasagem de A River Runs Trough It, aonde o autor relata quw seu pai ensinava a pesca com mosca e se fosse por ele  "ninguém que não soubesse pescar teria  permissão de desgraçar um peixe  por pegá-lo."


Junto a isto, eu somo uma das minhas várias teorias maluca. Que a crença da cultura ocidental, depois da segunda guerra mundial e com o desenvolvimento da  tecnologia da "era espacial"  que  "enfim vai nos redemir".  Produzindo sempre soluções melhores e tornando obsoletas as anteriores.
Mas hoje percebemos  a ingenuidade e a arrogância desta visão. Arrogante por não ter levado em consideração o impacto negativo que podera ter, ficando genericamente com o exemplo da degradação ambiental e ingenua, se  não vislumbrarmos a possibilidade de que se pode usar soluções "ultrapassadas" com maior satisfação.


Mas certamente o que levou a decadência do bambu e ascensão da fibra de vidro e depois do grafite a sua atual popularidade foi o preço. No inicio as varas de grafite não eram lá muito baratas mas eram o "futuro agora". Leves e rápidas. E com o tempo até o preço ficou competitivo.


Como o vil metal é a rês de ouro da  religião que se sobressai todas as outras: O  capitalismo tecnológico.
(Adicionei o "tecnológico" devido a argumentação anterior, mas a frase em si  é uma  bobagem. Mas ficou imponente e resolvi não apagar. Devo ressaltar que estou sóbrio. Não tenho desculpas para tanta asneiras.)


Pescar com varas de bambu seria então uma heresia.


Ó-Quei.. Abandonemos o pantonoso campo das analogias religiosas e voltemos pro   realismo científico.
Fiquemos no seguro âmbito da psicologia. E evitemos a qualquer custo fróidianismos que  refiram  analogias à manipulações de varas.


O cara para gastar uma baba mais para comprar um negócio feito de um glorioso talo de capim  ao invés de equipamento.feito com o material do qual são feitos os boeings, tem que ser meio louco.


Mais louco ainda são as pessoas que se metem a fazer as varas...


Eu me lembro que quando o Caco resolveu fazer varas de bambu,  eu consegui dois  livros
Um era   técnico , The Lovely Reed de Jack Howell e outros crônicas do Gierach, Fishing Bamboo, na esperança de angariar as informações que o Caco necessitava para a empreitada.
O livro do Howell é muito bem escrito, não é completo como o livro do Garrrison-Carmichael, mas é escrito de um modo encorajador  que  faz  o processo  parecer simples. Sem reimpressões, o preço do livro disparou. Deve ser um dos três bens mais valiosos que possuo. Em mais dois anos estará valendo mais que o meu carro.
O livro do Gierach, na época que eu comprei. Foi meio decepcionante. Eram crônicas muito bem escritas e cheias das idéias deliciosas  do autor. Nenhuma tão boa como a do caniço mal assombardo de "Trout Bum". O problema era que  não continha nada que ajudasse a fazer varas de bambú. Só a constatação que as pessoas envolvidas naquele universo eram doidas.


O Caco botou o livro do Howell embaixo do braço e foi para a garagem. Conseguiu  todo o material : taquaras ( as primeiras foram de uma fábrica de movéis), plainas e principalmente o gabarito. Este consiste de duas barras de ferro presas por onde passa uma vala  regulável para se moldar as partes do bambu enquanto ele é cortado. Uma raspa milimétricamente fina atrás da outra até se conseguir seis varas de perfil decrescente. Complicado... Bom, no fim elas são coladas e formar um vara hexagonal cônica. Coisa de louco !
Estávamos numa festa de formatura quando ele puxou do bolso do paletó o primeiro pedaço de bambu hexagonal, Prova que  a tecnologia estava dominada. Tragam a champanhe !
Um brinde por conta do pai  da formanda, senhores !


O Caco pelo menos teve o mínimo de  bom senso de achar um torneiro mecânico que fizesse o gabarito.


Quando o Beto resolveu faer vars de bambu, não sei porque ela achou que o melhor caminho era o mais longo. Então ele pegou um micrômetro, uma lima e  depois de...  an educated guess  (= chute)... umas dez  latas  de Dunhill. Depois ele pegou um furadeira para poder botar os parafusos que permitem o ajuste da trapizonga. E um mês ou outro depois, voilá !


Me lembro de Mr. Saldanha  contando quando um rapas de São Paulo, Jorge Yamaguti, entra em conato com ele querendo aprender como fazer varas. Aí o Beto deu uma de sr. Miyagi  e disse :
" Arranja um perfil de aço e uma lima...."
Comentário  do mestre zen.
"-Se ele tiver paciência para fazer o plaining form (o molde) talvez tenha what it takes para fazer varas de bambú ?"


Aparentemente  o menino  fez algumas varas e não seguiu  adiante, talvez tenha recobrado a sanidade mental. Mas é duvidoso já que  no sítio dele  que estão crescendo os tonkins....


Não falei dos tonkins ?


A cana de tonkin é uma variedade de bambu (arundinaria amabilis )  que é mais indicada para se montar varas de pesca. Outras variedades são viáveis, inclusive o "madake", variedade japonesa popular entre os pescadores nipônicos. Também  plantado no sitio do Yamaguti  é usado com resultados excepcionais pelo Beto e o Gregório.
A razão que eles usam primariamente  madake é que não existe tonkin no nosso país. Este é plantado e colhido  em  escala comercial e exportado pelos chineses. Mas não para o Brasil.  E até uma alma iluminada resolva este problema teremos que ouvir histórias do Beto, que importou direto do Demarest ( importador americano), não me lembro quem foi o sócio dele nesta empreitada. O bambú chegou a um preço comparável a de uma vara pronta. Inviável.


Ou quando o Scotti trouxe umas varas de tonkin do Canadá em um porta esquis. Vieram de avião, na bagagem.


Por falar em aviões, depois de muitos anos procurando nos cantos do Brasil. Mr Saldanha  descobriu uma botanista especializada em bambus que possuia em seu herbário esta variedade. Que  não sabia bem  qual era a utilidade mas que era de valor histórico, produto muito exportado antes da segunda guerra mundial. Arundianaria amabilis. Acharam o  santo graal.
E o que que tem o avião a ver com a história.
Bom, da última vez que estive no Rio de Janeiro o Beto me deu um belo presente. Duas mudas de tonkin. ada uma de um metro de altura, enrolads em jornasi que eu trouxe alegre e discretamente  na cabine do avião, junto as minha pernas. O  Caco plantou em Gravataí e daqui uns poucos oito anos estaremos fazendo varas de pesca.


Obviamente eu não estou descrevendo o comportamento de pessoas de plena posse  de suas faculdades mentais.


E talvez a teoria do Analisa de Bagé que "locura não tem micróbio" esteja errada. Pois mais pessoas  resolveram fazer varas de bambu.  O Gilson Monroy em São Paulo. O Lauro Rosset aqui no RS, que segundo o Alejandro Klap me contou lá em San Martin, de primeira já  saiu com varas bem boas.


E como eu já disse, o Gregório. Que só pesca  de bambú. Para quem não pesca com mosca e não conhece o Chimehuin pode não parecer nada fora de bitola. Mas pescar de vara 3 e midge na Boca. Doideira.
Nos últimos dias da pescaria na Argentina, ele declarou. que quando chegasse  em São Paulo ia começar a limar um gabarito novo. Caso perdido.


Nesta loucura, se amenizarmos os  episódios mais agudos de obsessão, compulsão e psicoses genéricas que acometem os pescadores em geral, poderemos, com certa tolerância, concluir  que  esta loucura  é expressão exacerbada  da paixão pela pesca.


E analisando as varas de bambu  dependendo de seu preço (tudo tem limite) e de qualidade ( não pe porque é de bambú que o negócio é uma obra de arte, Gierach fala bem disso em Fishing Bamboo),  vimos que  o preço pode ser razoável. Então não é um absurdo injustificável. Trata-se de uma psicose light. ( Talves tratar seja o verbo certo, mas mais a cerca da idéia de tratamento).


O Beto me mandou um video sobre a historia da Hardy, famosa marca inglesa  de material de  pesca. Tem no final cenas de um rodbuilder montado uma vara de bambu. O depoimento dele e as cenas deixam claro algo. Existe   esta paixão. O sentimento tranparesse nas imagens daquele sujeito fazendo  as varas. E os pescadores entendem esta paixão e a adotam ao pescar com varas de bambu.



Esta arco irís foi uma experiência muito maior que o seu tamanho pode indicar graças em parte a varinha de bambu que o Beto me emprestou.


Uma história final. Fomos ao Malleo e o Beto me ofereceu uma de suas criações para pescar. Vara excelente. Pegue de cara uma truta boa. E que briga. A tal história de proteger a linha é verdade. E a sensibilidade que o caniço dá. Só aquela truta vale um post. Em breve. O jeito que se sente a pegada do peixe com uma boa vara de bambu..
Incrivel. Apaixonante. Talvez uma loucura.


É otimo pescar com bambu.  e ainda por cima é  um recurso renovável !


E agora tem este bando de malucos que ou  fazem e/ou pescam com varas de bambu que são magnificas e compartilham esta paixão.
Somos privilegiados.


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Le Pied Sale...

Louis Phillippe estreia como correspondente do serviço cultural online "Tire as Mão do Meú Pé Sujo !"


Trata-se de um quase-ONG que defende a preservação  da brasileríssima cultura de butiquim.


Imperdível....


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quinta-feira, 19 de junho de 2008

Soledad de Piazzolla

Tava fuçando o youtube e aí apareceu esta...
Soledad - Astor Piazzolla e Antonio Agri.
Tem  lirismo e uma certa melancolia. Solidão , enfim. Mas as  palavras são incomodas.
Me fez relembrar do grande gênio de Piazzolla, que tive o privilégio de ver no Teatro da Ospa e de meu pai que me apresentou sua música.





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Royal Ascot

Sua majestadade, a rainha  Elizabeth II, passa pela frente  do pavilhão em uma carruagem. Cena anual que sempre por um razão outra aparece em jornais e telejornais, para encher linguiça provavelmente.
Frente ao público do Hipódromo de Ascot que a aplaude e a reverência
Puxando o desfile da Royal Procession na primeira de todas que leva a rainha é escoltada por guardas montados em cavalos brancos. Assim como são tordilhos os "ponies" que puxam o primeiro carro. Nas demais carruagens somente cavalos castanhos.
Conforme passa a pelo público sempre uma pequena comoção.
Um dos locutores fala de sua preocupação de caso ele se aproximar de onde ele está ele ter que lidar com suas tralhas e tirar seu chápeu em reverência. Ele aliviado diz que não precisou.
Chápeu, não cartola. Todos os "gentlemen"  devem estar de cartola e casaca. E as "miladies"  em vestidos longos  e chápeus.


A grande comoção explicam  é  a cor do chapéu da "sua majesatade".   Rola muita grana nas apostas sobre qual cor será o chapéu da rainha. Ontem foi roxo e hoje foi um azul calcinha.
Em mais exemplo que só os britânicos podem dar de sua infusão cultural: a nobreza com o   mundano.
Decadence avec elangance.


Os bookmakers fazem bons negócios no "ladies day" aproveitando a degeneração  dos fieis súditos.


Trata-se do terceiro dia do meeting de Royal Ascot. Os cinco dias mais famosos de corrida de cavalos do mundo.



O fabuloso novo pavilhão de Ascot


O hipódromo de Ascot que faz parte Crown Estate, "os patrimonio" de H.R.H.  Foi fundado em milesetecentosionze  pela Quenn Anne e  depois da sua renovação em 2006, merece ser reconhecido como uma das jóias da coroa.
O este  meeting em especial que  aparece  fazer parte dos costumes pagãos de comemorar o solstício de verão, foi criado também em 1711 pela rainha Ana e faz parte do calendário social real ( razão pela qual a a rainha parece por lá e a galera aposta na cor do chapéu ).
E provavelmente o idiossincrático periodo de terça a sábado em que é realizado de uma tradição dos tempos em que dias da semana ainda não eram  moldados aos expedientes de trabalho e seguem assim porque ainda hoje a nobreza segue sem precisar trabalhar.


Os plebeus vão lá para ter o privilégio de uma olhada da nobreza e para "afundar a crista".


Mais importante que a  tradição e que o mercado de apostas que é borbulhante é  a qualidade das corridas.


Dezessete provas de grupo. Sete de grupo 1. Com provas  na massiva reta de Ascot ( de um milha de comprimento) e pelo anel de ascot se disputam clássicos entre os mil e quatro mil metros.


No Royal Ascot ganharam St. Simon.  Elpenor e Macip, que foram reprodutores  no RS. Boticellii, da Dormello Olgiata. Sagaro e Yeats. Vencedores da maratona da Gold Cup, prova máxima do meeting. Com direito a  troféu entregues pela rainha e nome inscritos eternamente nas paredes de Ascot.


Os dois metros do Prince of  Wales Stakes tiveram só em anos recentes Dubai Millenium, Fantastic Light, Ouija Board e Manduro.


A milha em cancha reta do King James Stand para potros  de três anos sempre atrai os craques dos Dois Mil Guinéus e da Poule de Poulains já foi vencida por : Kingmambo, Giant's Causeway,  Rock of Gibraltar, Azamour e Shamardal.


E também venceram provas de grupo 1 em no meeting da Coroa : Danehll, Tetratema, Takeover Target ( que correu terça e correrá de novo sábado).


Nobreza tanto nas tribunas  quanto  na raia.


Este ano fomos presenteado pelo site attheraces.com que está transmitindo ao vivo todo meeting. Minhas manhãs e inicios de tarde estão enlouquecedores. Ainda tem dois dias. Vejam.


E tudo isto ainda nem falei das carreiras que já aconteceram. Fica para depois.


Mas de aperitivo deixo o photochart aonde a fabulosa Darjina perdeu por cabeça para Haradasun  no Quenn Anne Stakes. Na abertura do meeting. Primeiro páreo da semana em plena  terça feira e a nave do TTKOS já fazia água.


Por sorte Le Sorcier estava em transito e não pode  ir no bar da esquina trocar o voucher dele no ATM da PMU ( guichê automático de apostas do pool de apostas  Francês).




Quase Darjina.


Loucura, loucura...


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segunda-feira, 16 de junho de 2008

Centenário de Moysés Westphalen

Completa hoje cem anos Moysés Westphalen.
Como é um número redondo, cabe a nota.



Dr. Moyses ao centro.
A esq. A franja evanescente que não existe mais.
A dir. Era verão os cerros ainda não estavam nevados.


Ainda que tenha já falecido alguns anos, até por ter sido importante figura da Igreja Positivista do nosso estado, aquela corrente filosófica aonde os vivos são sempre e cada vez mais influenciados pelos mortos.

Meu  avô segue sendo  uma figura influente na minha vida e de muito outros, de nossa familia e de outras.
Sendo eu totalmente não qualificado em representar os que sobreviveram e ainda mais porque por mais  que eu me esforçasse. Eu  não seria justo com a biografia rica dele: como agrônomo, professor e pensador.

Mas posso falar com um pouco mais de autoridade de suas atividades com avô.


De todas as coisas que faziam dele um homem admirável talvez o que mais tenha me marcado foi o amor, aquele que deveríamos ter por princípio, e dedicação a minha avó Cleci durante longo período em que pereceu das sequelas de um derrame até o seu falecimento.


A caracteristica mais impressionante  de sua personalidade era sua paciência, que atávicamente herdei, em parte, e espero desenvolver melhor através dos anos.
A parte que herdei é paciência para me ater em atividades  manuais e a pesca. A sua incomparavel paciência para com outros seres humanos, eu não herdei. Nem quero...

Para desgosto de minha mãe, sua maior influência em minha vida foi  como i um dos maiores incentivadores da pesca na minha vida. Não sei se ele entendia completamente fly fishing, mas tenho quase certeza que ele viu "o filme".


Como muitos descendetes de alemães do inicio do século passado, ele foi um"outdoorsman": um pescador e caçador. Com especial paixão pelos  marrecão. Wingshooting que era praticada no inverno e zonas de banhado no sul do Brasil. Um testemunho de sua resignação, perseverança e talvez um pequeno toque de masoquismo.

Mas quando se tem onze filhos correndo em casa, o quão desagradável pode ser passar a noite em claro, às vezes sob chuva, em temperautas abaixo de dez celsius  ?

Quando eu era guri e estavamos na fazenda,  eu queria ir pescar todos os dias...Meu gentil e carinhoso avô era o único com paciência incodicional. E as vezes eram muitos netos...

O amor pela pesca vem daqueles dias.

Também faz aniversário hoje, pelas coinidências que são probalisticamente viáveis em familias  grandes,  a minha irmã  Ângela.
Miss you honey....

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sexta-feira, 13 de junho de 2008

Curlin versus Einstein e Big Brown

Se nao estivessem passando os dias vendo o sol nascer quadrado as pessoas de maior sangue doce dos Estados Unidos seriam os titulares do Midnight Cry Stables. Propietários de Einstein e, hoje, sócio minoritários de Curlin.
Sabado os dois craques se enfretam no Stephen Forser Handicap, prova de grupo I, com premiação added de $1 milhão de dólares.


Devido as regras das carreiras  em Kentucky, os animais não vão correr em uma parelha. O qu neste caso não parece ser problema pois não são treinados pela mesma pessoas e também nãos as mesmas pessoasque tomam decisões sobre os cavalos. Mas as regras se mostram frageis que pessoas criativas podem facilmente se aproveitar para fazer uma sacanagem. Por outro lado sito benficia quem simpatizar pelocavalobrasileiro que terá bom preço na pedra.



.
Curlin vencendo no Dubai.


O drama é acentuado com o fato que Helen Pitts a treinadora de Einstein, treinou Curlin até que ele teve sua parte comprada para correr a triplice coroa e foi entregue para Steven Asmunssen.


Einstein, o cavalo brasileiro filho deSpenda a Buck, é um velho conhecido do TTKOS, deveria ter corrido semana passada na grama de Belmont. Aonde seria forte favorito mas não pode ser inscrito devido a problemas de licença de seus propietários picaretas, então aprovieta o embalo para tentar outra vez a "esfera classíca" na areia.
Curlin, não preciso lembrar é o melhor cavalo do mundo na areia.


Eles se encontram nete sábado em Churchill Downs no Stephen Foster Handicap. Um páreo que conta ainda com os nosso amigos Grasshopper e Brass Hat.


Curlin vem de parado desde o Dubai, mas ele ja mostrou que pode voltar bem de parado com já fez nos Emirados. O bixo estra treinando bem e parece afastar a possibilidade de entrar em campo fora de forma como foi no Haskell ano passado. Para desgosto de seu treinador Steve Asmussen vai ir carregando 128 libras, dando 10 libras de vantagem para o segundo bixo com maior penalty, Einstein.


Eisntein é um animal laureado na grama, que assim como sua treinadora, acredito que pode fazer bonito na areia. Mas ele fosta de correr no grupo de frente, o que na grama é um pouco menos comum que na areia e infelizmente para ele e Grasshopper que gostariam de um trem de carreira amigavel vão ter que enfrentar pressão no ínicio da corrida.Uma vez que  Barcola e Jonesboro estão na carreira é certo que o grupo da frente vai ter que lidar com parciais rápidas
Melhor para Curlin. Que deve ganhar.
Tomara que Einstein confirme e  faça bonito, e beslicando o segundo.
A previsão é chuva e se tiver raia pesada,  a carreira fica muito interessante para Grasshopper ( para segundo). E os atropeladores High Blues  e Rock Creek vão muito leves e podem engordar os exotics.


Não me lembro qual é a lógica dos penalty e os pesos. Nos handicaps na Inglaterra (grama),se não me engano, cada duas libras siginificam um corpo de vantagem. De modo que os handicappers de Churchill Downs estão dando cinco corpos de luz para Einstein, que alías tem seu handicap  baseado em atuaçãoes na grama.
Parece muita vantagem, mas não é.


Big Brown.


Para quem não sabe Big Brown era o potro que tentou semna passada ganhar a triplice coroa do turfe americano. Nas palavras de seu treinador Ricahr Dutrow, eram favas contadas.  E deu tudo errado.


Big Brown estava em má forma,  largou mal , foi mal montado e acabou sendo contido pelo seu jóquei e acabou cruzando o disco, contrariado, em último.



Resultado que beirou o vexame, devido em parte a antipatia que seu treinador angariou com sua arrogância.
Parte do fracasso foi atribuído ao fato que o imprevisto de ter tido um casco rachado impediu o regime de treino normal e o cavalo acabou indo para raia com muito pouco treino e em má forma. Esperava-se, no entanto, que a superioridade de Big Brown discontasse o imprevisto e ele ganahsse assim mesmo. Arrogância.


TEndo que largar na  raia 1, posição desgradavel pois se não largasse rápido corria o risco  de ficar encaixotado. Foi exatamente o que ocorreu. Cotrariando o bicho, o seu jóquei Kent  Desormeaux, teve que segurar e depois deu um chambão em Tale of Ekati  e evita ficar encaixotado na reta junto a Anak Nakal e atrás do ponteiro Da'Tara. Forçando posição o joquei, conseguiu a  posiçao que  queria, da onde deveria executar os adversários sem perdão... Nada.
É  provavel que esta altercações contribuiram para o fracasso  do potro que quando exigido mostrou que não tinha nada a oferecer. O joquei ao ver Big Brown ser ulrapassado levantou e desistiu da corrida. O que assustou a todos pois poderia indicar que o craque estaria machucado.Chegou ao fim da reta em completo desacordo com o joquei.




Imediatemente examinado, nada foi diagnosticado.


Todos os problemas que teve. Mais o grande calor e a raia que estava muito fofa, contribuiram para a atução medíocre do potro.


Fora o fato de evitar dar explicações para perguntas sobre o vexame, talvez por  não saber  as respostas, Dutrow talvez não tivesse  culpa além da sua própia arrogância. Porque talvez não podesse ter treinar mais forte.
Mas deveria ter tentado...E seus criticos mais duros alegam que ele errou, e apresentou um animal sem condções de correr o páreo.


Desormeuax primeiramente elogiado por preservar o potro  foi coberto de criticas : uma por ter contrariado o potro e forçado a posição ao invés de tenatr relaxar o bixo  na posição que estva junto aa cerca e esperar por melhor oportunidade paar se  posicionar  por fora. Ali certamente ele poderia ter tentado ter feito uma limonada. 
Eu fiquei pensando se tivesse nos próximos doia minutos tomar uma das decisões mais importatntes da minha vida profissional. Uma que apagasse alguma falhas do meu passado ( Desormeuax perdeu a triplice coroa com Real Quiet por diferença mínima e foi acusado de ter se apurado).
Se ocoresse um imprevisto e eu tivesse que improvisar. Seria a minha decisão, ainda que desastrada, um erro.


O potro largou mal e o plano de se posicionar na frente murchou. Ao  invés de mudar o plano totalmente, o jóqeui tentou adaptá-lo a um versão mais familiar. Correndo por fora como fizera no Derby. Talvez Big Brown não fosse maduro e e experiente o bastante  para lidar com a situação. Mas considerando tudo que já havia feito, talvez ele fosse digno do risco.


Ai está o erro... Tem que reduzir riscos ao máximo. A triplice coroa não é conquuistada a trinta anos por ser muito dificil  . Fazer as coisas mais dificeis e pedir para dar errado. Lei de Murphy somado a imprudência.
Era uma decisão dificil. Mase Desormeaux é lider entre os joqueis americanos e então é a pessoa que deve tomar estas desições. E ele se precipitou.
O mais provavel, no entanto,  é que o potro  correu tão pouco por estar mal preparado, Se estivesse em plena forma é provavel superasse até estas desavenças durante o percursi, tão superior que se mostrou nas corridas anteriores da coroa. Então apesar de ter sido um erro do joquei é um erro relegável.


A decisão de desistir da corrida com um cavalo que ele afirmou achava que estava são. E negando que tenha recebido ordens do propietário para tal caso o cavalo não tivesse chances foi terrível.
Mesmo considerando que provavelmente não existe  compensação fianceira que compense o prejuízo  que é deixar de ganhar o  potencial de faturamento associado a ganhar um triplice coroa. Ou seja, é impossivel achar que Desormeux poderia ter se beneficiado financeiramente da decisão, que é que primeiro pode se imaginar devido a natureza do negócio.
A decisão de Desormeaux, que parece piedosa ao potro (que chegou pedindo rédea, querendo correr) vai contra a integridade dos negócios. Mesmo se acreditarmos na afirmação do jóquei  que Big Brown não chegaria nem em quarto, aonde ainda afetaria o resultado das apostas, ele não poderia ter desistido. Nunca saberemos em que lugar ele poderia ter entrado pois ele não tentou no total de suas capacidades. O que lesa, mesmo não mudando  o resultado, as milhares de pessoas  que apostaram  muitos milhões de dólares na carreira.


Muitas vozes experientes do esporte americano pedem que o jóquei sofra algum tipo de punição. Afirmando com razão que na Inglaterra ele ja estaria curtindo um gancho. A comissão de corrida de Nova Iorque ainda não se manifestou e a comissão que investiga as apostas na corridas de cavalo não apontou nenhum indicio de falcatrua.


Por outro lado, o treinador Nick Zito, que não tem nada a ver com isso, comemora sua segunda vitória em um Belmont Stakes. Mais uma vez melando uma triple crown ( Birdstone bateu Smart Jones em 2004) e ainda fez trifeta com Anak Nakal com também fizera em 2004 com Royal Assault.


De minha parte termino esta encheção de linguiça elogiando o talento do jovem joquei peruano Alan Garcia, que montou o vencedor Da'Tara de forma agressiva, percebeu a opertunidade que lhe foi dada de escapar na liderança com parciais lentas e que aproveitou esta oportunidade a plano com uma tocada espetacular na reta para levar o clássico. Apesar de não ter tido que tomar decisões criticas, Garcia foi brilhante e recebe aqui o merecido apreço que não vi a imprensa americana.


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Variação do conceito de Imortalidade...

Woody Allen uma vez disse que não queria se alcançar imortalidade  por de seu trabalho, queria alcança-la  por não morrer.
Outra opção para o diretor americano seria de tornar Gremista.









Para provar mais uma vez isto, um empresário Gremista, evitou a morte aós ser crivado de balas por um assaltante, provavelmente um não-gremista.
As balas foram aparadas por uma caderneta do Grêmio  que ele carregava perto do seu coração.




Além de comprovar a grande qualidade dos produtos licenciados pelo Grêmio. Mostra quer realmente  somos protegidos pelo Imortal Tricolor.




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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Bistrot minha paixão...

Bistrot a Chantily.



Acompanhei Le Sorcier Cardinet em uma incursão aos cavalos no domingo na belíssima Chantilly.


Enquanto ele estudava o programa do Jóquei, eu pesquisava os “bistrots e restaurants” para nos deliciarmos.
Acompanhados da família Kessler e de nossa amiga Tania Cosentino encontramos o Le Goutillon Restaurant.



Típico resto francês com o cardápio a giz em um quadro negro.
Mesas pequena , paredes com pedras a mostra e muitos enfeites.



Entre os enfeites, quadros com autógrafos de ganhadores em Chantilly.


O ambiente perfeito para uma refeição antes das carreiras.


Apesar de não termos reserva, Louis Phillipe já é um gourmet conhecido por todo Hexagone (França). Fomos acomodados no segundo andar junto a janela.



O cardápio trés français. Como entreés Foies Gras de Canard, salade de chévres, escargots, terrine de lapin , etc...


                         


Pulamos e fomos direto aos pratos. As mulheres como sempre foram mais conservadores e pediram o entrecot com fritas. Tania que estou treinando na arte de goûter as novidades francesas (recentemente provou “bulot”( Buccinum undatum ) também chamado buccin, um espécie de caramujo do Atlântico Norte), arriscou no filet au poivre.
Arthur pediu sorvete de creme e acompanhou com fritas. Sem comentários...



Eu como bom gourmet e amante da boa cozinha pedi Rognon de Veau flambé au Cognac.(Rim de terneiro).
Ao ponto.



Madames et Messieurs, divino !


Para acompanhar, um Bourgogne Marsanny Louis Latour tinto que dava o caimento perfeito ao rognon.


Uma coisa que por si só vale desviar o caminho em direção a Chantilly (une table excellente qui mérite un détour).
E  ainda podes fazer a digestão visitando o castelo ou o maravilhoso hipódromo.


Todos os pratos estavam excelentes com destaque e louvores ao rognon, é claro. Palmas para o cuisinier.



Arthur aprovou !


Quem vier a França deve se programar para assistir um clássico e degustar da bonne cuisine française.


Mas para isso precisa primeiro consultar o TKOS para se informar das corridas e dos restaurantes.


Para Chantilly:


Le Goutillon
65e, rue du Connétable
Telefone 03 44 58 01 00


Atenção para a reserva !
Nem todo mundo é conhecido como Louis Phillipe


Bon appétit


Louis Phillipe


Cuisinier et Gourmet



PS: enquanto escrevi este, degustava. Vinho? Não senhores ! Cerveja Belga,  que deve ser degustada e saboreada.
Neste caso tomei uma Burgse Zot direto da Microcervejaria Brouwerij De Halve Maan em Brugge


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